terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CARNAVAL (clique aqui para o vídeo)



foto, photoshop e imagem ney.

- Quem é você?
- Adivinha se gosta de mim
Hoje os dois mascarados procuram os seus namorados perguntando assim:
- Quem é você, diga logo...
- ...que eu quero saber o seu jogo
- ...que eu quero morrer no seu bloco...
- ...que eu quero me arder no seu fogo
- Eu sou seresteiro, poeta e cantor
- O meu tempo inteiro, só zombo do amor
- Eu tenho um pandeiro
- Só quero um violão
- Eu nado em dinheiro
- Não tenho um tostão...Fui porta-estandarte, não sei mais dançar
- Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar
- Eu sou tão menina
- Meu tempo passou
- Eu sou colombina
- Eu sou pierrô
Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer
O que você pedir eu lhe dou
Seja você quem for, seja o que Deus quiser
Seja você quem for, seja o que Deus quiser

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

QUANDO EU CRESCER...


Quando eu crescer vou querer ser criança outra vez, mas só um pouquinho, para não esquecer do Jupi, meu cachorro, brincando comigo em volta da casa. E para não perder o sorriso e a alegria que quero sempre comigo. Vou querer andar descalço, subir em árvore, só não posso esquecer meu tamanco no quintal, senão minha mãe vai brigar: - Cadê seu tamanco menino, esquece em todo lugar, só não esquece a cabeça porque está presa no pescoço!?

VIAGEM NO TEMPO


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foto ney.
Ilha de Paquetá (Rio), lá pelo ano de 1958. Da esquerda para direita minhas amigas (os) Aparecida, Carlinhos, Maria Lidia, Neusa, Vera Maria, Marly e Germana. Mergulhei sorridente, claro, não poderia ser diferente, diante dessas inesquecíveis amizades dos anos dourados.

A CASA DO TÉDIO (clique aqui|)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

NAMORO NO PORTAO



Vendo essa casa, num passeio hoje por um bairro antigo, resolvi fotografar. Lembrei dos namoros no port'ao, nas escadas, no jardim. Anos dourados, o bombom SONHO DE VALSA, drops DULCORA, chiclets de bola, perfume LANCASTER, Alfazema. Bilhetinhos e cartas - guardados ate hoje num bau. Nos cadernos escolares coracoes com as setas do culpido, e os nomes gravados nos troncos das arvores. Banco da pracinha, sorvete, escurinho do cinema. Das maos dadas ao primeiro beijo, o olhar vigilantes dos pais. ney.

INSONIA



foto ney.

Sem conseguir dormir, resolvi fotografar minha insonia. E como o sono n'ao chegava, fui no photoshop e tentei, ao menos, faze-la luminosa, fluorescente. Ah, essas madrugadas insones, os pensamentos viajam, transcendem, podem ficar criativos, magicos. Mas com esse calor de fica complicado dormir. ZZZZZzzzzzzzzz...

A insonia do Alvaro de Campos - heteronimo de Fernando Pessoa - vai aos limites, veja no link... http://www.revista.agulha.nom.br/facam28.html

CAMINHOS


foto ney.

Eram caminhos de terra, barro, ferro, pedra, mas pareciam mais suaves, harmoniosos, sem pressas, de vivenciar etapas, havia poesia. Pode ser saudosismo, talvez.
Eu sei que eram empoeirados, enlameados, mas hoje ficaram poluídos, congestionados, engarrafados, e continuam enlameados e empoeirados pelas enchentes. A cidade impermeabilizada pelo asfalto, aquece o ar, impede o escoamento das chuvas e transborda em lixo.
Os edifícios dificultam a passagem das brisas, dos ventos, nem temos mais garoas, orvalhos, serenos. Alguns poucos parques, pracinhas, e quase nenhum verde.
E achamos que estamos protegidos por tantas grades, câmeras, na verdade perdemos a liberdade, a alegria e as brincadeiras das ruas. Mal conhecemos os vizinhos, apenas um bom dia no elevador. A TV que divertia virou trama, sangue, grupos entediados fechados em casas, tramando uns contra os outros, jogando para ganhar uma grana, um carro, o sucesso. E alguns ainda chamam de heróis.
Mas apesar de tudo gosto das cidades, acho que me tornei mesmo um URBANO, a vida funcional, o conforto, quartos com banheiros, closets, pisos frios, ar condicionado, shoppings, cinemas.
E sempre damos um jeito, descobrimos a INFOVIA, navegamos em segundos os mais longos e distantes caminhos, temos acesso a todos os conhecimentos, a democracia do saber, aprender, interagir.
Mas precisamos pensar na natureza, da qual fazemos parte e dependemos. Na qualidade de vida, no futuro da humanidade. Na liberdade encontraremos juntos os melhores caminhos, e teremos mais chances de nos tornarmos mais integrados, coerentes e humanos. ney.