quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Permitir-se não ser...























Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney).

O vento sopra sem direção. As luzes se apagam numa madrugada fria, sob uma lua pouco visível. Há dias em que é melhor não se pensar muito. Fingir esquecer dos problemas e preocupações como um gesto quase espontâneo; numa naturalidade forçada.
A busca de uma tranquilidade que se escondeu num tempo não-identificado; num local obscuro, de difícil acesso, ou mesmo, intransitável.
Então, fechar os olhos e tornar-se alheio aos próprios questionamentos ou certezas talvez seja um caminho. Deixar-se aquietar e sentir a respiração como um antídoto para as inquietações mais perturbadoras. Texto/Érica Neiva - blog humanos devaneios)

FOTOS

Fotos comentadas no PNET Imagens (meu agradecimento):

http://www.pnetimagens.pt/photo.asp?id=MTYxNjRfMTQxOQ

http://www.pnetimagens.pt/photo.asp?id=MTYxNjNfMTQxOQ

SAUDADES DOS ANTIGOS CARNAVAIS


Quadro ney 1980.
Lembro com saudades dos velhos carnavais de rua, blocos, mascarados, lança-perfume, confete e serpentina, arlequim, pierrot e colombina, muita alegria. Nos clubes as bandas, pirata, marinheiro, bailarina, odalisca, nas matines os salões divididos, menores e maiores, e o baile noturno até a madrugada (... ai, ai, aiai... tá chegando a hora, o dia já vem raindo meu bem, eu tenho que ir embora). ney

E vale lembrar a marcha da quarta-feira de cinzas:
Acabou nosso carnaval, ninguém ouve cantar canções, ninguém passa mais brincando feliz, e nos corações, saudades e cinzas foi o que restou... VEJA O VÍDEO:
http://www.youtube.com/watch?v=aW63eDQDcU0

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ENSEADA DE JURUJUBA



Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney).

As águas da Baía da Guanabara já não são aquelas de quando chegaram portugueses e franceses para disputar a posse da terra, expulsando os índios, e as baleias vinham ter suas crias, mas algumas providências trouxeram algumas melhoras no controle da poluição, e eventuais correntes marítimas e ressacas, auxiliam as marés a renovar suas águas.
Mas deste recanto que os índios chamaram de Niterói, e que na língua deles alguns dizem ser “águas escondidas, ou protegidas”, ou curvas sinuosas, ou sonhos, ficaram essas enseadas, como a de Jurujuba, onde a vida tem um ritmo mais tranqüilo, e se vive da pesca, os barcos saindo e chegando do alto mar carregados de peixes, cercados de gaivotas, as garças na areia buscando sua sobrevivência.
Amendoeiras, casas simples, colônia de pescadores, ruas estreitas junto a pequenas praias, redes sendo costuradas nas pedras, areias, calçadas, fortalezas antigas, turistas, restaurantes de frutos do mar, e a famosa Festa de São Pedro.
Segue a vida numa realidade dependente da pesca, num contexto da natureza, uma paisagem de se querer sentar no banco e ficar olhando e fotografando. (ney)

UMA MULHER


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Clique no endereço... APROVEITE A VIDA!
Uma Mulher
Aos 3 anos ela olha pra si mesma e vê uma rainha... Aos 8 anos ela olha pra si mesma e vê Cinderela... Aos 15 anos ela olha pra si mesma, vê uma bruxa e diz: 'mãe, eu não posso ir pra escola desse jeito!' ... Aos 20 anos ela olha pra si mesma e se vê 'muito gorda/muito magra, muito alta/muito baixa, com cabelo muito liso/muito encaracolado'. Mas decide que vai sair assim mesmo... Aos 30 anos ela olha pra si mesma e se vê 'muito gorda/muito magra, muito alta/muito baixa, com cabelo muito liso/muito encaracolado', mas decide que agora não há tempo para consertar essas coisas. Então, sai assim mesmo... Aos 40 anos ela olha pra si mesma e se vê 'muitogorda/muito magra, muito alta/muito baixa, com cabelo muito liso/muito encaracolado', mas diz: 'sou uma boa pessoa' e sai mesmo assim... Aos 50 anos ela olha pra si mesma e se vê como é. Sai e vai para onde bem entender... Aos 60 anos ela olha pra si mesma e se lembra de todas pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo... Aos 70 anos ela olha pra si mesma e vê sabedoria,risos,habilidades... sai para o mundo e aproveita a vida... Aos 80 anos ela não se importa muito em olhar pra si mesma. Simplesmente põe um chapéu roxo e vai se divertir com a vida...
...Talvez devêssemos pôr o chapéu violeta mais cedo... Autor desconhecido.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

FOTOS

Fiquei feliz, minhas fotos (essas ao lado, em destaque no blog), foram elogiadas lá no PNET pelo Sr. Antonio Manuel de Freitas Arruda, de Portugal. É sempre bom o elogio, nos sentimos motivados. Vale clicar o momento e a bela natureza. Obrigado.
http://www.pnetimagens.pt/photo.asp?id=MTYxMjhfMTQxOQ
http://www.pnetimagens.pt/photo.asp?id=MTYxMjlfMTQxOQ

O TEMPO E O TEMPO

Bem, falar do tempo é coisa antiga, para mim começou eu ainda criança, nem foi preciso alguém falar, quando eu escutava as trovoadas sentia que aquilo era mau tempo, e acontecia de minha mãe estar sempre do meu lado, ou melhor, eu do lado dela.
E ai começaram minhas convivências com os tempos: Era o tempo que fechava quando eu ia a praia, ou passear, viajar, jogar bola, sair com a namorada, usar a roupa nova, pior quando esquecia o guarda-chuva, e que horror quando tinha que usar aquela tal de galocha.
O outro tempo era o da aula que não acabava, o do ônibus que demorava, o das férias que não chegavam, mas que logo acabavam. Depois que comecei a trabalhar era o da sexta-feira que não chegava, ou quando chegava e o outro tempo não ajudava (final de semana com chuva era cruel).
Então foi passando o tempo e eu me dei conta que o tempo era muito rápido, e que eu ficava pensando muito tempo no tempo enquanto ele corria, independente do outro tempo, e ai já tinha passado um tempão.
Então vieram os tempos modernos, apesar de eu ter ficado mais antigo no tempo. As cidades grandes, os edifícios, os carros velozes, os aviões, mas o tempo cada vez mais curto, mal se falando um com outro do tempo no elevador, para não falar que ainda por cima fizemos uma bagunça com o outro tempo. Coitada da natureza!
Pior que tanto um tempo quanto o outro não perdoam. Então o jeito é reorganizar os projetos no tempo enquanto dá tempo, e não se esqueça de se dar um tempo e se entender no tempo. (ney)