sábado, 6 de março de 2010

VÔOS DA VIDA



Fotos ney.






Fotos ney. Clique para ampliá-las. Enquanto uma abelha vibra suas asas 4 vezes por segundo e muitos mosquitos imprimem até 8 batidas, a libélula bate suas asas 50 vezes por segundo, consegue mesmo planar. Sorte minha ter fotografado esses lindos momentos. Ah, e muita paciência, mas valeu a pena.

É linda a vida que voa livre
E sempre sem ter fim.
Descortinando caminhos
Que em meio à poesia
Um dia trouxeram você pra mim.

É lindo o sonho que eu vivi
Junto a você que dorme agora
Enquanto eu, olhando a aurora,
Estou pensando em ti.

Trecho da Música Vôos da vida - Toquinho/Mutinho.

sexta-feira, 5 de março de 2010

ERA UMA VEZ...


Caderno de desenho, estojo, lápis de cor, borracha, apontador, merendeira, vovô viu a uva. Professora, não faz ditado não, nem toma tabuada. Ainda bem que está quase na hora do recreio.
Como é difícil essa conta de dividir, e essas equações, pior ainda é essa tal de raiz quadrada (argh!). Mas do Teorema de Pitágoras eu gosto.
Lá vem o professor de História com as capitanias hereditárias, Governadores Gerais, não lembro de nenhum deles na hora da prova. E o de Geografia com esse tal de istmo, faço a maior confusão com estreito, não adiante ele dizer que um e o contrário do outro; e ainda tem a península. Tomara que chegue logo as férias.
Difícil mesmo é o português, como é complicada essa língua. Sempre que escrevo alguma coisa tenho vontade de dizer: Acentos, aos seus lugares, marchem!
Nem pensar em falar em Física, Química, minha cabeça não agüenta mais, ainda bem que está chegando o baile de formatura. E ainda tem o vestibular, a faculdade... HELP! Aprendi até inglês.
...
Tenho que pagar o colégio das crianças, comprar o material escolar, tem o condomínio, a luz, a água, a prestação da casa. Ah, que saudades dos meus tempos de escola.
Nossa! Passou rápido demais... as crianças nem gostam mais de viajar com a gente de férias, só querem saber de amigos, namoradas.
E agora é essa aposentadoria que, às vezes, me deixa meio inquieto. Mas se dá muita vontade de trabalhar, sento num canto quietinho e deixo a vontade passar. O jeito é me distrair com essas palavras cruzadas, jogar cartas, dominó, dar minhas caminhadas.
Vou pedir ao neto para ler a bula desse remédio, meus óculos estão horríveis, não consigo ler nem escrever mais nada.
Mas sei que é uma aventura e tanto, e se pudesse faria tudo de novo. Mas não acabou não, é só um comentário, só acaba mesmo no final. Além de não ser advinhão, também não quero nem saber.
Acho que vou dar uma caminhada, se o tempo estiver ruim vou para o computador, de repente coloco uma mensagem no meu blog, tipo assim falando dessas coisas que fico pensando, com o meu jeito atrapalhado de escrever. (ney)

quinta-feira, 4 de março de 2010

O REI DO TIRO (clique aqui)


Grande Moreira da Silva (1902 - 2000), o Kid Moringueira, considerado o criador do samba de breque.

