sábado, 10 de outubro de 2009

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

PORTA ENTREABERTA II - O lado de fora


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney) - Jardim Botânico - Rio de Janeiro. Então eu disse, do lado de dentro daquela sacada (postagem anterior):

Suave luz, brisa, perfume, música
Olhar, brilho, acolhimento, sentimento, envolvimento
Momento cálido, eterno, pleno
Eu e você.
......................................
Mas lá fora é longo o caminhar, cheio de escolhas, decisões, atitudes, indagações, um universo maior de amor e convivência do EU E VOCÊ, mas não se quer dizer que seja maior que o amor, ou que ele não saiba esperar, embora possa acabar:

Sol, chuva, frio, calor, rotina, correria
Distâncias, circunstâncias, ruídos, dispersões, desassossegos
Muros, pontes, alegrias, tristezas, momentos reais do EU E VOCÊ.
Sentar, conversar, esperar, entender, buscar, refazer
Portas se abrem e se fecham para o EU E VOCÊ. (ney).

MY WAY (clique aqui)

Meu Jeito

E agora o fim está próximo, então eu encaro o desafio final. Meu amigo, eu vou falar claro, eu irei expor meu caso do qual tenho certeza. Eu vivi uma vida que foi cheia, viajei por cada e todas as rodovias, e mais, muito mais que isso, eu fiz do meu jeito.
Arrependimetos, eu tive alguns, mas então, de novo, tão poucos para mencionar. Eu fiz, o que eu tinha que fazer, e eu vi tudo, sem exceção. Eu planejei cada caminho do mapa, cada passo, cuidadosamente, no correr do atalho. Oh, mais, muito mais que isso, eu fiz do meu jeito.
Sim, teve horas, que eu tinha certeza, quando eu mordi mais que eu podia mastigar. Mas, entretanto, quando havia dúvidas, eu engoli e cuspi fora, eu encarei e continuei grande, e fiz do meu jeito.
Eu amei, eu ri e chorei, tive minhas falhas, minha parte de derrotas, e agora como as lágrimas descem, eu acho tudo tão divertido, de pensar que eu fiz tudo, e talvez eu diga, não de uma maneira tímida. Oh não, não eu, eu fiz do meu jeito.
E pra que é um homem, o que ele tem, se não ele mesmo, então ele não tem nada para dizer as coisas que ele sente de verdade, e não as palavras que ele deveria revelar.
Os registros mostram que eu recebi as desgraças, e fiz do meu jeito.
Clique no TÍTULO acima.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

PRIMAVERA CINZENTA, CHUVOSA E FRIA

Mas que estranha primavera assim sem cor. Mas lembrei de uma bela música e um lindo balé, de muita harmonia e serenidade, com movimentos tão suaves que duvido mesmo que um CISNE seja capaz de fazer como a excelente bailarina. Trata-se de THE SWAN - Carnival of the animals, de Camille Saint-Sans. Não entendo do assunto, mas acho que vale conferir, percebe-se algo mais nos movimentos da bailarina, acho mesmo que a perfeição. Em alguns horários pode acontecer do vídeo abrir mais lento, mas normalmente abre rápido. O balé e um ensaio:

http://www.youtube.com/watch?v=i6829uWfH-g

http://www.youtube.com/watch?v=DK02YhsgxQY&feature=fvw

Mais informações desse balé em
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/The_Carnival_of_the_Animals&ei=tJDOStPVLsHO8QbQ18H9Aw&sa=X&oi=translate&resnum=3&ct=result&prev=/search%3Fq%3DThe%2Bswan%2B-%2Bcarnival%2Bof%2Bthe%2Banimals%2B-%2BSans%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG - Neste endereço, depois de "referências musicais", clique no link em lilás "the dying swan". E outros links como o do poema, da Anna Pavlova (primeira apresentação em 1905).

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PORTA ENTREABERTA



Suave luz, brisa, perfume, música
Olhar, brilho, acolhimento, sentimento, envolvimento
Momento cálido, eterno, pleno, inesquecível
Eu e você.

foto e texto (ney).

Ah! Lembrei da música do Ivan Lins, que diz melhor, e vou acrescentar:
http://www.youtube.com/watch?v=y_aGk4JtR9o

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O PINTOR (João Felinto Neto)

Não há tinta em minhas mãos,
não há telas.
Não passa de invenção,
a embarcação
e as velas.

Não há mar e nem gaivotas,
nem mesmo uma pequena ilha.
Não há pessoas nas portas.
Não há vila.

Porém na imaginação,
de um borrão faço uma ilha.
Ponho água, céu e chão.
Crio a mais bela vila.

Ponho pessoas nas portas,
outras correndo pro mar.
Ponho um barco, rumo a terra,
velas e o vento a soprar.

Ponho alguém a escutar,
o barulho das gaivotas,
a onda que vai e volta,
e o canto de Iemanjá.

Ponho um sol já a se pôr
no entardecer do dia.
Ponho cor e harmonia,
como poria o pintor
em seu quadro de valor,
a mais bela poesia.

RUA - MEDO (João Felinto Neto)

RUA (João Felinto Neto)

Bela calçada, dama passada, diurnamente movimentada. Na madrugada, sem companhia, apenas o cão que ladra. Onde se mora, onde se pisa, no tempo és encantada. Um que se vai, outro que chega, saudade recompensada. Quando se morre, fica de luto. Quando se nasce, se comemora. Às vezes triste, desanimada, outras alegre e festejada. Quando se parte, nunca se esquece, daquela rua em que se cresce.
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MEDO (João Felinto Neto)

A escuridão que tanto temia na minha inocência, por medo de monstros que me perseguiam numa fantasia, já não mais a temo. A maturidade nos mostra a realidade, triste realidade, de que na claridade somos presas fáceis de nós mesmos. Criança, não tenha pressa de crescer. Agora, o seu futuro ainda é escuro, mas será tão claro, que sentirá saudade do que foi outrora, inocente.
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Encontrei a poesia de João Felinto Neto pesquisando um tema no google, e lendo todos os textos que encontrei na biblioteca virtual de escritores e komedi http://www.komedi.com.br/escrita/leitura.asp?Texto_ID=2555 fiquei realmente impressionado com tudo. Muita alma, vida, sonho, realidade, sensibilidade, encantamento, mergulho no tempo, em nós mesmos. Viajei e me identifiquei em cada um deles. DEMAIS!