
terça-feira, 22 de setembro de 2009
ANOS DOURADOS (clique aqui)

Foto ney, clique para ampliá-la.
Clique no TÍTULO acima e veja que lindo slide e música. Bons tempos! Mas como disse a Cecilia Meireles: ... Canto porque o instante existe, e a minha vida está completa. Não sou alegre, nem sou triste. Sei que canto e a canção é tudo, tem sangue eterno a asa rimada... os dias são feitos de pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças. Dentro deles vivemos e choramos... Não sejas o de hoje, não suspires por ontens, não queiras ser o de amanhã. Faze-te sem limites no tempo. Vê a tua vida em todas as origens, em todas as existências, em todas as mortes. E sabes que serás assim para sempre. Não queiras marcar a tua passagem. Ela prossegue: É a passagem que se continua. É a tua eternidade. És tu. E CECILIA será eterna para nós. Lindo demais o slide... vale conferir. ney.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
PRIMAVERA II (clique aqui)
Lá se vai o inverno... clique no TÍTULO acima, passe o mouse na janela e veja a primavera lá fora, nesse lindo e criativo trabalho (eldogma). Eu recebi da Ana (teu olhar no meu), e estou aqui postando. ney.
FELIZ PRIMAVERA (clique aqui)
domingo, 20 de setembro de 2009
SAPATO NO TEMPO

Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)
Vou descansar um pouquinho. Quando comecei essa caminhada eu era sapatinho de tricô, todo mundo me achava uma gracinha. Depois virei uma BOTINHA com meia branca até quase o joelho. Logo virei TAMANCO, depois ALPARGATAS de lona com solado de corda (dava um chulé). Depois tênis de lona, passavam uma tinta branca em mim (alvaiade), para eu desfilar branquinho no Sete de Setembro, ou fazer Primeira Comunhão. Quando comecei a ir para o colégio eu era um VULCABRAS, com chapinha de metal no solado para durar mais. Fui sandália FRANCISCANO e depois passei por várias transformações da modernidade, passavam graxa e verniz e eu ficava brilhando. Pior foi quando me cobriram com um tal calçado flexível de borracha chamado GALOCHA, para proteger o couro da chuva. Era horrível e cafona, eu parecia um robô, custei a me livrar dela. Durante o serviço militar eu fui COTURNO (bota), marchava o dia inteiro, enfrentava lama e chuva, andava até debaixo d’água.
Nos anos dourados eu fui MOCASSIM, geralmente da cor caramelo. Época boa que eu dançava com uns sapatinhos femininos, não era de muitos passos, mas ia bem no “dois pra lá, dois pra cá”, e acho que nunca pisei num pezinho. Para encurtar, fui TERRA por muitos anos, SAMELLO também, isso nos tempos do solado de couro, que quando furava se colocava meia sola, ou sola inteira, no sapateiro; ou então, quando se estava duro (sem dinheiro), tapava o furo por dentro colocando jornal nos dias de chuva. Mas teve períodos de vagas gordas, eu era feito sob encomenda.
É isso, agora estou aqui sozinho, não sei se inchou o pé do velho, ou ele foi caminhar descalço para sentir as energias da terra, ou é essa mania de fotografar tudo. Se eu soubesse me arrumava melhor, já estou meio caído, pisando de lado. FUI! Digo, FIQUEI!
UM DIA SEM CARRO
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
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