quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

FELIZ 2009














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VIDA
O sol, a lua e as estrelas também vivem em nós
Erguem-se nos céus dos nossos pensamentos
Brilham mais ou menos em nossos sonhos
Nos ventos da memória, nos passos da realidade.

Razões e emoções se equilibram com fragilidade
Em questionamentos da alma e dúvidas do coração
Vão crescendo e aprendendo no amadurecimento
Nas verdades expostas, na capacidade de amar e superar

Dilaceramos nossas entranhas
Em muitas perguntas e incertezas
Aprendemos a viver e conviver com o mistério da vida
Nossa essência é a resposta.
ney.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

O REVEILLON DO SOL E DA NATUREZA













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E na tarde dessa terça, 30/12/08, o SOL resolveu fazer seu reveillon despertando toda a natureza: O CRISTO surgiu entre as nuvens brancas, o bem-te-vi ficou animado cantando, o lago refletindo a luz do sol, o chafariz fazendo seu arco-íris, e eu fui lá de bicicleta dar a minha volta e fotografar os acontecimentos. Na praia tudo preparado para a grande festa, e o céu tão grande bem azul, mas "bandos de nuvens passando ligeiras, para onde elas vão... ah! eu não sei, não sei" - será que a Dindi sabe? Vamos torcer para que a chuva não estrague a grande festa. FELIZ 2009! ney.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

"UMA COISA É UMA COISA, OUTRA COISA É OUTRA COISA", SOMENTE UMA SEMANA OS SEPARAM. TÃO PRÓXIMOS, E TÃO DISTANTES.


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Natal é luz, é presente, é Papai Noel, lareira, trenó, ceia, namoro, roupa nova, família, bondade, caridade, solidariedade, beijo, abraço, música suave, alegria, tristeza, saudade, serenidade...

Reveillon é explosão, cores, fogos, folia, fantasia, carnaval, bebida, porre, agitação, confusão, bloco de travestis (roupas do sexo oposto), samba, batuque, percussão, bermuda e vestido branco, beijo, outro beijo, e muitos beijos...

MAS ALGO EM COMUM... um trânsito louco. BOA VIAGEM! ney.

OS POETAS E O ANO NOVO



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Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.Mário Quintana.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. Chico Xavier.

Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito. Clarice Lispector

Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor. Madre Teresa.

TUNEL DO TEMPO



Pois é, até aqui tudo indo, o planeta TERRA ainda está azul. Bem, nem tudo são flores, ninguém é perfeito, mas o importante é deixar fluir as boas energias, sem preconceitos, falsas ideologias e hipócritas moralidades. O crescimento humano só será alcançado através da verdade e da liberdade, da justiça e do respeito ao próximo, do contrário se perderá em mentiras e tiranias. A espiritualidade vem crescendo num sentido mais libertador, de enterder a energia da criação em tudo a nossa volta... mares, rios, florestas, montanhas, amor, respeito... sem medos, rituais, doutrinas, de modo que as religiões possam se entender num único objetivo de amor e paz. E que o poderoso MERCADO já comece a entender que poderá se afundar na própria miséria que criar com sua ganância, pois ele depende do consumidor. E que o político entenda que sem ética também acabará sem condições de governar em meio a tanta corrupção.

E vamos nós continuar acreditando. Os poetas quase sempre não perdem as esperanças, e transformam até os sofrimentos em palavras de amor, saudade, esperança, e vivem a nos encantar a vida, assim como os músicos. E a ciência corre atrás das explicações, do conhecimento, amenizando nosso sofrimento. E a natureza exige prioridade, porque não estamos sabendo respeitá-la. ney.

