sexta-feira, 30 de outubro de 2009

UM DIA AZUL



Eu já estava esquecendo como era um dia azul, de tantas chuvas nesta primavera. Mas aconteceu nessa manhã de sexta-feira. Bom demais!
Mas agora, à tarde, já estavam as nuvens passando próximas, embora bem brancas, esparsas, criando apenas serenas sombras, que me lembraram a bela poesia de Cecília Meireles:

Murmúrio.
Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ESCLARECIMENTO

Peço que me perdoem por algumas falhas e omissões, às vezes não consigo fazer algumas configurações no blog, alterações no LAYOUT, colocar e trocar músicas, SEGUIDORES, até selinhos (rs). Mas hei de vencer! ... Acho que são resistências, embora cada um tenha sua habilidade, seu jeito, dom. Em algumas coisas vou procurando o "caminho das pedras" e acabo achando, chegando junto. ney.

CONSELHOS DE HARVARD (clique aqui)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

FUI ! Viagem ao universo (clique aqui)


















Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney em 3D).
Apenas uma reflexão, sobre a relação da fotografia com a memória e a imaginação, detectar sentidos, dimensões. Somente quando a alma e o espírito estão unidos num devaneio, é que nos beneficiamos da união da imaginação e da memória. A fotografia recorta momentos e espaços precisos. Não mostra o antes nem o depois, ainda que, muitas vezes, remeta ao passado ou lance para o futuro. Congela um tempo, que com o passar do tempo, retorna apenas nos sonhos, imaginação e memória. Visualizamos cenas vivenciadas, como ficamos passíveis de experimentar sensações já adormecidas.
Na verdade não são "visões" no sentido esotérico como se pode imaginar, mas no sentido de percepção, constatação e conscientização, porque tudo o que é aprendido é internalizado no momento da "visualização". Deixe fluir, são energias que estão em tudo a nossa volta, na harmonia da natureza, basta observar, sentir, estamos inseridos nessa corrente global em movimento. Mais ou menos isso... Clique no TITULO acima e veja o vídeo (Melhor em TELA CHEIA). Viagem ao universo. ney.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ESSAS NOSSAS RUAS DA VIDA II

Bem, vou tentar mergulhar mais fundo nessas ruas da vida, levando em conta os comentarios recebidos aqui e no CHEGA JUNTO, dizendo das lembranças e memórias que nos ficam, os contrastes com as novas realidades, correrias do mundo global, de mercado, refletindo também sobre as raízes do texto do Sid. Uma missão quase impossível, ainda mais que não tenho o dom, o poder de síntese.
No meu texto falei da rua bem iluminada, onde, no entanto, sente-se uma sensação de menos luz, música e poesia. A imagem que usei é digital, e somada ao photoshop e outros recursos tecnológicos, ficam mais vivas, intensas, cintilantes, e nelas buscamos então a essência que não temos vivenciado nas pressas, nos saltos para o futuro.
No endereço que segue... http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp057.asp - muita coisa é dita a respeito da arquitetura virtual. É longo o texto, mas vale conferir, e vou tentar resumir neste trecho:
"Mas, da mesma forma que a televisão não departamentaliza a nossa idéia de tempo e espaço, ela igualmente não permite as abordagens "profundas" da literatura. Tudo passa a acontecer "na superfície". Isso acontece porque dos milhões de pontos impressos sobre a tela, apenas somos capazes de memorizar cerca de cem pixels por segundo. É por isso, também, que a televisão é um meio frio – isto é, um meio que exige o "preenchimento" das lacunas de memória e da percepção com a nossa imaginação. A literatura, através da distribuição das letras sobre o papel realiza algo diferente: monopolizando a visão e anulando os outros sentidos, resgatamos diretamente todo o universo simbólico realizado pela linguagem verbal, num repertório construído ao longo das nossas vidas, tornando-se num meio quente, mais completo. Por isso, a literatura e o mundo literário é repleto de símbolos e de metáfora, o que não acontece com a televisão, que opera muito mais fortemente os eixos de associação por similaridade."

