
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
OLHARES E CLICKS

fotos ney (clique para ampliá-las)
Portas e janelas que nos levam a uma viagem no tempo, e que ai estão a nos contar suas histórias.
Podemos olhar mais do que com os olhos, além das paredes, captar as energias que de lá possam emanar, exalar, desprender... vozes, sentimentos, a música no ar. Um olhar mais atento, com o coração, a alma, talvez a memória (se for o caso), e a imaginação.
Era um tempo sem as telinhas de hoje, e através das portas e janelas que aqueles olhares viam, sentiam e se comunicavam com o mundo, imaginavam distâncias, aventuras possíveis, e viam as tempestades, as estrelas, a lua, e viviam seus sonhos e realidades. (ney)
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
NUM FUTURO...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
SURFISTA VIRTUAL

domingo, 3 de outubro de 2010
ANIVERSÁRIO DA NETA
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
NA TARDE CHUVOSA...

foto ney (clique para ampliá-la)
Aqui dentro, em meu quarto de estudo, que calma ! Que calma ainda maior, no entanto, há dentro de mim... Estes dias de chuva, é que encheram minha alma de motivos sem cor... e de gestos de splim...
Estas tardes de cinza e de recolhimento repousam minha vida das cores berrantes...
...Há em mim... esse silêncio bom de isolamento, e um desejo pueril de mil coisas distantes...
Os pingos, pelos fios que passam lá fora, para os meus olhos, são como contas de um terço, - e a chuva... a repetir a mesma ária sonora quem sabe se a cantar não embala algum berço ?
A tarde morre, suave . . . A chuva cai, tão boa... Fica muito mais triste a chuva ao fim do dia...
Quem será que na rua vem trauteando à toa uma velha canção que eu quase já esquecia?
Quem será? Ah! se fosse o rumor de teus passos! Ah! se enfim fosses tu, (tu que um dia partiste...) que voltasses de novo, só para os meus braços, nesta tarde de chuva ensimesmada e triste... Fosses tu, que tornasses para a nossa vida, para aquecer o ninho bom de antigamente, - e trouxesses tua alma, quente e arrependida ! - e trouxesses teu corpo, arrependido e quente !
E as tuas mãos de novo para as minhas mãos, e os teus olhos de luz para a sombra dos meus...
- e lançasses, voltando, as sementes e os grãos na terra que ficou vazia após o adeus...
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Há dias chove assim... Dias longos, cinzentos...
Sozinho, horas a fio, entre livros calados
gosto de ouvir lá fora a cantiga dos ventos
e os monótonos sons da chuva nos telhados . . .
Isolamento bom!... Calma... Estranha doçura...
Folhagens na vidraça embaciada, acenando...
E um nome de mulher... (é a chuva que o murmura!)
minha mão no papel sem querer vai traçando...
( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro "Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
CHÁ DAS CINCO (Clique aqui)

http://www.youtube.com/watch?v=9CTXhqQkp9c
Mas salve, olhar de alegria! E salve, dia que surge! Os corpos saltam do sono, o mundo se recompõe. Que gozo na bicicleta! Existir: seja como for.
A fraterna entrega do pão. Amar: mesmo nas canções.
De novo andar: as distâncias, as cores, posse das ruas. Tudo que à noite perdemos se nos confia outra vez. Obrigado, coisas fiéis! Saber que ainda há florestas, sinos, palavras; que a terra prossegue seu giro, e o tempo não murchou; não nos diluímos. Chupar o gosto do dia! Clara manhã, obrigado, o essencial é viver!
Carlos Drummond de Andrade