REVEILLON


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Tudo preparado para a grande festa do reveillon 2009. Ah, mas eu não vou a festa alguma, nem vou ver os fogos na orla. Já me organizei para um PACOTE doméstico, talvez consiga ficar acordado e ver os fogos da janela. ...Ou vou até a praia ver? Será que vale a pena? E se chover? E o trânsito, tem que ir a pé, não é tão perto... Não sei!
Uni-duni-te, salame-mingue... Ih! Mas estou ficando mesmo velho, desanimado. Acho melhor perguntar a estrela guia, se ela no meu céu não se perdeu. Cadê o sonho, a magia, a fantasia?
E todo ano eu ia, levava o isopor, refrigerantes, sanduiches, e o champagne geladinho, chegava cedo e já pegava um ponto estratégico. A praia fica animada. Lá do alto do Parque da Cidade eu via os fogos no Rio inteiro, até distante o de Copacabana. Mas agora fica tudo lotado, flanelinha pedindo 10 contos para não vigiar o carro. Vou ou não vou? Estou achando que vai chover... Será? Vai acabar passando o ano e eu sem decidir nada. ???@#*&!!????

domingo, 28 de dezembro de 2008

FELIZ ANO NOVO


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RECEITA DE ANO NOVO.
Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?). Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.Carlos Drummond de Andrade.

sábado, 27 de dezembro de 2008

POESIA



PUXA! Ela fez uma tatuagem de uma rosa com o meu nome... linda demais!

Entre os teus lábios, é que a loucura acode, desce à garganta, invade a água. No teu peito é que o pólen do fogo se junta à nascente, alastra na sombra. Nos teus flancos é que a fonte começa a ser rio de abelhas, rumor de tigre. Da cintura aos joelhos é que a areia queima, o sol é secreto, cego o silêncio. Deita-te comigo. Ilumina meus vidros. Entre lábios e lábios toda a música é minha. Eugenio de Andrade.

AINDA SOBRE AS ROSAS...




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Eugénio de Andrade.

E a esperança, Poeta?
O Poeta não sabe. O que faz uma rosa no Inverno? - E a esperança, Poeta? Se tu não sabes... O que é que vamos fazer? A quem vamos exigir a resposta? Qualquer inverno será menos frio, menos cinzento, com uma só pétala que seja, de qualquer rosa.
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Pétalas caídas
Nasceram-me asas. Para quê? Não posso sair daqui! Caem-me as pétalas. Estou a secar. Até já penso que morri. Se já não sequei, deve ser por ti.
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Rosa de Inverno
Sigo as pegadas na neve, que os teus passos aqui deixaram. Ao de leve, junto às tuas, as marcas dos meus pés. Vou ao encontro do teu perfume, rosa de inverno que és, aquecer-me-ás no teu lume.
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Rosamor
Tenho uma rosa no peito. Deixei que aqui a fixasses, convencida que era amor. Nasceu, floriu, ganhou cheiro e deu-me cor. Agora quero mantê-la, seja essa rosa o que for.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

ROSA PARA UMA ROSA





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Ofereço essa rosa a você que é mulher, pela sua presença, pelos bons sentimentos, momentos, me ver, ouvir, sentir, sorrir, simplesmente ser.
Ah, a bela imagem da mulher eu tirei, se poderia achar ousada, eu não sei... mas era bonita, eu sei. É que também não era minha... pensei.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

URGENTEMENTE




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É urgente o amor. É urgente um barco no mar. É urgente destruir certas palavras, ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas espadas. É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente o amor, é urgente permanecer.
Eugénio de Andrade (1923-2005)

CÉU AZUL NO 24 DE DEZEMBRO...
















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A previsão era de fortes chuvas para ontem, hoje e todo o NATAL, como foi por todo esse PRIMAVERÃO GALOCHA, mas amanheceu um lindo dia azul, de flores, pássaros, barcos, mar, montanhas, nuvens brancas, e aproveitei meu passeio na orla para fotografar toda essa beleza da CRIAÇÃO. Mas com chuva ou com sol vale o espírito de Natal, que possa ser de paz, amor e muitas alegrias. ney///

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

DECORAÇÕES DE NATAL

















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Época de cidade enfeitada, ruas, shoppings, lojas, orla e prédios residencias, como esse das fotos, em Icarai, sempre premiado por suas belas decorações. Numa das imagens a neta que estava comigo de bicicleta. Tão bonita ficavam todas as árvores da orla iluminadas, mas acho que houve um apagão da crise ou da administração atual.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL




















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Niterói tem um pouco da história do Natal no Brasil:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_do_Brasil
Como se sabe, os únicos textos de toda essa produção chegados aos nossos dias são de autoria do Pe. José de Anchieta, graças ao seu processo de beatificação iniciado em 1736.
Considerado por Sábato Magaldi "o texto mais complexo e digno de interesse" de toda a obra do missionário, o Auto de São Lourenço ou Na Festa de S. Lourenço é uma peça trilíngüe que teve sua primeira representação na cidade de Niterói em 1583, sendo considerada a primeira representação teatral no Brasil.
Outro texto do Padre Anchieta, Na Festa de Natal, é uma releitura do Auto de S. Lourenço, com menos personagens e cenas. Neste caso, os demônios dificultam os Reis Magos a encontrarem a manjedoura onde se encontra o Salvador.

