
sábado, 4 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
CARTAS DE AMOR


Sinto por ter demorado a escrever. É como se eu estivesse perdido... sem rumo, sem bússola. Vivo colidindo com as coisas, um pouco maluco, acho. Nunca estive perdido antes, você era meu norte. Sempre soube o caminho de casa, quando você era minha casa. Perdoe-me por ter ficado tão nervoso quando você partiu. Eu ainda acho que cometemos alguns erros... e espero que Deus os repare. Mas estou melhor, o trabalho me ajuda. Acima de tudo, você me ajuda.
Você me apareceu em sonho ontem, com aquele sorriso... que me prendia como um amante... embalava como uma criança.
Tudo que lembro do sonho é uma sensação de paz. Acordei com uma sensação... e tentei mantê-la enquanto foi possível. Estou escrevendo para dizer que estou viajando rumo a essa paz... e para dizer que sinto por muitas coisas. Sinto por não ter cuidado melhor de você... para que nunca tivesse um minuto de frio, medo ou doença... sinto por não ter buscado com afinco as palavras... para expressar o que eu sentia. Sinto por não ter consertado a porta de tela. Consertei agora. Sinto por ter brigado com você. Por não ter pedido mais desculpas. Eu era muito orgulhoso. Sinto por não feito mais elogios... tudo que vestia e ao modo como arrumava o cabelo.
Sinto por não tê-la abraçado com tanta força... que nem Deus poderia tira-la. Com todo amor, G.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
EVA CASSIDY

http://www.youtube.com/watch?v=ccCnL8hArW8
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eva_Cassidy
Eva cresceu na pequena cidade de Bowie, nas cercanias de Washington, DC. Desde sua infância, demonstrou ter talento artístico e musical. Sempre foi apaixonada por música, independentemente do estilo, e adorava ouvir rádio. Com um dom nato para harmonia, Eva aprendeu a tocar violão com seu pai e, juntamente com seus irmãos, integrou uma banda que se apresentava em reuniões familiares e festas escolares. Deixou de se apresentar com o grupo em razão de sua timidez.
Ao cursar o Ensino Secundário, se interessou por atividades artísticas e pela defesa dos direitos das minorias raciais. Nunca teve grande interesse em praticar ou acompanhar esportes e pouco namorava. Demonstrava também pouca ambição profissional.
Nessa época, ela se integrou como cantora a uma banda local chamada Stonehenge. Aos 18 anos, Cassidy iniciou sua carreira profissional, cantando e tocando violão na banda Easy Street, que se apresentava em casamentos, festas corporativas, bares com música ao vivo, executando vários estilos musicais.
Durante os anos 1980, Eva Cassidy se apresentou com várias bandas. Em 1986, conheceu o baixista e produtor musical Chris Biondo, que a encorajou a fazer registros em estúdio e ajudou a encontrar trabalho de backing vocal para bandas conhecidas no cenário musical da capital norte-americana.
Em 1990, Biondo e Cassidy criaram a Eva Cassidy Band, que se apresentava regularmente na região. Seu talento foi reconhecido localmente e, em 1993, Cassidy recebeu dois prêmios Wammie da comunidade musical de Washington, nas categorias Female Vocalist Roots/Traditional R&B e Vocalist Jazz/Traditional.
Finalmente, em janeiro de 1996, Cassidy gravou seu primeiro álbum solo - Live at Blues Alley. Em julho do mesmo ano, Eva foi diagnosticada com melanoma, já com metástases. Sua saúde piorou rapidamente e ela morreu em novembro com apenas 33 anos de idade.
Eva interpretando a canção Over The Rainbow alcançou o primeiro lugar nas paradas de sucesso da Grã-Bretanha, com mais de 1 milhão de cópias vendidas.
Em entrevista após ouvir a versão de Eva Cassidy para sua música Fields of Gold, Sting se comoveu ao ouvir uma voz tão pura e expressiva, e ficou feliz ao ver o talento da cantora ser reconhecido internacionalmente.
Veja o vídeo FIELDS OF GOLD em:
http://www.youtube.com/watch?v=ZGwDYBWEDSc
terça-feira, 30 de setembro de 2008
VAMOS VOLTAR PARA CASA ?