No novo endereço que segue... http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-61482008000200004&lng=pt&nrm temos uma visão mais profunda, psicológica e sociológica, do nomadismo e solidão na cidade veloz: alegorias da compressão do tempo-espaço na ficção de Caio Fernando Abreu.
RESUMO:
Este trabalho discute a figuração literária dos processos de subjetivação contemporâneos na ficção do escritor Caio Fernando Abreu (1948-1996), a partir de uma reflexão sobre os efeitos da "compressão do tempo-espaço" (Harvey, 1994) sobre as experiências psicossociais no mundo tardo-moderno. Em Caio Abreu, visualizamos as mais diversas cenas da vida urbana ancorada na cultura do consumo, bem como as diferentes situações que evocam a fragmentação do sujeito e as novas sensibilidades e formas de lidar com a efemeridade, a velocidade e a perda das utopias na cultura contemporânea. Seus contos, novelas e seu epistolário exploram o espectro de situações nefastas em que está mergulhado o indivíduo no final do século XX, especialmente mediante os temas do nomadismo, da errância, da solidão e do narcisismo que parecem caracterizar os tempos pós-utópicos. Ao delinear personagens, enredos e cenários figurativos da experiência urbana globalizada, o escritor lança um olhar particularmente revelador de tais condições no contexto do Brasil contemporâneo. Este trabalho examina alguns contos incluídos em Os dragões não conhecem o paraíso (1988), Morangos mofados (1995), Estranhos estrangeiros (1996) e o romance Onde andará Dulce Veiga (1990) à luz da crítica da modernidade empreendida por autores como David Harvey, Zygmunt Bauman, Fredric Jameson entre outros teóricos.
Caio Abreu realça as experiências da vida contemporânea de forma metafórico-alegórica, refratando em suas narrativas o excesso de estímulos que a cidade oferece, a aceleração do ritmo de vida, a falta de encontros mais duradouros e significativos entre as pessoas. Mostra a urgência e o imediatismo das ações humanas em uma cultura que incita o sujeito à compulsão da compra, à vivência do presente imediato espetacularizado, à ação impulsiva e à descarga motora.
A memória do passado é trazida à tona como "um quebra-cabeças sem molde final" à medida que reminiscências emergem e associações vão sendo efetuadas pelo protagonista. O ininterrupto exercício da memória por parte do narrador parece evocar a resistência ao estado do "presente puro" de que fala Jameson (1996), uma das principais características da dominante cultural pós-moderna e associada ao enfraquecimento da práxis política coletiva. Surdo à história, mergulhado na sincronia de imagens, discursos e realidades, sem a possibilidade de articular narrativamente o passado, o presente e o futuro, o sujeito se vê sem horizontes de transformação e emancipação; nada além do aqui e agora. Com efeito, nessa ficção, parece haver um impulso de recuperação do passado como referente, a memória funcionando como meio de acesso a uma experiência e um estilo de viver mais humanamente significativo (leia na íntegra).

Eu, ney, acho que é importante valorizar as artes, música e poesia, mantendo essa nossa identidade humana, de forma integrada e coerente. Precisamos vivenciar etapas, buscar nossas verdades, os melhores caminhos, não permitindo que as correrias nos afastem do equilíbrio e amadurecimento, do bem estar espiritual e sossego íntimo. E na liberdade, nos distanciarmos das falsas ideologias, dos preconceitos, fundamentalismos, entendendo, amando e respeitando o próximo.

PÃO DE AÇÚCAR










Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney). E ele assim parece mesmo um pão coberto de açúcar, as nuvens parecem algodão doce.

Na verdade a origem do nome tem várias versões históricas. Mas segundo historiadores, o que se pode acreditar de fato é mesmo o nome dado pelos portugueses durante o apogeu do cultivo da cana-de-açúcar no Brasil (século XVI e XVII), quando após a cana ser espremida e o caldo fervido e apurado, os blocos de açúcar eram colocados em uma forma de barro cônica para transportá-lo para a Europa, a qual era denominada "pão de açúcar". A semelhança do penhasco carioca com aquela forma de barro teria originado o nome. Mais detalhes e imagens em
http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2007/5/13/po-de-acucar-rio-de-janeiro.html

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ESCADA PIANO (clique aqui)