Um Natal Celine Dion - por costume sempre mostrado em lugares frios e de neve:
http://www.youtube.com/watch?v=pHrVG06U5MA&feature=related

domingo, 21 de dezembro de 2008

BLOG COM SOM



Ah, o blog agora está com som... para começar Eva Cassidy e Michael Buble.
Até eu vou me apresentar em vídeo aqui no blog, mas tenho que treinar para gravar, porque só sei acompanhar uma música (ASA BRANCA), e estou fora de forma.
A voz é uma tristeza, mas prometo cantar baixinho. Vou esperar a Madona ir embora, para não atrapalhar o show dela.

VELHOS TEMPOS



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Peguei um livro de imagens antigas que usei como cenário, e coloquei na frente uma casa e igreja de barro (artesanato). Fotografei juntos compondo uma imagem do Rio antigo. E vieram as lembranças e saudades das ruas, esquinas, jogos de bola, terrenos baldios, festas juninas, soltar pipa, subir em árvore, sentar no muro, brincar de pique, carnaval de rua, palhaço, confete e serpentina, pegar chuva, contar estrelas e ver a lua. ney.

sábado, 20 de dezembro de 2008

NATAL DE NEVE



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Dulce da sua janela clicou a noite de Winchester, coberta pelo tapete branco da neve. No photoshop coloquei a lua e iluminei as casas... e Papai Noel chegando de trenó, numa composição de Natal.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

CONTINUA O VERÃO GALOCHA


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"Balada da Chuva"
A tarde se embaça: - um pingo, outro pingo, respinga um respingo de encontro à vidraça; um pingo, outro pingo, e a chuva aumentando e eu nada distingo,- respinga um respingo tinindo, cantando de encontro à vidraça. A noite esta baça e a chuva enervante batendo, batendo, constante, cantante de encontro à vidraça. A terra se alaga o, céu se nevoa, e a chuva é uma vaga fininha, descendo, parece garoa! ... parece fumaça!- e as águas subindo, e as poças subindo e a chuva descendo e a chuva não passa! O dia surgindo, manhã turva e baça. A chuva fininha miudinha, miudinha, parece farinha lá fora caindo, através da vidraça. A tarde está escura, a noite está baça, e as brumas de um tédio, de um tédio sem cura, talvez sem remédio, minha alma esfumaça:- um dia, outro dia e os dias passando em lenta agonia, segunda a domingo; um pingo, outro pingo, respinga um respingo, batendo, cantando, mil dedos tocando de encontro à vidraça...-que chuva! que chuva! e a chuva não passa! Constante, cantante caindo distante nas folhas molhadas, nas poças paradas despidas e nuas, e murmurejante rolando nas ruas;-um pingo, outro pingo na lata cantando goteira se abrindo pingando, pingando, batendo, batendo, tinindo, tinindo parece um tinido, de taça com taça, e a chuva chovendo e a chuva não passa! O vento nas folhas de leve perpassa, e as gotas nos fios rolando, escorrendo, lá fora estou vendo através da vidraça,- que dias sem alma!- que noites sem graça! e a chuva, que calma!chovendo, chovendo não passa! não passa! A terra está envolta nas brumas de um véu, de um véu de viúva que o dia escurece, e a noite enfumaça.- E' a chuva que chove, e do alto se solta descendo, descendo, rolando, escorrendo nos olhos do céu...Nos olhos do céu e no olhar da vidraça!-que chuva! que chuva! parece um dilúvio, quem sabe? - parece que a chuva não passa!( Poema de J. G. de Araujo Jorge, extraídodo livro " AMO ! " - 1a edição - 1938 )

ENTENDENDO A CRISE FINANCEIRA

Numa conversa descontraída, a explicação clara e objetiva da crise financeira... http://br.youtube.com/watch?v=CmGTnveyG7E

NOSSO CALOPSITA NO BATE O PÉ II


video

Clique em PLAY > na imagem acima.

