segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ORQUÍDEA



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E na estufa do Solar do Jambeiro fotografei essa linda orquídea de belas cores, enfeitando ainda mais a beleza do lugar. No endereço abaixo, um evento musical dos muitos que se apresentam nas dependências do solar... http://www.youtube.com/watch?v=uzRLrrvrDW0&eurl=http://orquestradecordas-ocg.blogspot.com/2007/08/ocg-no-solar-do-jambeiro.html

domingo, 16 de novembro de 2008

O MISTÉRIO DAS COUSAS - Fernando Pessoa

O Mistério das Cousas - Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

Há Metafísica bastante em não pensar em nada. O que penso eu do mundo? Sei lá o que penso do mundo! Se eu adoecesse pensaria nisso. Que idéia tenho eu das cousas? Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos? Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma E sobre a criação do Mundo? Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos E não pensar. É correr as cortinas Da minha janela (mas ela não tem cortinas). O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério! O único mistério é haver quem pense no mistério. Quem está ao sol e fecha os olhos, Começa a não saber o que é o sol E a pensar muitas cousas cheias de calor. Mas abre os olhos e vê o sol, E já não pode pensar em nada, Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos De todos os filósofos e de todos os poetas. A luz do sol não sabe o que faz E por isso não erra e é comum e boa. Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores? A de serem verdes e copadas e de terem ramos E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar, A nós, que não sabemos dar por elas. Mas que melhor metafísica que a delas, Que é a de não saber para que vivem Nem saber o que não sabem? "Constituição íntima das cousas"... "Sentido íntimo do Universo" ... Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada. É incrível que se possa pensar em cousas dessas, É como pensar em razões e fins Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão. Pensar no sentido íntimo das cousas É acrescentado, como pensar na saúde Ou levar um copo à água das fontes. O único sentido íntimo das cousas É elas não terem sentido íntimo nenhum. Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, Sem dúvida que viria falar comigo E entraria pela minha porta dentro Dizendo-me, Aqui estou! (Isto é talvez ridículo aos ouvidos De que, por não saber o que é olhar para as cousas, Não compreende quem fala delas Com o modo de falar que reparar para elas ensina.) Mas se Deus é as flores e as árvores E os montes e sol e o luar, Então acredito nele, Então acredito nele a toda a hora, E a minha vida é toda uma oração e uma missa, E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos. Mas se Deus é as árvores e as flores E os montes e o luar e o sol, Para que lhe chamo eu Deus? Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar; Porque, se ele se fez, para eu o ver, Sol e luar e flores e árvores e montes, Se ele me aparece como sendo árvores e montes E luar e sol e flores, É que ele quer que eu o conheça Como árvores e montes e flores e luar e sol. E por isso eu obedeço-lhe, (Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?), Obedeço-lhe a viver, espontaneamente, Como quem abre os olhos e vê, E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes, E amo-o sem pensar nele, E penso-o vendo e ouvindo, E ando com ele a toda a hora.

CASARÕES - O RETORNO












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E falei tanto de casarões que fui hoje no SOLAR DO JAMBEIRO... http://www.solardojambeiro.com.br/



sábado, 15 de novembro de 2008

PASSEIO PELA ORLA NO PÔR-DO-SOL
















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Em nova caminhada pela orla de Icarai e São Francisco (Niterói), fotografei esse belo pôr-do-sol. E numa delas o Cristo do Corcovado aparece sobre as nuvens que sempre ficam retidas pelas montanhas.
"... É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz..." (Fernando Pessoa).

AINDA SOBRE CASARÕES II




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E falando de casarões nas últimas postagens, aproveitei minha caminhada de hoje cedo pela Boa Viagem (orla de Niterói), e fotografei dois deles, que estão nessas fotos. E são muitos outros, mas o mais conhecido de todos e o SOLAR DO JAMBEIRO, que vale a pena dar uma olhadinha no endereço que segue - http://www.solardojambeiro.com.br/
No Solar do Jambeiro já assisti muitos eventos de música, teatro, pinturas, e houve um tempo que era servido café com broa de milho, e criava-se um ambiente bem dos velhos tempos dos casarões, como se fazem também nas velhas fazendas de café do Vale do Paraíba.
"Ai, como morrem as casas!
Como se deixam morrer!
E descascadas e secas,
Ei-las sumindo-se no ar." (Carlos Drummond Andrade).

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

AINDA SOBRE O CASARÃO - A BELA VISTA A SUA FRENTE














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As praias de Charitas e São Francisco (Niterói), que ficam bem a frente desse casarão... e fui apreciar o fim de tarde e não podia deixar de fotografar.
E vai aqui um dos endereços do Casarão de Charitas, onde cheguei a frequentar bailes ainda na adolescência... http://www.cdp-fan.niteroi.rj.gov.br/patrimonio/CASEMCHA.htm

BANQUINHO MÁGICO...


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Está vendo essa estradinha de terra? Muito bonita, não acha? Siga por ela, e quando chegar ali na frente, entre à esquerda e senta naquele banquinho, na sombra daquela frondosa árvore, vai ver que gostoso que é. Ali sopra uma agradável brisa, e você vai poder descansar desse longo caminhar e desse sol que está muito quente.
Ah, e tem mais... é um silêncio que só se ouve o canto dos pássaros e o correr das águas de um riacho próximo. Bom de ficar pensando na vida... deixar o tempo passar.
Olha! E tem uma coisa nesse lugar que nem sei direito explicar. É assim uma energia, ou magia... Sei lá! E a noitinha, céu estrelado e luar, ai que se percebe melhor, ouço até música, acredita? Acho que é BLUE MOON.
Faz o seguinte, se puder e quiser: Lá pelas 8 horas da noite eu já estou ali no banquinho, então explico direitinho. E vou falar baixinho, porque é segredo, senão todo mundo vai saber e vai acabar o encanto do lugar. Mas na verdade nem é segredo, é mais um se deixar ouvir e sentir.
Ah, se você também ouvir a música, podemos até dançar, não é? Eu aqui comigo já viajei no tempo e vi você num lindo vestido de baile. No banquinho mágico o tempo não envelhece... passado e presente vivem sua real eternidade.
Lembrei de um texto do Rubem Alves: "... A vida inteira é um esforço para nos lembrar... Vez por outra ganhamos o beijo: vemos uma coisa bela e ficamos encantados. Por vezes, apaixonados. Isso quer dizer que fomos tocados por aquela beleza esquecida que um dia nós vimos. Fernando Pessoa pensava assim também. Aquela sua declaração de amor: “Quando te vi amei-te já muito antes, tornei a encontra-te quando te achei...” Então, a amada já estava dentro da sua alma, à espera... O encontro foi, na realidade, um re-encontro. Essa coisa bela que nos encanta, entretanto, não é a beleza pura que existe naquele reino espiritual. É apenas o seu breve cintilar, seu reflexo nas águas do tempo. O mundo está cheio de cintilações da eternidade. "
Autor: Eu no banquinho.