Imagine que você está descendo as escadas do metrô, como faz habitualmente todos os dias, e começa a ouvir sons de piano, tocados em ritmo que vai de acordo com os seu passos. Essa foi a proposta da agência de publicidade DDB em uma parceria com a Volkswagen.
As duas empresas se reuniram para criarem um experimento chamado Fun Theory (algo como "teoria divertida", em inglês), uma tentativa bem ambiciosa de tentar mudar os hábitos sedentários dos moradores da capital da Sueca.
Para isso, transformaram as escadas de uma estação de metrô em um piano, o que aumentou surpreendentemente o uso das escadas em 66%. O resultado você confere no vídeo.
CLIQUE NO TÍTULO ACIMA.

sábado, 17 de outubro de 2009

EU SEI, MAS NÃO DEVIA (clique aqui)

EU SEI, MAS NÃO DEVIA - MARINA COLASANTI
Clique no TÍTULO acima ou no endereço que segue:
http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp

PEDALANDO NO TEMPO (clique aqui)


Clique na imagem para ampliá-la (foto e texto ney).
De carro ou moto, destreza não me faltou, devidamente habilitado andando pelas ruas do Rio e São Paulo, e por tantas estradas, sem nunca bater, sequer frear bruscamente. Mas temos que admitir que o trânsito nas cidades anda uma loucura. Na bicicleta vou com serenidade, ela por si só já exige equilíbrio.
Diz bem o poeta português, Alexandre O!Neill, descedente de irlandeses, nascido em Lisboa:
O CICLISTA
O homem que pedala, que ped'alma
com o passado a tiracolo, ao ar vivaz abre as narinas: tem o por vir na pedaleira

ELOGIO BARROCO DA BICICLETA
Redescubro, contigo, o pedalar eufórico
pelo caminho que a seu tempo se desdobra,
reolhando os beirais - eu que era um teórico
do ar livre - e revendo o passarame à obra.
Avivento, contigo, o coração, já lânguido
das quatro soníferas redondas almofadas
sobre as quais me etangui e bocejei, num trânsito
de corpos em corrida, mas de almas paradas.
Ó ágil e frágil bicicleta andarilha,
ó tubular engonço, ó vaca e andorinha,
ó menina travessa da escola fugida,
ó possuída brincadeira, ó querida filha,
dá-me as asas - trrim! trrim! - pra que eu possa traçar
no quotidiano asfalto um oito exemplar !

VERGONHA MUNDIAL (clique aqui)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

UM BLOG AMIGO (clique aqui)

E foi por acaso, aqui na orla de Icarai, trocando idéias sobre cliques fotográficos, que conheci o J.Carino e sua esposa, e foi uma longa e boa prosa, falando desse nosso caminhar, Niterói, Rio, anos dourados, música, poesia, fotografia, contos, crônicas etc. E obrigado Carino por sua visita de hoje.
Convido os amigos a conhecer o blog do Carino... Clique no TÍTULO acima ou no endereço que segue:

http://jcarino.com.br/

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pedalando na areia de Icarai

video

Clique em PLAY > na imagem acima - Um breve passeio nas areaias da Praia de Icarai - Niterói-RJ. (Vídeo ney - SOM). Partiu?

CURVAS


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto e bike ney).

Oscar Niemeyer disse:

"Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein."

PEDALANDO (clique aqui e veja o vídeo com som)


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto e photoshop ney) - Esta é uma foto que tirei na Praia de Icarai, aqui em Niterói, aproveitando o reflexo do vidro da portaria de um dos edifícios da orla, podendo assim me fotografar tendo ao fundo o mar e a montanha (Baía da Guanabara e Rio de Janeiro). Nela inseri uma foto de meus pais na Praia de Santos (São Paulo), e lá estavam eles pedalando antes que eu e meus irmãos viéssemos ao mundo. Filhos de portugueses, nasceram em Minas Gerais, casados foram morar em São Paulo, onde nasceu meu irmão mais velho, e depois veio a família para o Rio de Janeiro. Nasci no Rio quando ainda era a Capital do Brasil, e um dia viemos morar em Niterói.
Pedalar faz parte da minha vida desde criança. Com a bicicleta ia para o colégio, ia namorar, passear, com grupo de amigos nos aventurávamos por lugares bem distantes, indo mesmo para outras cidades. Nos ANOS DOURADOS as praias ficavam lotadas de bicicletas, depois tomadas pelos automóveis. A também chamada MAGRELA, CAMELINHO, BIKE está voltando com força total. Então foi mesmo uma vida toda pedalando. Tive meus bons momentos com motos, velejando meu barco ao vento (LASER), automóveis, mas é nela que sinto a liberdade de me deslocar, na medida certa, vivenciando esse caminhar. Paz, harmonia, serenidade, vontade de sair pelo mundo de bicicleta. Bem cedo estou com ela na padaria comprando o pão, fazendo compras, e tendo oportunidade saio por ai.
Clique no TÍTULO acima ou aqui e veja o vídeo de hoje:
http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=448a72002f322d5&type=video%2Fmp4

PAPOS ABERTOS (clique aqui)





Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto Eduardo Rocha) - São João del Rei-MG.