Eu disse que ele fica inibido diante das câmeras, então ele começou a tagarelar o bate o pé.

NOSSO CALOPSITA E O BATE O PÉ

video

Clique em PLAY > na imagem acima.

O nosso calopsita aqui dando o seu show, mas diante das câmeras fica meio inibido. Canta o "bate o pé" sem parar.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

PAISAGENS BUCÓLICAS









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BUCÓLICA
Invejo a vida humilde da criatura dos lugares distantes, sossegados, onde a terra é mais simples e mais pura, e os céus são transparentes e azulados... Onde as árvores crescem, na beleza da galharia exuberante e farta, e o sol transforma a inquieta correnteza num dorso rebrilhante de lagarta... E onde os galhos são mãos cheias de flores e as flores, taças multicores, vivas, servindo mel aos tontos beija-flores e às borboletas trêmulas e esquivas... Desses lugares cheios de caminhos como garotos, rabiscando o chão, e onde os homens são como passarinhos que são felizes sem saber que são... E onde as casas, pequenas, de brinquedo, com os olhos das janelas, como a gente de dentro do aconchego do arvoredo olham tudo ao redor, serenamente... E onde o sol sai mais cedo, e sobre a serra desdobra o seu lençol feito de luz e acorda a seiva que intumesce a terranos campos verdes ou nos campos nus... Gosto desses lugares sossegados onde a vida é mais simples e mais pura, os céus são transparentes e azulados e é mais humana e humilde a criatura...
(Fonte de todas as poesias:Meu Céu Interior", 1ª ed., set. de 1934.)

EU E TU, QUER DIZER: NÓS.




















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Eu vinha só... Tu vinhas só... Aconteceu que o destino, mestre em dar nós, meu destino juntando ao teu tornou-nos nós... Veio depois amor, fez o plural: e tu e eu e só mais só deu afinal nós dois a sós...
A sós para mim e para ti também, quer dizer: eu e tu, quer dizer: nós. Nós assim, sem ninguém... Quando eu e tu nos encontramos eu só, tu só, de repente passamos a ser nós, e como sózinhos já não ficamos, ficamos a sós...
Eu e tu a sós, seja lá onde for, quer dizer: nós e o nosso amor...
(J.G. de Araujo Jorge).

NATAL EM WINCHESTER - EUA



E lá do hemisfério norte, minha amiga Dulce manda essa bela imagem do Natal branco de Winchester, cheio de neve. O nosso aqui parece que será mesmo neste "verão galocha", como está sendo chamado por conta de tantas chuvas, que já vieram da primavera. Mas assim é a bela natureza, tão maltratada por nós humanos. Mas vale o espírito de paz, amor e alegrias. BOM NATAL PARA TODOS NÓS DO RESISTENTE E ACOLHEDOR PLANETA TERRA, OU ÁGUA, OU AZUL...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

NO MUNDO DA LUA III - A MÚSICA DO MUNDO

Recebi essa bela música da amiga Vera (poetizando a vida), e que considero um presente de Natal do tamanho do mundo. É uma adaptação da linda música dos Beatles "Stand by me", cantada/tocada por artistas de rua pelo mundo afora. Em um trabalho irretocável os trechos da música foram reunidos neste fantástico vídeo. E todos impressionam pela qualidade. Clique no endereço abaixo, vale a pena esperar se demorar um pouquinho para abrir... VALE MESMO!

