sábado, 21 de novembro de 2009

SERÁ QUE DÁ CERTO?


Cismei de poetizar uma das fotos da postagem anterior, dar um colorido diferente, deixar mais romântico o jovem casal que passou bem na hora que eu cliquei. Mas foi bom eles terem passado, a foto ficou com mais vida e amor.
Lembrei logo da bela música "Estrada do Sol" - Tom Jobim... que teve muitas interpretações, Dolores Duran, Agostinho dos Santos, Gal Costa, Elis Regina etc.
É de manhã vem o sol
Mas os pingos da chuva
que ontem caiu
Ainda estão a brilhar
Ainda estão a dançar
Ao vento alegre
Que me traz esta canção...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

PEDALANDO E CLICANDO

















Neste feriado do Dia Nacional da Consciência Negra, homenagem aos que tanto sofreram nesses tristes caminhos da desumanidade, fui dar uma longa volta de bicicleta pela cidade, e totografando igrejas, praças, praias cheias, mergulhos dos rochedos, cotidianos. 1- As flores cor de jambo caidas pelo chão do jardim, que explicam bem porque se chama a bela construção Solar do Jambeiro; 2- Este outro sobrado antigo não teve a mesma sorte, ficou ali abandonado ao tempo; 3- A praça Pedro Alvares Cabral, próxima a orla da Ilha da Boa Viagem, homenagem da comunidade luso brasileira; 4- A turma mergulhando da Ilha da Boa Viagem, tendo ao fundo a Baía da Guanabara e a Fortaleza Santa Cruz (onde servi o Exército - artilharia de costa), iniciadas as primeiras construções ainda nos primórdios da nossa história (Séc. XVI); 5- Os namorados passeando pela orla; 6- Mergulhou um deles do rochedo junto à Ilha da Boa Viagem, já tinha se lançado ao ar, não tinha volta, os outros dois megulharam em seguida; 7- A Igreja Anglicana bem em frente a nossa maior praça, o Campo São Bento. Claro que parei na padaria para um lanche, não lembro se uma ou duas vezes (rs). Um bom passeio, num dia azul, 30º, uma leve brisa.





SEM FRONTEIRAS (clique aqui para ler os textos)

Por minhas mãos
João Felinto Neto

Resumo:
O pensamento racional e comedido, criterioso e definitivo, faz da maioria das pessoas meros espectros de homens. Amnésicos, esquecemos nossos sonhos. Explorados, marginalizados, saqueados, esquecidos, seguimos a multidão. Nossos sentidos figadais, anestesiados pela própria cisão com o mundo, não nos faz perceber os detalhes que o tempo transformou. Em sua poesia, João Felinto nos mostra a lucidez de ser louco, e envergar a patética normalidade hipócrita que nos interna no manicômio do mundo moderno. O sentido sinestésico de ler o ambiente, de sentir seus segredos, de inundar os corações com sentimentos sublimes, mas perceber o limite claro dos paradoxos de uma existência que nos sufoca e nos expande, nos liberta e nos clausura, nos eterniza e nos dizima. Retrata-nos a saga do dia, que o tempo dispôs a seu gosto. As mudanças que agrisalham os cabelos e nos nutre a alma de experiências voláteis. Vai do ácido ao aquoso, do nascer ao morrer, sem entrelinhas. Não reveste de púrpuras o vaso de plantas sequiosas. Não verá no relógio a hora do almoço sem sentir o tilintar dos ponteiros, poetizar o tempo sem respostas. Não abrirá os olhos sem perceber réstias de sol irresoluto, lhe alertar as retinas. Não calará segredos de ouvidos magoados - reclamará a dor. Suas tardes opacas, se não forem suas, transluzir-se-ão aos olhos radiantes do poeta louco. E por suas mãos, reescreve a história de um cotidiano, realmente humano. E nos dá um ponto final, " microscópico, impertinente, a incomodar o macrocosmo indiferente das convenções gerais".

POR MINHAS MÃOS
Muitas vezes quando estou criando um poema, a mente pára por alguns instantes, mas as mãos continuam a escrever ou a digitar. E alguns desses versos são calejados e rudes, enquanto outros são extremamente macios e carinhosos. O resultado é um poema composto por minhas mãos.

Clique no TITULO acima ou no endereço que segue para ler os textos: http://www.komedi.com.br/escrita/leitura.asp?Texto_ID=2555

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ESPUMAS FLUTUANTES (clique aqui para o vídeo)






















Clique para ampliá-las (fotos ney).

