sábado, 20 de dezembro de 2008

NATAL DE NEVE



Clique sobre as imagens para ampliá-las (foto Dulce/Photoshop ney).

Dulce da sua janela clicou a noite de Winchester, coberta pelo tapete branco da neve. No photoshop coloquei a lua e iluminei as casas... e Papai Noel chegando de trenó, numa composição de Natal.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

CONTINUA O VERÃO GALOCHA


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)
"Balada da Chuva"
A tarde se embaça: - um pingo, outro pingo, respinga um respingo de encontro à vidraça; um pingo, outro pingo, e a chuva aumentando e eu nada distingo,- respinga um respingo tinindo, cantando de encontro à vidraça. A noite esta baça e a chuva enervante batendo, batendo, constante, cantante de encontro à vidraça. A terra se alaga o, céu se nevoa, e a chuva é uma vaga fininha, descendo, parece garoa! ... parece fumaça!- e as águas subindo, e as poças subindo e a chuva descendo e a chuva não passa! O dia surgindo, manhã turva e baça. A chuva fininha miudinha, miudinha, parece farinha lá fora caindo, através da vidraça. A tarde está escura, a noite está baça, e as brumas de um tédio, de um tédio sem cura, talvez sem remédio, minha alma esfumaça:- um dia, outro dia e os dias passando em lenta agonia, segunda a domingo; um pingo, outro pingo, respinga um respingo, batendo, cantando, mil dedos tocando de encontro à vidraça...-que chuva! que chuva! e a chuva não passa! Constante, cantante caindo distante nas folhas molhadas, nas poças paradas despidas e nuas, e murmurejante rolando nas ruas;-um pingo, outro pingo na lata cantando goteira se abrindo pingando, pingando, batendo, batendo, tinindo, tinindo parece um tinido, de taça com taça, e a chuva chovendo e a chuva não passa! O vento nas folhas de leve perpassa, e as gotas nos fios rolando, escorrendo, lá fora estou vendo através da vidraça,- que dias sem alma!- que noites sem graça! e a chuva, que calma!chovendo, chovendo não passa! não passa! A terra está envolta nas brumas de um véu, de um véu de viúva que o dia escurece, e a noite enfumaça.- E' a chuva que chove, e do alto se solta descendo, descendo, rolando, escorrendo nos olhos do céu...Nos olhos do céu e no olhar da vidraça!-que chuva! que chuva! parece um dilúvio, quem sabe? - parece que a chuva não passa!( Poema de J. G. de Araujo Jorge, extraídodo livro " AMO ! " - 1a edição - 1938 )

ENTENDENDO A CRISE FINANCEIRA

Numa conversa descontraída, a explicação clara e objetiva da crise financeira... http://br.youtube.com/watch?v=CmGTnveyG7E

NOSSO CALOPSITA NO BATE O PÉ II


Clique em PLAY > na imagem acima.

Eu disse que ele fica inibido diante das câmeras, então ele começou a tagarelar o bate o pé.

NOSSO CALOPSITA E O BATE O PÉ

Clique em PLAY > na imagem acima.

O nosso calopsita aqui dando o seu show, mas diante das câmeras fica meio inibido. Canta o "bate o pé" sem parar.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

PAISAGENS BUCÓLICAS









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BUCÓLICA
Invejo a vida humilde da criatura dos lugares distantes, sossegados, onde a terra é mais simples e mais pura, e os céus são transparentes e azulados... Onde as árvores crescem, na beleza da galharia exuberante e farta, e o sol transforma a inquieta correnteza num dorso rebrilhante de lagarta... E onde os galhos são mãos cheias de flores e as flores, taças multicores, vivas, servindo mel aos tontos beija-flores e às borboletas trêmulas e esquivas... Desses lugares cheios de caminhos como garotos, rabiscando o chão, e onde os homens são como passarinhos que são felizes sem saber que são... E onde as casas, pequenas, de brinquedo, com os olhos das janelas, como a gente de dentro do aconchego do arvoredo olham tudo ao redor, serenamente... E onde o sol sai mais cedo, e sobre a serra desdobra o seu lençol feito de luz e acorda a seiva que intumesce a terranos campos verdes ou nos campos nus... Gosto desses lugares sossegados onde a vida é mais simples e mais pura, os céus são transparentes e azulados e é mais humana e humilde a criatura...
(Fonte de todas as poesias:Meu Céu Interior", 1ª ed., set. de 1934.)

EU E TU, QUER DIZER: NÓS.




















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Eu vinha só... Tu vinhas só... Aconteceu que o destino, mestre em dar nós, meu destino juntando ao teu tornou-nos nós... Veio depois amor, fez o plural: e tu e eu e só mais só deu afinal nós dois a sós...
A sós para mim e para ti também, quer dizer: eu e tu, quer dizer: nós. Nós assim, sem ninguém... Quando eu e tu nos encontramos eu só, tu só, de repente passamos a ser nós, e como sózinhos já não ficamos, ficamos a sós...
Eu e tu a sós, seja lá onde for, quer dizer: nós e o nosso amor...
(J.G. de Araujo Jorge).