sábado, 24 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

FUI ! Viagem ao universo (clique aqui)


















Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney em 3D).
Apenas uma reflexão, sobre a relação da fotografia com a memória e a imaginação, detectar sentidos, dimensões. Somente quando a alma e o espírito estão unidos num devaneio, é que nos beneficiamos da união da imaginação e da memória. A fotografia recorta momentos e espaços precisos. Não mostra o antes nem o depois, ainda que, muitas vezes, remeta ao passado ou lance para o futuro. Congela um tempo, que com o passar do tempo, retorna apenas nos sonhos, imaginação e memória. Visualizamos cenas vivenciadas, como ficamos passíveis de experimentar sensações já adormecidas.
Na verdade não são "visões" no sentido esotérico como se pode imaginar, mas no sentido de percepção, constatação e conscientização, porque tudo o que é aprendido é internalizado no momento da "visualização". Deixe fluir, são energias que estão em tudo a nossa volta, na harmonia da natureza, basta observar, sentir, estamos inseridos nessa corrente global em movimento. Mais ou menos isso... Clique no TITULO acima e veja o vídeo (Melhor em TELA CHEIA). Viagem ao universo. ney.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ESSAS NOSSAS RUAS DA VIDA II

Bem, vou tentar mergulhar mais fundo nessas ruas da vida, levando em conta os comentarios recebidos aqui e no CHEGA JUNTO, dizendo das lembranças e memórias que nos ficam, os contrastes com as novas realidades, correrias do mundo global, de mercado, refletindo também sobre as raízes do texto do Sid. Uma missão quase impossível, ainda mais que não tenho o dom, o poder de síntese.
No meu texto falei da rua bem iluminada, onde, no entanto, sente-se uma sensação de menos luz, música e poesia. A imagem que usei é digital, e somada ao photoshop e outros recursos tecnológicos, ficam mais vivas, intensas, cintilantes, e nelas buscamos então a essência que não temos vivenciado nas pressas, nos saltos para o futuro.
No endereço que segue... http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp057.asp - muita coisa é dita a respeito da arquitetura virtual. É longo o texto, mas vale conferir, e vou tentar resumir neste trecho:
"Mas, da mesma forma que a televisão não departamentaliza a nossa idéia de tempo e espaço, ela igualmente não permite as abordagens "profundas" da literatura. Tudo passa a acontecer "na superfície". Isso acontece porque dos milhões de pontos impressos sobre a tela, apenas somos capazes de memorizar cerca de cem pixels por segundo. É por isso, também, que a televisão é um meio frio – isto é, um meio que exige o "preenchimento" das lacunas de memória e da percepção com a nossa imaginação. A literatura, através da distribuição das letras sobre o papel realiza algo diferente: monopolizando a visão e anulando os outros sentidos, resgatamos diretamente todo o universo simbólico realizado pela linguagem verbal, num repertório construído ao longo das nossas vidas, tornando-se num meio quente, mais completo. Por isso, a literatura e o mundo literário é repleto de símbolos e de metáfora, o que não acontece com a televisão, que opera muito mais fortemente os eixos de associação por similaridade."

No novo endereço que segue... http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-61482008000200004&lng=pt&nrm temos uma visão mais profunda, psicológica e sociológica, do nomadismo e solidão na cidade veloz: alegorias da compressão do tempo-espaço na ficção de Caio Fernando Abreu.
RESUMO:
Este trabalho discute a figuração literária dos processos de subjetivação contemporâneos na ficção do escritor Caio Fernando Abreu (1948-1996), a partir de uma reflexão sobre os efeitos da "compressão do tempo-espaço" (Harvey, 1994) sobre as experiências psicossociais no mundo tardo-moderno. Em Caio Abreu, visualizamos as mais diversas cenas da vida urbana ancorada na cultura do consumo, bem como as diferentes situações que evocam a fragmentação do sujeito e as novas sensibilidades e formas de lidar com a efemeridade, a velocidade e a perda das utopias na cultura contemporânea. Seus contos, novelas e seu epistolário exploram o espectro de situações nefastas em que está mergulhado o indivíduo no final do século XX, especialmente mediante os temas do nomadismo, da errância, da solidão e do narcisismo que parecem caracterizar os tempos pós-utópicos. Ao delinear personagens, enredos e cenários figurativos da experiência urbana globalizada, o escritor lança um olhar particularmente revelador de tais condições no contexto do Brasil contemporâneo. Este trabalho examina alguns contos incluídos em Os dragões não conhecem o paraíso (1988), Morangos mofados (1995), Estranhos estrangeiros (1996) e o romance Onde andará Dulce Veiga (1990) à luz da crítica da modernidade empreendida por autores como David Harvey, Zygmunt Bauman, Fredric Jameson entre outros teóricos.
Caio Abreu realça as experiências da vida contemporânea de forma metafórico-alegórica, refratando em suas narrativas o excesso de estímulos que a cidade oferece, a aceleração do ritmo de vida, a falta de encontros mais duradouros e significativos entre as pessoas. Mostra a urgência e o imediatismo das ações humanas em uma cultura que incita o sujeito à compulsão da compra, à vivência do presente imediato espetacularizado, à ação impulsiva e à descarga motora.
A memória do passado é trazida à tona como "um quebra-cabeças sem molde final" à medida que reminiscências emergem e associações vão sendo efetuadas pelo protagonista. O ininterrupto exercício da memória por parte do narrador parece evocar a resistência ao estado do "presente puro" de que fala Jameson (1996), uma das principais características da dominante cultural pós-moderna e associada ao enfraquecimento da práxis política coletiva. Surdo à história, mergulhado na sincronia de imagens, discursos e realidades, sem a possibilidade de articular narrativamente o passado, o presente e o futuro, o sujeito se vê sem horizontes de transformação e emancipação; nada além do aqui e agora. Com efeito, nessa ficção, parece haver um impulso de recuperação do passado como referente, a memória funcionando como meio de acesso a uma experiência e um estilo de viver mais humanamente significativo (leia na íntegra).