As nuvens formadas pela evaporação das águas, principalmente do oceano, encontram as montanhas da Serra do Mar e nelas despejam as chuvas que vão regar a MATA ATLÂNTICA, encharcar o solo e formar os rios que deságuam na Baía de Guanabara.
A Serra do Mar é revestida pela Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do planeta. Nas montanhas, a floresta é ainda exuberante e age como a primeira camada de uma esponja, guardando a água das chuvas e liberando-a gradualmente para o solo e para os rios.
Os rios que nascem a partir das chuvas nas florestas correm montanha abaixo, percorrem planícies, atravessam cidades, abastecem os manguezais e, por fim, despejam suas águas na Baía de Guanabara.
ESPUMAS FLUTUANTES - (Castro Alves). Prólogo
Trecho: Das bandas do ocidente o sol se atufava nos mares como um brigue em chamas..." e daquele vasto incêndio do crepúsculo alastrava-se a cabeça loura das ondas.
Além... os cerros de granito dessa formosa terra de Guanabara, vacilantes, a lutarem com a onda invasora de azul, que descia das alturas... recortavam-se indecisos na penumbra do horizonte.
Longe, inda mais longe... os cimos fantásticos da serra dos Órgãos embebiam-se na distância sumiam-se, abismavam-se numa espécie de naufrágio celeste.

Os 53 poemas reunidos em Espumas flutuantes (1870) sintetizam todas as características inovadoras de Castro Alves. O título incomum transmite uma poderosa idéia de transitoriedade: o desalentado poeta sente sua vida esvair-se, como as espumas no mar agitado, frente à iminência da morte (de fato, ele viria a falecer menos de 1 ano após a publicação, em 1871).
Início: um canto à leitura
Antevendo a necessidade do incentivo à leitura no Brasil (e de Castro Alves afirmou Fausto Cunha era dotado de "um sentido divinatório que lhe insuflava soluções difíceis de esperar no seu tempo"), o poeta traz uma bênção a todos que dedicam-se a este labor: O LIVRO E A AMÉRICA, é o primeiro poema, de seu primeiro livro...

Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro cainda n'alma
É germe - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar.
(...)
Bravo! a quem salva o futuro!
Fecundando a multidão!...
Num poema amortalhada
Nunca morre uma nação.
[editar] Conclusão
O livro reúne 53 poemas. Apesar da juventude, de ser o primeiro livro, revela um poeta amadurecido, consciente de sua capacidade e capaz de, ante seu "Aves de Arribação", colher o seguinte comentário de Eça de Queirós, quando lia-lhe o poema Eduardo Prado - interrompendo-o na altura dos versos "As vezes quando o sol nas matas virgens / A fogueira das tardes acendia...":
"Aí está, em dois versos, toda a poesia dos trópicos".
impondo-se à admiração dos homens e arrebatando paixões às mulheres. Ocorrem então os primeiros romances, que nos fez sentir em seus versos, os mais belos poemas líricos do Brasil. Em 1863 a atriz portuguesa Eugênia Câmara se apresentou no Teatro Santa Isabel. Influência decisiva em sua vida exerceria a atriz, vinda ao Brasil com Furtado Coelho.
Em janeiro de 1868, embarcou com Eugênia Câmara para o Rio, sendo recebido por José de Alencar e visitado por Machado de Assis. A imprensa publica troca de cartas entre ambos, com grandes elogios ao poeta. Em março, viajou com Eugênia para São Paulo. Decidira ali - na Faculdade de Direito de São Paulo - continuar seus estudos, e se matriculou no 3º ano.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

CINTILAÇÕES, CORES, SOMBRAS, SUAVES PASSOS E MÚSICA AO CAIR DA TARDE (clique aqui)












fotos ney.







Madredeus As Cores Do Sol Lyrics

Ao cair da tarde
Penso sempre mais
E a luz que me invade
São as cores naturais
Cada figura
que passa por mim
nem me perturba
e eu fico assim
Longe me leva este silêncio
e o sentir que se altera
são as cores do sol
E eu fico encantado
e eu sinto-me a arder
quando o dia se apaga
fica tanto para ver

terça-feira, 17 de novembro de 2009

DE MOTO


Hoje eu matei saudades dos meus bons tempos de moto. Só uma voltinha na moto do sobrinho, estou mais para bicicleta, se diminui o caminho à frente, temos que desacelerar para aproveitar mais um pouquinho. A natureza é sábia.

Queria que você estivesse aqui - Pink Floyd (clique aqui)


Então...

Daqui do Parque da Cidade, em Niterói, temos uma bela vista da região oceânica de Niterói, praias de mar aberto, lagoas, reservas florestais; do outro lado o Rio, a Baía da Guanabara, ponte, Ilha de Paquetá etc. São duas rampas de vôo livre, para um lado e outro. Passamos alguns reveillons aqui, vendo os fogos de toda a cidade. Segue um dos vídeos do youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=P7tOcLZ6tdo&feature=fvw