segunda-feira, 4 de maio de 2009

MAIO II (mães)



Foto ney (clique para ampliá-la)

J.G. de Araujo Jorge

" Maio: Um Tema e Duas Variações "
Maio é um mês lírico. Ficaram em nós, através da herança cultural européia, ressonâncias primaveris. “Maio: mês das flores”. Que importa se nossa Primavera começa em setembro? Maio: Mês de Maria, mês das mães: a do céu; as da terra. Todas santas, pois que a maternidade é um estado de graça. Disse isso nesta quadrinha:
“Pureza maior que aquela... da branca e intocada flor, é a da flor ainda mais bela, que vai dar frutos de amor”.

MULHER GRÁVIDA. Aquela beleza, aquela que fica para além dos olhos, que independe de formas está em teu corpo. Durante nove meses, silenciosamente, Deus trabalha em tuas entranhas. Durante nove meses- laboratório de Deus -és um milagre acontecendo em todas as suas fases. Aquela beleza, aquela que fica para além dos olhos, que as mãos não modelam, que os homens não sabem, que as crianças não percebem, que está em teu corpo. Não a beleza externa, da flor, mas a recôndita, da raiz; não a beleza do adjetivo, mas a beleza do verbo. No começo, era verbo. Até que, de repente, Deus te revela em ti como um novo dia! Então não és apenas mulher - és símbolo, universo, estrela... E ao ver-te (e ao vê-la) te sigo como o pastor em direção da alvorada, me curvo como o lavrador sobre a terra já semeada, me ajoelho como o crente ante a imagem venerada, me comovo como o Poeta ao olhar doce da amada. Prosterno-me ante a mais simples e inédita de todas as belezas, (que importa se infinitas vezes repetida?) e, humilde e ignorante, (a alma por um mistério inefável possuída) feito rei e pastor me maravilho ouvindo a Vida cantar no choro de teu filho!

MAIO



Foto ney.

Achei demais essa poesia, os dois estão de parabéns...

« SOMOS DOIS EM MAIO »
Fernando Peixoto & Sylvia Cohin

Em Maio descerás como maná e direi: mulher, és o meu trigo! o pão que abençoo pela manhã, o alimento que pró campo irá comigo! Em Maio desabrocho com o frescor que explode e rasga a terra eivada!Leva o cheiro suculento e o sabor do fruto a semear na terra arada!Somos foice e braços, lado a lado, num Maio de papoilas e verdura. Somos dois, rasgando como arado a terra do Futuro com ternura. Somos raízes de Maio medrando destemidos no chão da Esperança. Somos o sopro da Vida ensaiando a colheita generosa da bonança! Somos dois, em Maio, erguendo a voz quando o dia surge, inda menino, e cantando nos sentimos menos sós, compondo ao mês de Maio o nosso hino. Quantos mistérios Maio encerra... Quanta promessa fecundando a Vida... Somos pólen que emprenha a velha terra... Estação que a Esperança consolida! ...Somos dois, em Maio, e a sintonia deste coral, a dois, tem mais beleza: Vivermos Maio, a dois, é Poesia! E connosco floresce a Natureza.

MANHÃ AZUL DE OUTONO

















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Bela manhã de sol e céu azul, fui até as praias de Adão e Eva, aqui bem próximas, eu ia andando quase todos os dias quando me aposentei, depois tive um problema na pele e fui proibido de pegar muito sol. Ficam dentro da Baía da Guanabara, mas hoje estavam num dia assim bem limpas, convidando a um mergulho. Na entrada da Baía a Fortaleza de Santa Cruz, onde servi o Exército, na época artilharia de costa. Do outro lado o Rio, Pão-de-Açúcar, Corcovado, centro da cidade. Fiquei na areia procurando minha juventude, meus 18 anos cheio de preparo físico no tempo do quartel, mas depois fiquei feliz de ter chegado até aqui. Da minha janela fotografei os parapentis voando aqui em frente. Belo dia.

ANOS 50/60


sábado, 2 de maio de 2009

PASSEIO DE TREM


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)
Veja o vídeo até o final - vale a pena conferir (SOM)... São João Del Rey/Tiradentes. Adoro essas duas cidades.

PIPA, CAFIFA, PAPAGAIO...



Vendedor de pipas: Foto ney ontem em Charitas-Niterói.
Bons tempos esse de soltar (empinar) pipa, cafifa, papagaio... ou morcego, arraia e pião (peão), sem rabiola. Linha 10, às vezes rococó, cerol, dibico, cruzar, cortar, aparar. Mas o cerol é perigoso, as cidades cresceram, o trânsito, tanta gente pode se cortar. ney/

PELOS TRILHOS DA VIDA








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Aproveitando um recente passeio a Santa Tereza (Rio), postagens anteriores, falo um pouco dessa deliciosa viagem no tempo, de recordar com saudade esses caminhos percorridos, de trem ou bonde, ou todos os outros, que nos deixaram tanto aprendizado. Quando adolescente fiz uma viagem pela antiga Estrada de Ferro Leopoldina, saindo da estação central no Rio (Francisco Bicalho), trilhos de bitola estreita, ainda nos tempos da Maria Fumaça, subindo a Serra de Petrópolis, passando por Ubá, Viçosa, Coimbra, já em Minas Gerais. Meu destino foi uma fazenda de café em Ervália-MG., onde passei alguns dias. E teve outras viagens pelo Sul de Minas, inclusive atravessando a Serra da Mantiqueira, pois meus pais eram mineiros. E mais recentemente a de São João Del Rey a Tiradentes, ainda em funcionamento.

Por estes trilhos e dormentes
Bitola estreita, pontes e ruas antigas
Vai o vagão sacudindo
Remexendo minhas memórias

Tem sempre lugar para mais um
Vão entrando, se apertando...
Vamos a vida compartilhando
Sempre chegando junto

Nessa estrada de caminhos incertos
Vamos lotados de saudades
De alegrias e tristezas
Sonhos e fantasias

Tem retas, tem curvas
Subidas e descidas
Valem os bons sentimentos
E a eterna esperança. (ney)

Mas eu nem sei escrever poesia, vamos então seguir viagem pegando carona nessa bela ciranda do trem da poesia, do poeta Marcial Salaverry - mantido com poesia e criatividade por Teka Nascimento e demais colaboradores (lindos textos)... LIGUE O SOM http://www.tekanascimento.net/ciranda_trem_da_posia_marcial_salaverry.htm