segunda-feira, 1 de março de 2010

ÁGUAS DE MARÇO... (clique aqui)


foto ney - clique para ampliá-la.

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol.

Vento ventando, chuva chovendo, pingo pingando... pau, pedra, fim, caminho, resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mundialito Fast Triathlon feminino








Fotos ney - Brasil vence em Niterói. A equipe brasileira foi formada por Pâmela Oliveira (imagem em destaque), Flávia Fernandes e Vanessa Giannini.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

BONDE DA VIDA


Nos tempos dos bondes e lotações, jogávamos bola na rua, o famoso “racha”. Os gols (balizas), ficavam entre um poste, ou árvore, e o muro de uma casa, cada gol em calçadas opostas. Passava um carro ou outro, geralmente táxi. Eram aqueles automóveis antigos americanos, tão grandes que dava até para dar uma festa dentro deles.
Quando vinha uma pessoa idosa logo um falava: - Pára a bola!
Se a bola caía numa casa, a gente batia palmas no portão: - Moça, posso pegar a bola no seu quintal? Mas isso já em cima do muro, ou já tendo pulado a grade, ou o portão (quando não tinha cachorro). Tinham aqueles que passavam a faca na bola e devolviam a pelota furada, rindo da gente. Desses nem vou falar, eram mesmo ignorados pela vizinhança.
Mas jogávamos também nos inúmeros terrenos baldios, que viravam campos de futebol. Logo inventávamos de chamar de Associação Atlética ou Futebol Clube alguma coisa, às vezes comprávamos até um jogo de camisas, fazendo uma “vaquinha”, cada um dando um tanto.
Para ser titular, jogar no primeiro time, tinha que ter futebol no pé, ou então ser o dono da bola, esse era sempre o primeiro a ser escalado (rs). Não fui daqueles de chamar a bola de Vossa Excelência, tinha até uma certa habilidade e controle, mas não o suficiente para ser titular absoluto, ficava MUITAS vezes na reserva, ou na reserva do reserva, ou jogava no segundo time, talvez no terceiro...
O outro dia eu estava falando com ELE, em pensamento, num papo informal, dizendo que como bom brasileiro gostaria de ter tido um pouquinho mais de bola e samba no pé. Não estava reclamando não, só trocando uma idéia. Puxa! Chegar aqui já foi bastante, e ainda conquistei um espaço digno.
O bonde da vida passa rápido, troquei a pista e o campo pela arquibancada, o samba e a bola pelo chinelo no pé, mas com ânimo vou seguindo essa viagem com a mesma alegria. Ah! Se o bloco passar, tiro o chinelo e caio na folia. (ney)

TRIATHLON EM NITERÓI NESTE FIM DE SEMANA (clique aqui)


Foto ney.
As musas já estão chegando para o Mundialito Fast Triathlon feminino em Niterói. Brasileiras, argentinas, canadenses, espanholas, italianas, russas.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

POR DO SOL


foto ney.
Flocos de nuvens, brancas, sombrias, dispersas, sopradas pelo vento. No poente um horizonte dourado, ocaso, refletido no mar. Mãe e filho, contorno, silhueta, momento de paz. (ney)

CHUVA


foto ney (aqui da janela).
Ah! Eu nem acredito. Depois de tanto sol e calor de 40º, ou bem mais, finalmente um dia fresco, chuva fina.
Nunca pensei que fosse gostar de chuva e frio, mas estava demais o calor. E ainda tem as águas de março.

Alma lavada.
Cheiro de terra molhada
Chuva de verão. (Maria Angélica Shiotsuki)

Essa imagem me faz lembrar a música ESTRADA DO SOL - Dolores Duran/Tom Jobim:
É de manhã, vem o sol mas os pingos da chuva que ontem caiu... Ainda estão a brilhar, ainda estão a bailar ao vento alegre que nos tráz esta canção.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

BARES DA VIDA


Quase todo dia passo por esse bar, onde na juventude eu ficava até tarde de papo com os amigos. Pessoas e momentos que marcam nossas vidas, se tornam inesquecíveis, com algumas ainda convivemos, outras não estão mais conosco.
Gostei dessa nova decoração, bem simples, mas mantendo a aparência dos botecos (botequins) de antigamente, na parede fotos antigas da cidade.
Muitos desses bares, pizzarias, leiterias, restaurantes, resistem ao tempo, conquistaram a freguezia, mantiveram uma identidade, qualidade, tradição. Clientes, proprietários, garçons, cozinheiros, compartilham esses momentos, a casa se torna um lugar acolhedor, com alma, contando histórias de vidas.