Quando a noite chegar e a terra escurecer, e o luar for a única luz que se vê.

http://www.youtube.com/watch?v=Us-TVg40ExM

"Esta canção diz: não importa quem você é, não importa para onde vai em sua vida; em algum momento você vai precisar de alguém para ficar com você". Não importa quanto dinheiro você tem, todos os amigos que conquistou, você vai precisar de alguém para ficar com você. Quando a noite chegar e a terra escurecer... E o luar for a única luz que se vê. Não, eu não terei medo, não derramarei uma lágrima. Enquanto você e as pessoas venham e fiquem comigo. E querido/a, fique comigo, oh fique comigo (...). Venha ficar comigo. Se o céu que contemplamos despencar e cair, e as montanhas desmoronarem para o mar, não vou chorar, não vou chorar. Não, não vou derramar uma lágrima, enquanto você ficar, ficar comigo. Quando a noite chegar e a terra escurecer, e o luar for a única luz que se vê. Não, eu não terei medo, não terei medo. Não enquanto, não enquanto você ficar comigo...

NO MUNDO DA LUA II



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" Noite de Lua "

Noite de lua, sem brumas, o céu de estrelas coalhado, o mar tecendo de espumas sobre a areia, o seu bordado...
(Poema de J G de Araujo Jorge - in" Festa de Imagens " 1a ed. 1948).

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

NO MUNDO DA LUA



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" A Lua dos Poetas aos Astronautas "

A lua foi sempre território dos poetas e dos namorados. Há um aparente paradoxo em nosso tempo: enquanto cientistas, físicos e astronautas devassam os espaços com seus projéteis e se apropriam da lua, os poetas se voltam para a terra, lançam raízes e procuram o homem. Ainda ontem, pensando nisto, escrevi este poeminha: TEMPOS
Qualquer dia destes os homens vão encontrar Deus... Mas não serão os filósofos, serão os astronautas... Os astronautas, esses seres fantásticos, caminhando pelo espaço sideral, fora das cápsulas, como escafandros do céu, em levitação, serão os primeiros habitantes do romântico satélite. E entre eles, se houver mesmo algum poeta, leremos algum dia o primeiro poema lunático, que a terra há de inspirar... Mas a verdade é que, enquanto isto ainda não acontece, a lua continua a musa em atividade. Os poetas sempre foram tidos como homens que vivem " no mundo da lua ". E quando alguém tem um ar de abstração e de sonho, é um poeta. A lua já foi símbolo de boa, da melhor poesia brasileira de todos os tempos. Desde a poesia de rua, dos trovadores, dos violeiros, dos seresteiros, até a poesia dos livros, dos grandes literatos. Quem não se lembra, por exemplo, daqueles versos que acordaram tantas namoradas, enquanto o violão lá fora , pela madrugada, era dedilhado ao luar?
"Lua, manda a tua luz prateada despertar a minha amada, quero matar meus desejos, sufocá-la com meus beijos. . . "
VEJA o texto na íntegra em: http://www.jgaraujo.com.br/nomundo/a_lua.htm VALE A PENA!

>>>> P >R >E >S >S >A


Se tudo é para ontem, se a vida engata uma primeira e sai em disparada, se não há mais tempo para paradas estratégicas, caímos fatalmente no vício de querer que os amores sejam igualmente resolvidos num átimo de segundo. Temos pressa para ouvir "EU TE AMO". Não vemos a hora de que fiquem estabelecidas as regras de convívio: Somos namorados, ficantes, casados, amantes? Urgência emocional. Uma cilada. Associamos diversas palavras ao AMOR: Paixão, Romance, Sexo, Adrenalina, Palpitação. Esquecemos, no entanto, da palavra que viabiliza esse sentimento: "Paciência". Amor sem paciência não vinga. Amor não pode ser mastigado e engolido com emergência, com fome desesperada. É preciso degustar cada pedacinho do Amor, no que ele tem de amargo e de saboroso, no que ele tem de duro e de macio. Os nervos do Amor, as gorduras do Amor, as proteínas do amor, as propriedades todas que ele tem. É uma refeição que pode durar uma vida. Mas, não. Temos urgência. Queremos a resposta do e-mail ainda hoje, queremos que o telefone toque sem parar, queremos que ele se apaixone assim que souber nosso nome, queremos que ela se renda logo após o primeiro beijo, e não toleraremos recusas, e não respeitaremos dúvidas, e não abriremos espaço na agenda para esperar. Temos todo o tempo do mundo, dizem uns; Não há tempo a perder, dizem outros: A gente fica perdido no meio deste fogo cruzado, atingidos por informações várias, vivências diversas, parece que todos sabem mais do que nós, pobres de nós, que só queremos uma coisa nessa vida, "Sermos Amados". Podemos esperar por todo o resto: emprego, dinheiro, sucesso, mas não passaremos mais um dia sequer sozinhos. "Te adoro", dizemos sei lá pra quem... Para quem tiver ouvidos e souber responder."Eu também", que a gente está mais a fim de acreditar do que de selecionar."Urgência Emocional", PRONTO-SOCORRO DO AMOR... Atiramos para todos os lados e somos baleados por qualquer um.E o coração leva um monte de pontos por causa dessa tragédia: "PRESSA". Martha Medeiros

