Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney) - Cachoeiras do Frade - Teresópolis-RJ.
Poder quedar-se numa cachoeira, com um barulho que não tem descanso. E derramar-se toda, como um pranto, morrendo ao leito, sentindo o remanso. Voltar ao sal numa nova onda. Subir ao céu toda evaporada. Tão encharcada numa outra nuvem, voltar a terra em forma de chuva, recomeçando a sua jornada. (João Felinto Neto)
A prima, Vera, chegou de mala e cuia, trazendo as traia toda para passar uns 3 meses com a gente, toda bonita, faceira, vestido florido, mas não larga esse guarda-chuva (?)... assim não dá!
Mas, vamos ouvir a bela música de Vivaldi e viver a bela estação:
Trata-se de um secular SOLAR (1872), de rica história e arquitetura, de nome JAMBEIRO, por causa de uma linda e imensa árvore plantada em seu jardim, um museu aqui de Niterói (patrimônio histórico e artístico nacional). Mas podemos ver muito mais se relacionarmos ao contexto de nossas vidas. Beleza, arte, sossego, tempo, histórias, músicas, poesias, amores, sofrimentos, pensamentos, sonhos, luzes, sombras, marcas de um tempo sem pressas, que se vivenciava cada momento. E tudo isso parece ainda vivo num vento que vem de muito longe enfunando as cortinas de suas janelas; e nas luzes, sombras e reflexos em seus cômodos, salões, escadas e longos corredores. E pode acontecer de sentirmos também um vazio, de um tempo que não volta mais, e que hoje urge dando saltos para o futuro, às vezes esquecendo o presente. No lugar da poesia temos manchetes nos jornais, a suave música se confunde com o ruído da cidade, que afugenta os pássaros, mas resistentes insistimos em ver através das janelas e sacadas seus belos jardins, a luz do sol, sentir a brisa, e sob as sombras sentar para uma boa leitura ou uma gostosa prosa. Naquelas janelas distantes vejo uma criança que já não só enxergava o céu e as nuvens deitado no seu berço, mas já alcançava o parapeito, e via o sol e a chuva, os jardins, e que em momentos de euforia transpunha seus limites num salto, indo brincar na terra e subir em árvores. Nas janelas mais próximas vejo alguém em plena juventude, olhando as vidas e amores que passavam nas calçadas, vendo as ruas, os horizontes, buscando seus sonhos. Em cada janela ainda ouço a música da vida, e sinto as emoções e vibrações, os perfumes, saudades, receios de ter deixado alguém a minha espera, ou vice-versa, mas não faltou amor, e não esqueci olhares, abraços e beijos. E que nos perdoem pelas humanas falhas. Sim, ainda vejo assim, mesmo através das lentes grossas desses meus óculos, mas guardo na memória viva e nessas fotos digitais, para poder viver um pouco mais cada momento e não deixar perder esse encanto. (ney).
Aproveitei este espaço disponibilizado gratuitamente pelo Blogger - que agradeço e elogio seu padrão de qualidade - para neste blog postar uma miscelânea de assuntos, principalmente fotos amadoras tiradas por mim, comentadas, música, poesia, acontecimentos do dia-a-dia, pensamentos, textos, com o melhor dos meus sentimentos. Os textos que não forem meus terão os devidos créditos, e as opiniões neles contidas serão de responsabilidade dos seus autores. O blog não tem fins lucrativos. Meus textos e fotos poderão ser usados livremente por quem os entender interessantes, e ficarei honrado e feliz. Acho que seria uma contradição conseguir criar algo significativo (SER), e me considerar dono de uma idéia (TER). Aliás, os grandes MESTRES nos ensinam tantas coisas e encantam nossas vidas aqui na internet, e nunca se colocam como donos de suas criações. Mas se acontecer de, por acaso, este blog publicar algo disponibilizado na internet, que seu autor não concorde que seja postado aqui, mande uma mensagem e o retirarei. Este espaço valoriza a liberdade de pensamento e permite comentários sobre os assuntos postados.
Além das fotos que estão aqui, no painel e nas postagens, 35 fotografias minhas podem ser vistas no endereço http://www.pnetimagens.pt/p/?id=1419 - e lá clique em ver todas as galerias desse membro...