domingo, 12 de abril de 2009

VAZIO


















Viver sozinho numa cidade grande, qualquer que seja ela, quando não se conhece ninguém, e estamos longe de tudo e de todos, tráz uma sensação de vazio, de perdido na multidão. Para mim foi uma experiência inesperada e dura, já que família, namorada, amizades e todas as raízes ficaram distantes. Mas não foi uma escolha, fui designado num concurso público, e não poderia perder uma grande oportunidade. Então vamos nos adaptando, conquistando amizades, e essa vivência acaba nos trazendo crescimento e amadurecimento. ney.
Diz aqui um texto do Globo Reporter: "Histórias que se cruzam, romances na noite, sexo e sedução, promessas de felicidade. Multidão e solidão são dois pólos que se atraem. Na grande cidade, é cada um por si. Vive melhor quem sabe se virar sozinho. Mas estudos mostram que a solidão faz mal e só o dinheiro não conta. As pessoas que só vivem para trabalhar e ganhar mais, têm cada vez menos tempo para curtir a vida".
Mario Quintana disse: “Cidade grande: dias sem pássaros, noites sem estrelas”.
E o que Rubem Alves diz do VAZIO: http://www.rubemalves.com.br/ovazio.htm

LUZ E RESSURREIÇÃO



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Das trevas renasce a luz...
“Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). Jesus, nesta passagem do Evangelho revela-se como sendo Luz do mundo. Ora, Ele mesmo um dia advertiu que “ninguém acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa”. (Mt 5,15)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

ROSTO COLADO (cheek to cheek).


Rosto colado é coisa que os jovens de hoje não conhecem como preliminares de um ato de sedução. Nesses bailes de antigamente (que palavra dolorosa!), os jovens rastreavam o salão em busca da garota ideal para iniciar um romance. Caso ela fosse localizada na mesa com os pais, nossas pernas tremiam. Uma cuba libre (rum, coca-cola, gelo e limão), talvez fosse o combustível para encorajar o ato de atravessar o salão e chegar na mesa com o convite, formalíssimo, "vamos dançar?"O "sim" dela poderia significar que também queria dançar, pois os olhos já tinham se cruzado num momento do baile, mas poderia ser apenas o "sim" formal para não dar um "cano" no rapaz audacioso. Neste último caso, a regra que a jovem aprendeu em casa com a mãe casamenteira, era dançar no máximo três para não significar que havia outro interesse a não ser o da boa educação.No entanto, se "pintasse um clima" – ai, Jesus! – as danças se prolongariam por todo o baile e, na hora exata, os rostos se colavam e a sedução começava com uma conversa de ouvido. O ato de seduzir transformava-se numa enciclopédia romântica que valia até mentiras ingênuas.Corta para 2009. Não há mais rosto colado, não há mais bailes, os conjuntos melódicos são apenas boas lembranças e os clubes estão fechando seus salões que tinham a sua boate para os jovens. O beijo roubado, quando as luzes diminuíam de intensidade, era, talvez, o único da noite. Hoje, as garotas ficam apostando quem beija mais garotos numa noite e vulgarizou-se o ato mais sublime de um início de conquista.O baile funk, mais que uma reunião dos jovens de hoje, é um convescote de traficantes em busca de novos babacas para o início de uma vida de vícios. Vale o mesmo para a festa reive e os incidentes estão aí na imprensa para que o colunista não passe por um "velho recalcado".A sedução transformou-se em agressão sexual, para ambos os lados. Sem crack, sem pó, sem baseado, não há sequer uma aproximação de pessoas de sexo diferente. Rosto colado nem mesmo quando o DJ aposta em algo lento para descansar os dedos. Não se dança mais, os requebros e os pulos substituíram os passos cadenciados. O barulho do bate-estaca acabou com o diálogo. Sem diálogo não há sedução, mas pode haver estupro.Fim de papo. Está bem, somos velhos quando falamos em "rosto colado". Mas ninguém pode roubar de nossa memória um tempo mágico onde o cavalheirismo de uma dança fazia-nos flutuar por salões com pessoas especiais. E quem não dançou uma vez na vida de rosto colado não sabe o que perdeu."
Jornalista Responsável: Rogério Mendelski
http://pemalodro.blogspot.com/2009/03/dancar-de-rosto-colado.html

quinta-feira, 9 de abril de 2009

NA ESTAÇÃO

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Passou mais um trem e eu não fui. Fico só na estação tomando um cafezinho e olhando o movimento... quem vai, quem chega, sorrisos, lágrimas, beijos e abraços. A vida não é como o trem, ela está em todo lugar que se queira ou precise ir ou ficar, está dentro de nós, em tudo a nossa volta. Amo a liberdade e vôo alto nos pensamentos, e crio raízes nos sentimentos, vou me entendendo nos sonhos e realidades, entre um e outro busco o equilíbrio e o amadurecimento.
Tive meu tempo de muitas viagens entre Rio e São Paulo, circunstâncias e oportunidades, foram 5 anos prá lá e prá cá, de carro, ônibus, avião e trem. Vivenciei o melhor, cresci, fiz minhas escolhas. Só não vou poder decidir a última viagem.
Mas vale explicar que não eram viagens de passeio, e sim de não perder a grande oportunidade da minha vida conquistada num concurso público, já que fui designado para fora da minha cidade. Por volta das 22 horas deixava a casa da namorada, pegava ônibus até as barcas, atravessava a Baía da Guanabara, e depois outro ônibus até a rodoviária, e por volta da meia-noite embarcava. Nas estações de embarque e desembarque vivemos esses momentos de ir e chegar, e se observa no rosto de cada um diferentes emoções. Eu deixava para trás a namorada, família, amigos, raízes. Chegando na outra cidade tomava banho e ia direto trabalhar, viver uma outra realidade, cidade, amizades, e tudo se repetia a cada semana, num cansaço que a juventude sabia superar, e o espaço conquistado não se podia desperdiçar.
Fernando Pessoa disse "que temos todos uma vida vivida e outra pensada, e nunca saberemos dizer sobre a certa, e vivemos de maneira que a vida que a gente tem é a que temos que pensar". Acho que me entendo também no que o Mario Quintana disse em O VIAJANTE:
“Eu sempre que parti, fiquei nas gares
Olhando, triste, para mim...”

PEIXE NA PÁSCOA




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E se não tivesse o peixe de cada dia na mesa do pescador !? ... Aqui não poder comer carne não é só na sexta-feira santa não, e bacalhau só mesmo lá nas águas da Noruega. ney/

FAMÍLIA RUBRO-NEGRA



















A nora, o filho e o neto domingo no Maracanã... mas a minha família toda é de FLAMENGUISTAS. Essa torcida é mesmo uma nação.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

FELIZ PÁSCOA !


















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O sino é um símbolo da Páscoa. No domingo, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de Cristo. http://www.youtube.com/watch?v=e8Hu88WBSNw