quinta-feira, 4 de dezembro de 2008



Vi esses dois estavam lá em Tiradentes-MG., no meio daquele lindo artesanato da região, achei que estavam meio entediados e trouxe aqui para Niterói, já tem uns 2/3 anos.
Pois é, mas continuam assim com esse jeitão de brigados, emburrados, e olha que dei um carro para ele e flores para ela, para melhorar o astral.
Mas que nada, todo dia estão os dois lá na prateleira do mesmo jeito, então comecei a perceber que isso é amor antigo, é coisa da idade, e até que formam um casal charmoso.
E tem mais, no silêncio da noite quem vai saber o que dois andam fazendo... ainda mais sendo mineiros, assim quietinhos. Ai tem coisa... se bobear vão dizer que estão esperando o TREM.

3 comentários:

Dulce disse...

Ah, mas ele tem que ficar sério mesmo, Ney. Você tem ai uma porção de lindas namoradeiras em volta deles...
Ela deve traze-lo "na rédea curta"... risos... Ai dele se sair da linha... risos...

ney disse...

Mas é mesmo, Dulce, ele não engana ninguém com aquele bigodão, cara de bom moço... ela diz que lá no bar com os amigos ele é só sorrisos, e vive de olho na pracinha. Mas ele também não faz por menos, diz que não entende tanta missa que ela vai... e que o missário dela está sempre com aquele fiozinho (tira de tecido), marcando a mesma página, quando não esquece em casa.
Mas acho que é coisa de cidade pequena, fofoca das namoradeiras, e elas também andam tristes e melancólicas, porque não tem mais namoro, é só um tal de "ficar"... coitadinhas!
Mas pra encurtar a prosa, coisa difícil no interior, acho que é mesmo coisa deles, da idade, um rabugento, a outra ranzinza, tanto que o Chico e Vinícius contaram que viram os dançando uma VALSINHA:
"Um dia, ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz".

Dulce disse...

Deve ser isso mesmo!... acertou "na mosca", Ney. Esse modo gostoso de se viver em cidade pequena, no interior das Minas Gerais... rs...
Mas também, com a Valsinha fica até covardia. Resistir? Quem há de?... risos. Qualquer casal emburrado desfaz a cara feia, volta no tempo e sai para a praça, pra dançar...