sábado, 14 de março de 2009

ÁGUAS DE MARÇO FECHANDO O VERÃO



















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Tirei a foto aqui da minha janela, já tem um tempo, as pessoas passando lá embaixo na calçada com suas sobrinhas coloridas, na beira do canal que agora em março transborda de tanta água. Mas os camelôs também estão vendendo LEQUE pra gente se abanar, a coisa tá feia, é um mês de um calor melado e pegajoso, horrível. Coitado de março, só falam mal dele (pau, pedra, caco de vidro, lama, prego), acho que foi coisa da minha época, porque era o mês de volta às aulas, passada a alegria do carnaval (rs).

http://www.youtube.com/watch?v=HwktZFYYMWM

INTERNET

Continua instável minha internet, ficou agendado para amanhã um serviço técnico. Desculpem pela demora em responder e-mails ou comentários aqui no blog.

QUANDO NADA ACONTECE...



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Esse Guimarães Rosa era mesmo incrível:

"Tudo, aliás, é a ponta de um mistério, inclusive os fatos. Ou a ausência deles. Duvida? Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo. Guimarães Rosa

A VIDA



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O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. João Guimarães Rosa

É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado. Guimarães Rosa.

Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando." - Guimarães Rosa.

sexta-feira, 13 de março de 2009

CARAMANCHÃO


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Este caramanchão me lembra os idos tempos da juventude. Vínhamos aqui “estudar” e só falávamos de namoro, tanto que um dia as folhas de estudo se desprenderam do fichário e deixamos, rindo muito, que o vento as levassem para o lago. Tinha razão minha mãe de não acreditar muito na inspiração estudiosa do filho, mas depois veio o juízo e cheguei na universidade. Nessas imitações em cimento de troncos e galhos-cipos (foto), podemos ver diversas inscrições de namorados, as setas do cupido atingindo corações. Saudades dos bons tempos de namoro, quando tínhamos toda uma vida pela frente e o mundo era NÓS DOIS. Ah, ela está trabalhando, o aposentado aqui sou eu, dando minhas pedaladas e fotografando. Mas está nos pensamentos, no dia-a-dia, nessa convivência de 49 anos.

Caramanchão em flor: http://www.recanto.poetico.nom.br/rose/caramanchao/caramanchao2.htm

INTERNET

AVISO: Estou com alguns problemas de acesso a internet, principalmente no hotmail. Aqui está OK. ney///

quarta-feira, 11 de março de 2009

CREPÚSCULO





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Crepúsculo, diz o dicionário: Claridade frouxa que precede o clarão do dia e a escuridão da noite, ocaso. Eu não diria "frouxa", mas suave, tênue, tranquila, romântica. Num comentário a um dos meus posts, recebi o belo texto que segue:
"Nasce o sol, e não dura mais que um dia, depois da Luz se segue a noite escura, em tristes sombras morre a formosura, em contínuas tristezas a alegria. Porém, se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, porque não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? ... Começa o mundo enfim pela ignorância, e tem qualquer dos bens por natureza, a firmeza somente na inconstância." - Gregório de Matos.
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"Firmeza na inconstância", que pode parecer contraditório, acabou por me fazer procurar saber mais a respeito do autor, do texto, de quando foi escrito, pois sempre achei que a inconstância tem também um pouco de não querer ser sempre igual, não ter uma verdade absoluta, mas ser capaz de se ajustar às diversas circunstâncias e realidades, até porque a vida é mesmo um mistério, um eterno caminhar, aprender.
O escritor Gregório de Matos Guerra, nascido na Bahia, provavelmente a 20 de dezembro de 1633, firma-se como o primeiro poeta brasileiro. Após os primeiros estudos no Colégio de Jesuítas, vai para Coimbra, onde se gradua em Direito. Apesar de ser conhecido como poeta satírico – daí o apelido "Boca do Inferno" –, Gregório também praticou, e com esmero, a poesia religiosa e a lírica.
Sobre o texto acima... O tema da fugacidade do tempo, da incerteza da vida, é desenvolvido por meio de um jogo de imagens e idéias que se contrapõem, num sistema de oposições: nasce x não dura; luz x noite escura; tristes sombras x formosura; acaba x nascia. O espírito Barroco é cabalmente expresso no célebre dilema do 3º ato de Hamlet, de Shakespeare: "To be or not to be, that is the question". ("Ser ou não ser, eis a questão...")
Temas contraditórios: Há o gosto pela confrontação violenta de temas opostos;
Efemeridade do tempo e carpe diem: O homem barroco tem consciência de que a vida terrena é efêmera, passageira, e por isso, é preciso pensar na salvação espiritual. Mas já que a vida é passageira, sente, ao mesmo tempo, desejo de gozá-la antes que acabe, o que resulta num sentimento contraditório, já que gozar a vida implica pecar, e se há pecado, não há salvação.
"...Gozai, gozai da flor da formosura, antes que o frio da madura idade..." - Conflito espiritual: O homem barroco sente-se dilacerado e angustiado diante da alteração dos valores, dividindo-se entre o mundo espiritual e o mundo material. (Talvez como nos dias de hoje - observação minha).LEIA MAIS do interessante trabalho em: http://netopedia.tripod.com/Literatura/barroco.htm