
Vi esses dois estavam lá em Tiradentes-MG., no meio daquele lindo artesanato da região, achei que estavam meio entediados e trouxe aqui para Niterói, já tem uns 2/3 anos.
Pois é, mas continuam assim com esse jeitão de brigados, emburrados, e olha que dei um carro para ele e flores para ela, para melhorar o astral.
Mas que nada, todo dia estão os dois lá na prateleira do mesmo jeito, então comecei a perceber que isso é amor antigo, é coisa da idade, e até que formam um casal charmoso.
E tem mais, no silêncio da noite quem vai saber o que dois andam fazendo... ainda mais sendo mineiros, assim quietinhos. Ai tem coisa... se bobear vão dizer que estão esperando o TREM.
3 comentários:
Ah, mas ele tem que ficar sério mesmo, Ney. Você tem ai uma porção de lindas namoradeiras em volta deles...
Ela deve traze-lo "na rédea curta"... risos... Ai dele se sair da linha... risos...
Mas é mesmo, Dulce, ele não engana ninguém com aquele bigodão, cara de bom moço... ela diz que lá no bar com os amigos ele é só sorrisos, e vive de olho na pracinha. Mas ele também não faz por menos, diz que não entende tanta missa que ela vai... e que o missário dela está sempre com aquele fiozinho (tira de tecido), marcando a mesma página, quando não esquece em casa.
Mas acho que é coisa de cidade pequena, fofoca das namoradeiras, e elas também andam tristes e melancólicas, porque não tem mais namoro, é só um tal de "ficar"... coitadinhas!
Mas pra encurtar a prosa, coisa difícil no interior, acho que é mesmo coisa deles, da idade, um rabugento, a outra ranzinza, tanto que o Chico e Vinícius contaram que viram os dançando uma VALSINHA:
"Um dia, ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz".
Deve ser isso mesmo!... acertou "na mosca", Ney. Esse modo gostoso de se viver em cidade pequena, no interior das Minas Gerais... rs...
Mas também, com a Valsinha fica até covardia. Resistir? Quem há de?... risos. Qualquer casal emburrado desfaz a cara feia, volta no tempo e sai para a praça, pra dançar...
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