Há alguns dias falei de quando eu morei em outra cidade, que era uma hora triste quando eu saía do trabalho e não ia para casa, lar, morada, família, e ficava andando pelas ruas e esquinas até ir para a pensão dormir.
Agora achei este texto do J.G. de Araujo Jorge que diz bem dessa sensação: - Uma hora "sagrada" para mim é a hora da volta. A hora de voltar para casa. Acredito que seja uma "hora sagrada" para quase todos os homens.Ao fim do dia de trabalho, de preocupações, de luta, atirado ao mundo ilimitado de interesses e ambições, aquela expectativa de paz, de aconchego, do seu pequeno mundo entre quatro paredes.Os ingleses tem uma doce palavra que define esse porto de volta - "home".É o nosso lar.Tenho uma pena infinita daqueles que não podem voltar, ou não tem para onde voltar. São como pássaros que tivessem que permanecer em vôo, sem o embalo de um ramo, ou a quentura de um ninho.Na pressa do retorno, no fim da jornada, quando procuro os meios de condução, vez por outra surpreendo na ruas, nos bancos das praças, os vultos indigentes dos que não voltam, dos que terão de ficar, dos que vêem chegar a noite, indiferentes ao estranho burburinho humano que lembra o dos pardais, nas árvores da cidade.Então, não consigo evitar que um pensamento amargo turve o meu apressado egoísmo. E uma tristeza inevitável esvoaça por momentos como uma borboleta negra que entrasse por uma janela aberta.Todos nós, diariamente, ao entardecer, somos coo marinheiros de nós mesmos; navios que se avizinham do porto de origem. ansiamos por avistar a paisagem do coração, por encontrar os que nos são caros, os que justificam as partidas de todo dia, o cotidiano exílio do trabalho. O TEXTO NA ÍNTEGRA ESTÁ EM http://www.jgaraujo.com.br/nomundo/vamos_voltar_casa.htm
Mario Quintana disse em O VIAJANTE: "Eu sempre que parti, fiquei nas gares. Olhando, triste, para mim...”Porto Alegre 21/10/71.
AS CASAS DE ANTIGAMENTE
Clique sobre a imagem para ampliá-la.UMA CASA NA LEMBRANÇA.
Ainda existem casas aqui próximas como essa, que sobreviveram à SELVA DE PEDRA.
Trechos de um texto do J.G. de Araujo Jorge (1969):
Com a mecanização avassalante da vida moderna, muitas vezes me pergunto qual será a imagem do lar do futuro? A dona-de-casa trabalha fora, absorvida por mil e uma preocupações estranhas ao seu tradicional mundo doméstico; desaparecem as empregadas; os apartamentos se resumem a cubículos, com peças únicas, escamoteáveis, armários embutidos, sofás e poltronas-camas, quitinetes; aparelhos elétricos capazes de improvisar papas liquidificadas à guisa de refeições. Os filhos amontoam-se em camas-beliches, em espaços exíguos de camarotes de navio.
Bem que o guardo na memória, abrindo suas janelas altas, com grades de ferro, para a rua; o jardim lateral, a grande amendoeira, as acácias. Casas com telhados coloniais; janelas com gelosias românticas; amplas varandas com cadeiras de balanço, com redes preguiçosas, arrastando franjados no assoalho; quintais com uma infinita variedade de árvores, cada vez mais raras: abieiros, caramboleiras, sapotizeiros.
Mas não trocaria, por nada deste mundo, algumas das casas da minha infância, intactas, de pé, nas ruas da memória e do coração. As casas são como seres que nos envolvem, com suas paredes, nos abrigam e protegem; nos falam; partilham de tantos dos nossos momentos; nos amam e passam, e às vezes morrem. Veja na íntegra em http://www.jgaraujo.com.br/nomundo/uma_casa_lembranca.htm