PAPOS ABERTOS é o site do meu irmão, Eduardo Moreira Rocha, que na última inclusão acrescentou belas fotos de São João del Rei, à noite, uma iluminação muito bonita valorizando seu rico patrimônio histórico. Mas tem muito mais, fotos de muitos lugares do Brasil, música, projetos ambientais e culturais, preservação do patrimônio de nossas antigas estradas de ferro etc. APAREÇAM! Também indiquei no http://chega-junto.blogspot.com/ - blog que também participo. Clique no TÍTULO ACIMA ou no endereço que segue:
http://www.paposabertos.com.br/

terça-feira, 13 de outubro de 2009

TEMPO II


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney) - Piratininga - Niterói-RJ.
CÃNTICOS - Cecília Meireles
II -
Não sejas o de hoje. Não suspires por ontens ... Não queiras ser o de amanhã. Faze-te sem limites no tempo. Vê a tua vida em todas as origens. Em todas as existências. Em todas as mortes. E sabe que serás assim para sempre. Não queiras marcar a tua passagem. Ela prossegue: É a passagem que se continua. É a tua eternidade ... É a eternidade. És tu.
XXIII
Não faças de ti um sonho a realizar. Vai. Sem caminho marcado. Tu és o de todos os caminhos. Sê apenas uma presença. Invisível presença silenciosa. Todas as coisas esperam a luz, Sem dizerem que a esperam. Sem saberem que existe. Todas as coisas esperarão por ti, sem te falarem. Sem lhes falares.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

PESCARIA (vídeo clique aqui)















Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney) - Hoje, 12/10/09, aqui na orla de Icarai/Itapuca (Niterói).

Pescaria (Cecilia Meireles)

Cesto de peixes no chão.
Cheio de peixes, o mar.
Cheiro de peixe pelo ar.
E peixes no chão.

Chora a espuma pela areia,
na maré cheia.

As mãos do mar vê e vão,
as mão do mar pela areia
onde os peixes estão.

As mãos do mar vêm e vão,
em vão.
Não chegarão
aos peixes do chão.

Por isso chora, na areia
a espuma da maré cheia. VEJA O VÍDEO CLICANDO NO TÍTULO.

sábado, 10 de outubro de 2009

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

PORTA ENTREABERTA II - O lado de fora


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney) - Jardim Botânico - Rio de Janeiro. Então eu disse, do lado de dentro daquela sacada (postagem anterior):

Suave luz, brisa, perfume, música
Olhar, brilho, acolhimento, sentimento, envolvimento
Momento cálido, eterno, pleno
Eu e você.
......................................
Mas lá fora é longo o caminhar, cheio de escolhas, decisões, atitudes, indagações, um universo maior de amor e convivência do EU E VOCÊ, mas não se quer dizer que seja maior que o amor, ou que ele não saiba esperar, embora possa acabar:

Sol, chuva, frio, calor, rotina, correria
Distâncias, circunstâncias, ruídos, dispersões, desassossegos
Muros, pontes, alegrias, tristezas, momentos reais do EU E VOCÊ.
Sentar, conversar, esperar, entender, buscar, refazer
Portas se abrem e se fecham para o EU E VOCÊ. (ney).