FELIZ NATAL E BOAS FESTAS !




















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O VERBO AMAR - A ESPERA - ALVORADA ETERNA

O verbo amar

Te amei: era de longe que te olhava e de longe me olhavas vagamente...Ah, quanta coisa nesse tempo a gente sente, que a alma da gente faz escrava.

Te amava: como inquieto adolescente, tremendo ao te enlaçar, e te enlaçava adivinhando esse mistério ardente do mundo, em cada beijo que te dava.

Te amo: e ao te amar assim vou conjugando os tempos todos desse amor, enquanto segue a vida, vivendo, e eu, vou te amando...

Te amar: é mais que em verbo é a minha lei, e é por ti que o repito no meu canto: te amei, te amava, te amo e te amarei!

(Poema de JG de Araujo Jorgedo livro -Bazar de Ritmos- 1935)
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"Alvorada Eterna"

Quando formos os dois já bem velhinhos, já bem cansados, trôpegos, vencidos, um ao outro apoiados, nos caminhos, depois de tantos sonhos percorridos...Quando formos os dois já bem velhinhos a lembrar tempos idos e vividos, sem mais nada colher, nem mesmo espinhos nos gestos desfolhados e pendidos...Quando formos só os dois, já bem velhinhos, lá onde findam todos os caminhos e onde a saudade, o chão, de folhas junca...Olha amor, os meus olhos, bem no fundo, e hás de ver que este amor em que me inundo é uma alvorada que não morre nunca!
J. G. de Araujo Jorge.
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"A Espera"

Ela tarda... E eu me sinto inquieto, quando julgo vê-la surgir, num vulto, adiante,- os lábios frios, trêmula e ofegante, os seus olhos nos meus, linda, fitando...O céu desfaz-se em luar... Um vento brando nas folhagens cicia, acariciante, enquanto com o olhar terno de amante fico à sombra da noite perscrutando...E ela não vem... Aumenta-me a ansiedade:- o segundo que passa e me tortura, é o segundo sem fim da eternidade... Mas eis que ela aparece de repente!...- E eu feliz, chego a crer que igual ventura bem valia esperar-se eternamente!...J. G. de Araujo Jorge

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL !


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Feliz Natal ! Paz, saúde e alegrias.

domingo, 14 de dezembro de 2008



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Não se quer, nesta poesia, voltar no tempo e viver numa casa de sapê, mas voltar a sonhar com um amor e uma vida simples capaz de resgatar a paz e a serenidade, a harmonia com a natureza, conviver e aprender com os animais, e que o poeta, na verdade, sonha com o amor e a paz que fala no vídeo da mensagem anterior. (ney)

A VIDA QUE EU SONHEI
Eu sonhei para mim, uma vida discreta num lugar bem distante, a sós, tendo-te ao lado - num castelo que fiz lá num reino encantado, nesse reino que eu chamo o coração de um poeta...Sonhei... Vi-me feliz na solidão de asceta, bem longe deste mundo, a rir, despreocupado... acordando a escutar no arvoredo o trinado das aves, e a dormir fitando a lua inquieta...Vivia na ilusão daquele que ainda crê, na vida, e o meu amor, eu o tinha idealizado no romance de um lar coberto de sapê... Mentiras que eu sonhei!... No entanto hoje me ponho muita vez a pensar no tal reino encantado e sinto uma saudade imensa do meu sonho!... J.G. de Araujo Jorge.
(Fonte de todas as poesias:Meu Céu Interior", 1ª ed., set. de 1934.)