sábado, 3 de outubro de 2009

RESSACA II



Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney). E a ressaca que chegou com a frente fria, ainda continuou por todo o dia de ontem...

"Nessa pedra alguém sentou para ver o mar
Mas o mar, não parou para ser olhado
E foi mar, pra todo lado. (Paulo leminski).

JORNADA


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney) - Cachoeiras do Frade - Teresópolis-RJ.

Poder quedar-se
numa cachoeira,
com um barulho que não tem descanso.
E derramar-se toda,
como um pranto,
morrendo ao leito,
sentindo o remanso.
Voltar ao sal numa nova onda.
Subir ao céu toda evaporada.
Tão encharcada
numa outra nuvem,
voltar a terra
em forma de chuva,
recomeçando a sua jornada. (João Felinto Neto)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

RESSACA










Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney)
A frente fria deixou hoje uma ressaca na orla, mostrando a força da natureza, e lá fui eu fotografá-la.
(ney)


DIA DO IDOSO (clique aqui)


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney) - Caminho junto à cachoeira dos frades - Teresópolis-RJ.
Clique no TÍTULO acima e veja o belo texto.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A PRIMA, VERA, CHEGANDO JUNTO...


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)
A prima, Vera, chegou de mala e cuia, trazendo as traia toda para passar uns 3 meses com a gente, toda bonita, faceira, vestido florido, mas não larga esse guarda-chuva (?)... assim não dá!
Mas, vamos ouvir a bela música de Vivaldi e viver a bela estação:
http://www.youtube.com/watch?v=iSw7CcAXPWk

terça-feira, 29 de setembro de 2009

HISTÓRIAS DE NOSSAS VIDAS...























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Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney).

Trata-se de um secular SOLAR (1872), de rica história e arquitetura, de nome JAMBEIRO, por causa de uma linda e imensa árvore plantada em seu jardim, um museu aqui de Niterói (patrimônio histórico e artístico nacional).
Mas podemos ver muito mais se relacionarmos ao contexto de nossas vidas. Beleza, arte, sossego, tempo, histórias, músicas, poesias, amores, sofrimentos, pensamentos, sonhos, luzes, sombras, marcas de um tempo sem pressas, que se vivenciava cada momento. E tudo isso parece ainda vivo num vento que vem de muito longe enfunando as cortinas de suas janelas; e nas luzes, sombras e reflexos em seus cômodos, salões, escadas e longos corredores.
E pode acontecer de sentirmos também um vazio, de um tempo que não volta mais, e que hoje urge dando saltos para o futuro, às vezes esquecendo o presente. No lugar da poesia temos manchetes nos jornais, a suave música se confunde com o ruído da cidade, que afugenta os pássaros, mas resistentes insistimos em ver através das janelas e sacadas seus belos jardins, a luz do sol, sentir a brisa, e sob as sombras sentar para uma boa leitura ou uma gostosa prosa.
Naquelas janelas distantes vejo uma criança que já não só enxergava o céu e as nuvens deitado no seu berço, mas já alcançava o parapeito, e via o sol e a chuva, os jardins, e que em momentos de euforia transpunha seus limites num salto, indo brincar na terra e subir em árvores.
Nas janelas mais próximas vejo alguém em plena juventude, olhando as vidas e amores que passavam nas calçadas, vendo as ruas, os horizontes, buscando seus sonhos.
Em cada janela ainda ouço a música da vida, e sinto as emoções e vibrações, os perfumes, saudades, receios de ter deixado alguém a minha espera, ou vice-versa, mas não faltou amor, e não esqueci olhares, abraços e beijos. E que nos perdoem pelas humanas falhas.
Sim, ainda vejo assim, mesmo através das lentes grossas desses meus óculos, mas guardo na memória viva e nessas fotos digitais, para poder viver um pouco mais cada momento e não deixar perder esse encanto. (ney).