MY WAY (clique aqui)

Meu Jeito

E agora o fim está próximo, então eu encaro o desafio final. Meu amigo, eu vou falar claro, eu irei expor meu caso do qual tenho certeza. Eu vivi uma vida que foi cheia, viajei por cada e todas as rodovias, e mais, muito mais que isso, eu fiz do meu jeito.
Arrependimetos, eu tive alguns, mas então, de novo, tão poucos para mencionar. Eu fiz, o que eu tinha que fazer, e eu vi tudo, sem exceção. Eu planejei cada caminho do mapa, cada passo, cuidadosamente, no correr do atalho. Oh, mais, muito mais que isso, eu fiz do meu jeito.
Sim, teve horas, que eu tinha certeza, quando eu mordi mais que eu podia mastigar. Mas, entretanto, quando havia dúvidas, eu engoli e cuspi fora, eu encarei e continuei grande, e fiz do meu jeito.
Eu amei, eu ri e chorei, tive minhas falhas, minha parte de derrotas, e agora como as lágrimas descem, eu acho tudo tão divertido, de pensar que eu fiz tudo, e talvez eu diga, não de uma maneira tímida. Oh não, não eu, eu fiz do meu jeito.
E pra que é um homem, o que ele tem, se não ele mesmo, então ele não tem nada para dizer as coisas que ele sente de verdade, e não as palavras que ele deveria revelar.
Os registros mostram que eu recebi as desgraças, e fiz do meu jeito.
Clique no TÍTULO acima.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

PRIMAVERA CINZENTA, CHUVOSA E FRIA

Mas que estranha primavera assim sem cor. Mas lembrei de uma bela música e um lindo balé, de muita harmonia e serenidade, com movimentos tão suaves que duvido mesmo que um CISNE seja capaz de fazer como a excelente bailarina. Trata-se de THE SWAN - Carnival of the animals, de Camille Saint-Sans. Não entendo do assunto, mas acho que vale conferir, percebe-se algo mais nos movimentos da bailarina, acho mesmo que a perfeição. Em alguns horários pode acontecer do vídeo abrir mais lento, mas normalmente abre rápido. O balé e um ensaio:

http://www.youtube.com/watch?v=i6829uWfH-g

http://www.youtube.com/watch?v=DK02YhsgxQY&feature=fvw

Mais informações desse balé em
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/The_Carnival_of_the_Animals&ei=tJDOStPVLsHO8QbQ18H9Aw&sa=X&oi=translate&resnum=3&ct=result&prev=/search%3Fq%3DThe%2Bswan%2B-%2Bcarnival%2Bof%2Bthe%2Banimals%2B-%2BSans%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG - Neste endereço, depois de "referências musicais", clique no link em lilás "the dying swan". E outros links como o do poema, da Anna Pavlova (primeira apresentação em 1905).

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PORTA ENTREABERTA



Suave luz, brisa, perfume, música
Olhar, brilho, acolhimento, sentimento, envolvimento
Momento cálido, eterno, pleno, inesquecível
Eu e você.

foto e texto (ney).

Ah! Lembrei da música do Ivan Lins, que diz melhor, e vou acrescentar:
http://www.youtube.com/watch?v=y_aGk4JtR9o

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O PINTOR (João Felinto Neto)

Não há tinta em minhas mãos,
não há telas.
Não passa de invenção,
a embarcação
e as velas.

Não há mar e nem gaivotas,
nem mesmo uma pequena ilha.
Não há pessoas nas portas.
Não há vila.

Porém na imaginação,
de um borrão faço uma ilha.
Ponho água, céu e chão.
Crio a mais bela vila.

Ponho pessoas nas portas,
outras correndo pro mar.
Ponho um barco, rumo a terra,
velas e o vento a soprar.

Ponho alguém a escutar,
o barulho das gaivotas,
a onda que vai e volta,
e o canto de Iemanjá.

Ponho um sol já a se pôr
no entardecer do dia.
Ponho cor e harmonia,
como poria o pintor
em seu quadro de valor,
a mais bela poesia.

RUA - MEDO (João Felinto Neto)

RUA (João Felinto Neto)

Bela calçada, dama passada, diurnamente movimentada. Na madrugada, sem companhia, apenas o cão que ladra. Onde se mora, onde se pisa, no tempo és encantada. Um que se vai, outro que chega, saudade recompensada. Quando se morre, fica de luto. Quando se nasce, se comemora. Às vezes triste, desanimada, outras alegre e festejada. Quando se parte, nunca se esquece, daquela rua em que se cresce.
*************************
MEDO (João Felinto Neto)

