quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SONHOS E REALIDADES


fotos ney.

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Álvaro de Campos/Fernando Pessoa.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

OSSANHA


foto ney (clique para ampliá-la)
Essa é a estátua de OSSANHA, entre outras do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Escultor Tati Moreno).
Os Orixás são divindades dos cultos religiosos africanos que representam as forças da natureza. Ossanha é o Deus das folhas. Como só ele conhece o segredo das mesmas, cada vez que um Orixá precisa usá-las eles precisam também recorrer a Ossanha. Localizada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a estátua de Ossanha não poderia ter encontrado um lugar melhor para estar.
Sobre essa e outras, como ECO e NARCISO, já falei numa postagem de 2008 no CHEGA JUNTO -
http://chega-junto.blogspot.com/2008/06/ossanha.html

domingo, 26 de setembro de 2010

Luz natural, nuances, leveza, música... clique aqui




fotos ney (clique para ampliá-las)
Clique no título acima (link), ou no endereço que segue...

http://www.youtube.com/watch?v=B3AjYeVgsW0&feature=related

CHAPÉUS


Nunca fui muito dessa de chapéu, até porque quando cheguei por aqui ele já estava saindo de moda. Mas, inevitavelmente, eles foram acontecendo na minha vida, o quepe do colégio, o do serviço militar, os que usava no carnaval. E foi no carnaval, em plena Avenida Rio Branco, que o bloco passou e me levou um novinho... foi passando de mão em mão lá para dentro do bloco, e quando tentei ir atrás disseram que era melhor eu deixar prá lá. O grupo se fechando ao meu redor, no meio de tanta gente e muito samba, me fez ver que não tinha alternativa. Como se diz hoje... perdi.

Ah, e tinha o capacete na cabeça marchando no sol quente, mas o bom soldado não reclama, ainda mais com 18 anos, e foi 1 ano de serviços à Pátria e muita disposição. O capacete da moto protegia mais a vida, mas cozinhava os miolos, e nos deixava como o frango da propaganda.

E foi tanta praia... andar, pedalar e velejar no sol, que apareceu aquele temido resultado bem na testa. E que trabalho e cuidados médicos que deu até a pele se recuperar e voltar ao normal. O Sol de hoje parece um maçarico, bem diferente dos velhos tempos, que usávamos até óleo de bronzear.

E assim voltaram os chapéus, bonés, boinas (até de tecidos com proteção UV), e tudo mais para nos proteger do sol, e que agora estão mesmo voltando à moda, e as boas lojas com vitrines variadas. O "Panamá" com seu destaque de sempre, e os bonés, boinas etc. Com os preços em alta, logo as streets dos camelodramos centers entraram na concorrência, e certamente vão chegar os "made in China".

E vendo as fotos do meu pai nos tempos do chapéu, tudo isso me veio a cabeça, inclusive meus chapéus.

E se querem ler um texto sobre o "País dos chapéus", num outro sentido bem interessante, leiam o texto do Rubem Alves no endereço que segue:
http://www.rubemalves.com.br/opaisdoschapeus.htm

sábado, 25 de setembro de 2010

HOJE NO JARDIM BOTÂNICO II



























fotos ney (clique para ampliá-las)
Exposição de orquídeas no Jardim Botânico do Rio - 24 a 26 de setembro.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

HOJE NO JARDIM BOTÂNICO
















f

fotos ney (clique para ampliá-las)
Foi um belo dia no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, de um momento especial junto à Deusa Tethys, a beira do lago. Esses que acontecem inesperadamente, de agradável prosa, falando sobre fotografias, trocando idéias, aprendendo, somando. A bela natureza, o canto dos bem-te-vis, uma pequena e linda ponte, as vitórias-régias. (ney)

domingo, 19 de setembro de 2010

CLICK CAFÉ...


foto ney (clique para ampliá-la)

BEBER CAFÉ - Era tudo doce, feito o algodão da infância. Era tudo tão intenso, tão pálido, pequeno, quente.
E o frio, não havia. Não era um, eram dois, um dia quem sabe três, quatro, ou cinco com o cachorro.
Eram sorrisos, era poesia, música, fragância. Era acordar num domingo de sol, abrir a janela e ver o mar.
Era sorvete de limão em um dia quente de não se acabar mais. Eram filmes e mais filmes, e um edredon.
Pés em meia, mãos dadas, sorrisos. Era amor, eram amor. Sorriam. Eram saudade, dessas de não caber no peito.
Era festa, quando se viam. Eram dias nublados, que se ensolaravam com apenas um sorriso. Era café quentinho, daquele de paçoca, na beira do rio. Eram fotografias, retratos em preto e branco, e coloridos de alegria. Era vontade, de inexistir, olhando o céu cair, sobre si, e não sentir. Era não se importar, não se enraivecer. Eram verdades ditas ao telefone, e abraços trocados depois. Era o tudo e o nada, o talvez e o também. Era o conforto, o carinho, de saber que se tem alguém, para dividir a vida. Era uma vida inteira, pra dois [e depois três, quatro ou cinco com o cachorro]. Era a vontade, de ser. E foram, não sei por quanto tempo. Amor. Café na porta