quarta-feira, 3 de março de 2010

PAIXÃO POR CINEMA


Obrigado sétima arte por nos encantar a vida. Foi amor a primeira vista, que começou desde muito criança, e cujo THE END final espero que demore ainda muitos anos.
Para mim começou na rua, era o Cine Propaganda Fluminense – seu proprietário colocava uma tela sobre a capota do JEEP, e toda a vizinhança trazia suas cadeiras de casa, as crianças sentavam no chão. Patrocínio do Cicle São Bento, lembro ainda da música da propaganda: Pedalando, pedalando, a favor ou contra o vento, numa linda bicicleta do Cicle São Bento.
Tarzan era o grande herói da noite, lutando contra os malvados caçadores e enfrentando os crocodilos, salvando a bela JANE com a ajuda da Chita e demais animais. Seu grito ecoava por toda a floresta... ooooooooooooh. O coitado nem imaginava que os homens e suas serras iriam destruir quase todas as florestas.
Era no DIA DA CRIANÇA que o Cinema Mandaro abria suas portas gratuitamente para os alunos do colégio onde eu estudava. Ao som de Moonlight Serenade (Glenn Miller), as cortinas abriam-se lentamente. Nesse dia festivo não havia lanterninha que conseguisse colocar ordem no recinto. O Gerente acendia a luz e era um silêncio total, quando apagava voltava a bagunça. Doces lembranças, pena que todo ano era o mesmo filme – O Conde de Monte Cristo. Nas manhãs de domingo o festival Tom & Jerry, Flash Gordon no Planeta Marte.
Chaplin, Gordo e Magro, logo vieram os grandes estúdios de Hollywood, o telão do Cinemascope, as belas estrelas do cinema. Os musicais, os bang bang do faroeste, Walt Disney e suas princesas, o cinema italiano, francês, as chanchadas brasileiras.
O filme CINEMA PARADISO nos diz bem de todos esses encantos. Até a próxima sessão. (ney).

segunda-feira, 1 de março de 2010

ÁGUAS DE MARÇO... (clique aqui)


foto ney - clique para ampliá-la.

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol.

Vento ventando, chuva chovendo, pingo pingando... pau, pedra, fim, caminho, resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mundialito Fast Triathlon feminino








Fotos ney - Brasil vence em Niterói. A equipe brasileira foi formada por Pâmela Oliveira (imagem em destaque), Flávia Fernandes e Vanessa Giannini.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

BONDE DA VIDA


Nos tempos dos bondes e lotações, jogávamos bola na rua, o famoso “racha”. Os gols (balizas), ficavam entre um poste, ou árvore, e o muro de uma casa, cada gol em calçadas opostas. Passava um carro ou outro, geralmente táxi. Eram aqueles automóveis antigos americanos, tão grandes que dava até para dar uma festa dentro deles.
Quando vinha uma pessoa idosa logo um falava: - Pára a bola!
Se a bola caía numa casa, a gente batia palmas no portão: - Moça, posso pegar a bola no seu quintal? Mas isso já em cima do muro, ou já tendo pulado a grade, ou o portão (quando não tinha cachorro). Tinham aqueles que passavam a faca na bola e devolviam a pelota furada, rindo da gente. Desses nem vou falar, eram mesmo ignorados pela vizinhança.
Mas jogávamos também nos inúmeros terrenos baldios, que viravam campos de futebol. Logo inventávamos de chamar de Associação Atlética ou Futebol Clube alguma coisa, às vezes comprávamos até um jogo de camisas, fazendo uma “vaquinha”, cada um dando um tanto.
Para ser titular, jogar no primeiro time, tinha que ter futebol no pé, ou então ser o dono da bola, esse era sempre o primeiro a ser escalado (rs). Não fui daqueles de chamar a bola de Vossa Excelência, tinha até uma certa habilidade e controle, mas não o suficiente para ser titular absoluto, ficava MUITAS vezes na reserva, ou na reserva do reserva, ou jogava no segundo time, talvez no terceiro...
O outro dia eu estava falando com ELE, em pensamento, num papo informal, dizendo que como bom brasileiro gostaria de ter tido um pouquinho mais de bola e samba no pé. Não estava reclamando não, só trocando uma idéia. Puxa! Chegar aqui já foi bastante, e ainda conquistei um espaço digno.
O bonde da vida passa rápido, troquei a pista e o campo pela arquibancada, o samba e a bola pelo chinelo no pé, mas com ânimo vou seguindo essa viagem com a mesma alegria. Ah! Se o bloco passar, tiro o chinelo e caio na folia. (ney)