A escuridão que tanto temia na minha inocência, por medo de monstros que me perseguiam numa fantasia, já não mais a temo. A maturidade nos mostra a realidade, triste realidade, de que na claridade somos presas fáceis de nós mesmos. Criança, não tenha pressa de crescer. Agora, o seu futuro ainda é escuro, mas será tão claro, que sentirá saudade do que foi outrora, inocente.
*************************
Encontrei a poesia de João Felinto Neto pesquisando um tema no google, e lendo todos os textos que encontrei na biblioteca virtual de escritores e komedi http://www.komedi.com.br/escrita/leitura.asp?Texto_ID=2555 fiquei realmente impressionado com tudo. Muita alma, vida, sonho, realidade, sensibilidade, encantamento, mergulho no tempo, em nós mesmos. Viajei e me identifiquei em cada um deles. DEMAIS!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

VOU-ME EMBORA PRO PASSADO (clique aqui)

POESIA COMENTADA

O ÁTOMO (Murilo Mendes)

Agasalha-me à sombra do teu corpo.
Aninha-me entre teus seios,
Aquece-me no calor do teu ventre:
Coisa ínfima, quero ficar perto de ti
como um pássaro que fugiu da tempestade.
Eu sou uma moeda que Deus deixou rolar no chão.

Neste poema, os verbos agasalhar, aninhar, aquecer, ficar (perto), fugir (da tempestade), revelam o desejo de fusão. Corpo, ventre e seios são imagens que se agregam aos verbos referidos, para expressar o desejo de superar a vivência da separação. O poema mescla misticismo e sensualismo, sugerindo a fusão a outro corpo, na forma que o ÁTOMO se agrega, constituindo a matéria (Ana Maria Lisboa de Mello em POESIA E IMAGINÁRIO).

domingo, 4 de outubro de 2009

MURILO MENDES - O FILHO DO SÉCULO



Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)
.
Nunca mais andarei de bicicleta
Nem conversarei no portão
Com meninas de cabelos cacheados
Adeus valsa "Danúbio Azul"
Adeus tardes preguiçosas
Adeus cheiros do mundo sambas
Adeus puro amor
Atirei ao fogo a medalhinha da Virgem
Não tenho forças para gritar um grande grito
Cairei no chão do século vinte
Aguardem-me lá fora
As multidões famintas justiceiras
Sujeitos com gases venenosos
É a hora das barricadas
É a hora da fuzilamento, da raiva maior
Os vivos pedem vingança
Os mortos minerais vegetais pedem vingança
É a hora do protesto geral
É a hora dos vôos destruidores
É a hora das barricadas, dos fuzilamentos
Fomes desejos ânsias sonhos perdidos,
Misérias de todos os países uni-vos
Fogem a galope os anjos-aviões
Carregando o cálice da esperança
Tempo espaço firmes porque me abandonastes.

Murilo Monteiro Mendes fez seus primeiros estudos em Juiz de Fora e depois, no Colégio Salesiano de Niterói. Escritor fértil, obra abundante... veja em http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u611.jhtm

RESSACA EM NITERÓI - 01/10/09
















Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney).

A grandeza da criação e a beleza da natureza bem a nossa volta. E tudo de graça, bastando SER, ao invés de TER, e nem ao menos estamos sabendo cuidar. (ney)

sábado, 3 de outubro de 2009

RESSACA II



Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney). E a ressaca que chegou com a frente fria, ainda continuou por todo o dia de ontem...

"Nessa pedra alguém sentou para ver o mar
Mas o mar, não parou para ser olhado
E foi mar, pra todo lado. (Paulo leminski).

JORNADA


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney) - Cachoeiras do Frade - Teresópolis-RJ.

Poder quedar-se
numa cachoeira,
com um barulho que não tem descanso.
E derramar-se toda,
como um pranto,
morrendo ao leito,
sentindo o remanso.
Voltar ao sal numa nova onda.
Subir ao céu toda evaporada.
Tão encharcada
numa outra nuvem,
voltar a terra
em forma de chuva,
recomeçando a sua jornada. (João Felinto Neto)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

RESSACA










Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney)
A frente fria deixou hoje uma ressaca na orla, mostrando a força da natureza, e lá fui eu fotografá-la.
(ney)


DIA DO IDOSO (clique aqui)


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney) - Caminho junto à cachoeira dos frades - Teresópolis-RJ.
Clique no TÍTULO acima e veja o belo texto.