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Sabiá garantiu seu almoço e não parou de cantar... Canção do exílio - Gonçalves Dias - 1846
Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá; as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, nossas várzeas têm mais flores, nossos bosques têm mais vida, nossa vida mais amores. Em cismar sozinho à noite, mais prazer encontro eu lá; minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá.
A "Canção do Exílio", do poeta romântico maranhense Gonçalves Dias (1823-1864), fala da saudade da pátria. Escrita em 1843, em Coimbra, onde o poeta estudava, a canção transformou-se num ícone múltiplo. Representa, antes de tudo, a saudade (e a idealização) da terra natal, um sentimento universal e sem idade. Além disso, tornou-se a expressão do nacionalismo num país que acabara de conquistar sua independência política.
Muitos dos grandes poetas homenagearam Gonçalves Dias em suas poesias. A música popular foi outro terreno para onde o sabiá de Gonçalves Dias estendeu os seus gorjeios. Na MPB, o exemplo mais ilustre é a canção "Sabiá", assinada por Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque:
http://www.youtube.com/watch?v=L4LuCFQ2Eo4
2 comentários:
Ney,
Falando em Gonçalves Dias, há um poema dele, muito bonito - "meu anjo, escuta" - que vale a pena ler. Deixo aqui um pedacinho:
Meu anjo, escuta:quando junto à noite / Perpassa a brisa pelo rosto teu, / Como um suspiro que um menino exala; / Na voz da brisa quem murmura e fala / Brando queixume, que tão triste cala / No peito teu? / Sou eu, sou eu, sou eu!
Lindinho, não? Talvez vocêjá o conheça, mas vale ler por inteiro.
bjs.
Dulce,
Bonito texto, achei na íntegra no blog RUA DA POESIA. Pois é, doces palavras dos tempos que não voltam mais... talvez esteja chegando a hora de resgatá-las para enfrentar estes nossos tempos difíceis de violência e falta de ética. Obrigado. ney/
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