Eu, ney, acho que é importante valorizar as artes, música e poesia, mantendo essa nossa identidade humana, de forma integrada e coerente. Precisamos vivenciar etapas, buscar nossas verdades, os melhores caminhos, não permitindo que as correrias nos afastem do equilíbrio e amadurecimento, do bem estar espiritual e sossego íntimo. E na liberdade, nos distanciarmos das falsas ideologias, dos preconceitos, fundamentalismos, entendendo, amando e respeitando o próximo.

PÃO DE AÇÚCAR










Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney). E ele assim parece mesmo um pão coberto de açúcar, as nuvens parecem algodão doce.

Na verdade a origem do nome tem várias versões históricas. Mas segundo historiadores, o que se pode acreditar de fato é mesmo o nome dado pelos portugueses durante o apogeu do cultivo da cana-de-açúcar no Brasil (século XVI e XVII), quando após a cana ser espremida e o caldo fervido e apurado, os blocos de açúcar eram colocados em uma forma de barro cônica para transportá-lo para a Europa, a qual era denominada "pão de açúcar". A semelhança do penhasco carioca com aquela forma de barro teria originado o nome. Mais detalhes e imagens em
http://interata.squarespace.com/jornal-de-viagem/2007/5/13/po-de-acucar-rio-de-janeiro.html

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ESCADA PIANO (clique aqui)

Imagine que você está descendo as escadas do metrô, como faz habitualmente todos os dias, e começa a ouvir sons de piano, tocados em ritmo que vai de acordo com os seu passos. Essa foi a proposta da agência de publicidade DDB em uma parceria com a Volkswagen.
As duas empresas se reuniram para criarem um experimento chamado Fun Theory (algo como "teoria divertida", em inglês), uma tentativa bem ambiciosa de tentar mudar os hábitos sedentários dos moradores da capital da Sueca.
Para isso, transformaram as escadas de uma estação de metrô em um piano, o que aumentou surpreendentemente o uso das escadas em 66%. O resultado você confere no vídeo.
CLIQUE NO TÍTULO ACIMA.

sábado, 17 de outubro de 2009

EU SEI, MAS NÃO DEVIA (clique aqui)

EU SEI, MAS NÃO DEVIA - MARINA COLASANTI
Clique no TÍTULO acima ou no endereço que segue:
http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp

PEDALANDO NO TEMPO (clique aqui)


Clique na imagem para ampliá-la (foto e texto ney).
De carro ou moto, destreza não me faltou, devidamente habilitado andando pelas ruas do Rio e São Paulo, e por tantas estradas, sem nunca bater, sequer frear bruscamente. Mas temos que admitir que o trânsito nas cidades anda uma loucura. Na bicicleta vou com serenidade, ela por si só já exige equilíbrio.
Diz bem o poeta português, Alexandre O!Neill, descedente de irlandeses, nascido em Lisboa:
O CICLISTA
O homem que pedala, que ped'alma
com o passado a tiracolo, ao ar vivaz abre as narinas: tem o por vir na pedaleira

ELOGIO BARROCO DA BICICLETA
Redescubro, contigo, o pedalar eufórico
pelo caminho que a seu tempo se desdobra,
reolhando os beirais - eu que era um teórico
do ar livre - e revendo o passarame à obra.
Avivento, contigo, o coração, já lânguido
das quatro soníferas redondas almofadas
sobre as quais me etangui e bocejei, num trânsito
de corpos em corrida, mas de almas paradas.
Ó ágil e frágil bicicleta andarilha,
ó tubular engonço, ó vaca e andorinha,
ó menina travessa da escola fugida,
ó possuída brincadeira, ó querida filha,
dá-me as asas - trrim! trrim! - pra que eu possa traçar
no quotidiano asfalto um oito exemplar !