segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

CARNAVAL


Ela passou na minha vida vazia de boêmio e sentimental, como passa num ano de tristeza o relâmpago de alegria do carnaval... Seus braços me envolveram como serpentinas frágeis, de papel, e se romperam como as serpentinas que se arrebentam quando o vento sopra e se soltam no céu.... Ela passou na minha vida, assim, tal como passa na monotonia de uma existência banal, a furtiva beleza e a loucura de um dia de carnaval !... Nossa história - o romance desse dia sem ódio, sem despeito, sem rancor, sem ciúme, nem podemos lembrar, teve o destino irreal de toda fantasia e a existência de um jato de lança-perfume atravessando no ar... O nome dela, não sei; ela não sabe o meu, - que importa ? - não faz mal... - Não fôssemos nós dois apenas fantasias, não fosse a nossa história apenas carnaval !... (Poema de JG de Araujo Jorge extraídodo livro " AMO ! " 1a edição 1938 )

POESIA DE CARNAVAL

Carnaval, alegria
Poesia sem rima
Versos no gingado
Com ritmo e samba no pé

Entre no bloco
Com ou sem fantasia
E caia na folia
Purpurina, confete e serpentina

Sem tristezas e paixões
Colombinas tem Pierrots e Arlequins
Nos eternos carnavais

Odaliscas brilham na multidão
Ciganas lêem mãos
Descobrem segredos

Bailarinas, melindrosas, havaianas
Dance, brinque, namore
Viva a inspiração
Não deixe acabar na quarta-feira (ney).

sábado, 21 de fevereiro de 2009

PIERROT, COLOMBINA E ARLEQUIM


Óleo sobre tela de Di Cavalcanti 1922

Pierrot, Colombina e Arlequim, três mascarados que constituem um triângulo amoroso durante a festa.
Arlequim era o rival de Pierrot pelo amor de Colombina e se vestia com um traje feito de retalhos triangulares de várias cores e representa o palhaço, farsante ou tão somente o amante. Pierrot, magro, pálido representante dos sonhos, apaixonado pelo amor, tem como musa Colombina, mulher que representa o desejo de todos os homens. Eles se conhecem em ocasiões separadas e Colombina se enamora pelos dois rapazes... No caso do Arlequim se encantando pela sua ousadia e desejo, e no de Pierrot pelo seu sofrimento e amor platônico (reminiscência de Mayra).
Vale a pena ler na íntegra no link que segue - Menotti Del Picchia.
.
As Máscaras

O teu beijo é tão doce, Arlequim...O teu sonho é tão manso, Pierrô... Pudesse eu repartir-me, encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo...e a Pierrô, minha alma! Quando tenho Arlequim, quero Pierrô tristonho, pois um dá-me prazer, o outro dá-me o sonho! Nessa duplicidade o amor todo se encerra: Um me fala do céu...outro fala da terra! Eu amo, porque amar é variar e , em verdade, toda razão do amor está na variedade...Penso que morreria o desejo da gente se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente. Porque a história do amor só pode se escrever assim: Um sonho de Pierrô, e um beijo de Arlequim! Menotti del Picchia.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

FINAIS DE TARDE - IMAGEM E TEXTO



















Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)
Pois é, de um modo geral (à exceção daqueles que têm outros horários de trabalho), todos sentem o final de tarde como um momento de desacelerar, fazer um balanço do dia, refletir sobre o caminhar, descansar, relaxar... das atividades, rotinas, cotidiano. Nessa hora a própria natureza se manifesta de uma forma mais tranquila, nas águas do mar, na brisa fresca que sopra suave, na luz do sol poente.
Na fotografia podemos registrar o belo momento, de forma que cada um possa apreciá-lo com mais calma, que será entendido e sentido por cada um ao seu jeito, de acordo com suas circunstâncias e realidades.
Mas é notável também, e certamente mais difícil, registrá-lo em palavras, num texto que possa descrevê-lo. E ao seu modo, o autor aqui conseguiu de forma brilhante retratar uma cena do seu cotidiano de final de tarde, que ficou bem interessante e realista, bem conhecido de todos nós, seja pelo lado criança, aluno, pai ou avô (ser humano). Somos todos um pouco VOYEUR (no bom sentido), dessas imagens e realidades.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

MAS É CARNAVAL...



http://www.youtube.com/watch?v=47oVO1CjYIU


Quem é você?Adivinhe, se gosta de mim, hoje os dois mascarados, procuram os seus namorados, perguntando assim: Quem é você, diga logo, que eu quero saber o seu jogo, que eu quero morrer no seu bloco, que eu quero me arder no seu fogo. Eu sou seresteiro, poeta e cantor, o meu tempo inteiro, só zombo do amor, eu tenho um pandeiro, só quero violão, eu nado em dinheiro, não tenho um tostão. Fui porta-estandarte, não sei mais dançar, eu, modéstia à parte, nasci pra sambar, eu sou tão menina, meu tempo passou, eu sou Colombina, eu sou Pierrot. Mas é carnaval, não me diga mais quem é você, amanhã, tudo volta ao normal, deixe a festa acabar, deixe o barco correr, deixe o dia raiar, que hoje eu sou da maneira que você me quer, o que você pedir, eu lhe dou, seja você quem for, seja o que Deus quiser, seja você quem for, seja o que Deus quiser. Noite dos Mascarados - Chico Buarque.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

BÚZIOS











Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney).
QUARTA-FEIRA EM BÚZIOS, um dia mais que azul, mar azul, tranquilo porque fui antes do carnaval chegar... faz de conta que desembarquei do transatlântico e escrevi meu nome na areia, a onda do mar não apagou, e agora ficou na fotografia. Ah, e encontrei com ela, já preparada para o carnaval, misteriosa como sempre, nem dá para ver seu rosto (rs). Eu me senti como um pescador que chega com sua canoa do mar, o barco cheio de peixe, e o lindo ATOBÁ veio olhar. Viva a natureza!


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

BOM DIA, DIA !




















Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)

Bom dia, dia! ... Parece dizer a mulher ao dia lá na ponta da pedra, alongando seu corpo e deixando fluir boas energias diante da bela natureza. Ali sempre sopra uma agradável brisa e parecemos flutuar sobre as águas. Um momento de vida que merecia um click. (ney)
******
Nem tudo que busco é flor, nem tudo que encontro luz; Nem tudo que amo é céu, nem tudo que crio cor; Nem tudo que crio é busca, mas tudo que busco amor... (autor desconhecido).