quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

MEUS PAIS EM SÃO PAULO...


Meus pais, nascidos em Minas Gerais (Sul de Minas- 1913/15)), começaram suas vidas juntos em São Paulo, onde nasceu meu irmão mais velho (vide fotos e respectivos locais em 1940). Um dia vieram para o Rio onde já vivia grande parte da família, onde eu e o irmão mais novo nascemos e moramos.
Quando eu morei em SAMPA por 5 anos (anos 60/70), eles iam sempre nos visitar, e adoravam passear por São Paulo, lembrando os lugares que moraram num tempo de correrias da vida que mal puderam aproveitar passeando.
Eles se foram há alguns anos, mas estão bem vivos em nossas lembranças. Meu pais adoravam cinema, música e fotografia, e se estivessem aqui nestes tempos virtuais e digitais provavelmente teriam um blog, então eu os coloco aqui para continuarem seus caminhos e pedaladas pela imensa infovia.

LADEIRA...





foto e photoshop ney.
Uma ladeira assim de muitas histórias, saudades, chão de pedras, escadarias, sobrados, terraços, trepadeiras, caramanchões, pessoas nas varandas, nos portões, lampiões, crianças brincando, sentar e descansar nos degraus, namorar, prosear, ir até lá em cima na igrejinha, ver do alto a paisagem, o céu estrelado. Realidade ou fantasia, lembranças ou imaginação, vida, rotina e poesia, num sobe e desce incessante...

domingo, 30 de janeiro de 2011

CINEMAS DE NITERÓI









































































Vale assistir esses ótimos vídeos indicados no final deste texto, que dizem bem dos cinemas de Niterói, de toda essa história do cinema chegando no Brasil, em nossas cidades, encantando a todos com sua imensa fábrica de sonhos a nos alegrar a vida.
Em postagens anteriores já falei dos cinemas de Niterói, incluído em temas como ANOS DOURADOS etc. Comentários recentes acabaram por me entusiasmar e voltar ao assunto.
Sempre fui um cinéfilo, e lá muito criança meu pai já me levava no Pholytheama ou São Luiz (Lgo do Machado), próximos da Rua Paissandu onde nasci - Flamengo/Rio de Janeiro.
Meu pai trabalhou um bom tempo como projecionista de cinema numa cidade de Minas Gerais, assim como o ALFREDO de Cinema Paradiso, por isso adorava cinema, e tinha um álbum com todos os artistas famosos da época, e uma imensa discoteca onde nunca faltavam as grandes orquestras do cinema. Quando nos mudamos para Niterói eu já ia ao cinema sozinho, e vale dizer que aqui já tínhamos exibições de cinema nas ruas (Nóbrega e Largo do Marrão), chamado CINE PROPAGANDA FLUMINENSE - uma tela montada sobre um JEEP alegrando a garotada na rua (simplesmente inesquecível). Acho que tudo que vivemos de cinema em Niterói está em CINEMA PARADISO, esse belo filme que encantou o mundo com a história dos cinemas, dos filmes, dos frequentadores, histórias de amor, e que na versão completa (em algumas locadoras), ficou ainda melhor.
O Cinema Mandaro para mim marca profundamente o início de tudo. Na sessão das 14h. (matinê), passavam 2 filmes seguidos, levávamos até lanche para o cinema. A bomboniere na entrada do cinema e as balas, chocolates, chiclets, com destaque para o drops live savers (Salva Vidas). E as cortinas se abriam, pelo que lembro, ao som de Moonlight Serenade (Glenn Muller). E todo ano, no dia das crianças, a entrada era grátis e o filme O CONDE MONTE CRISTO. E são muitas histórias que vão ser melhor contadas nos já referidos vídeos que seguem.
No Cine São Bento, aos domingos pela manhã, tinha festival Tom & Jerry e Flash Gordon. O São Bento já estava preparado para o cinemascope, e acho que a estréia foi com BEN-HUR. Nessa época, os lanterninhas não conseguiam impedir nossos namoros no "escurinho do cinema". Estávamos bem nos ANOS DOURADOS dos sonhos hollywoodianos, do perfume Lancaster, calça jeans LEE, chiclets Adams, Bazooka, drops Dulcora, vestido saco, tubinho, mini-saia, bailes de formatura, concurso Miss Brasil/Universo, Brasil campeão do mundo, lambretas, rock and roll, Bossa Nova, o mundo explodia em tantas mudanças econômicas, políticas e sociais.
O belo Cinema Icarai sempre lotado, o Cassino e o Grill (antigo cassino), O Imperial, Central, Odeon/Niterói, Eden, Rio Branco, todos no centro, o Alameda no Fonseca. E salas menores em Shoppings de Icarai (Center, Cinema 1, Windsor). Niterói esteve presente nos primórdios do cinema do Brasil e sempre entre as cidades com mais salas de cinema no país.
Por volta de 1992 Niterói passou por grandes transformações de todas as naturezas, o início da construção do MAC e do Caminho Niemeyer, os ENCONTROS CULTURAIS com outros países, eventos em diversos pontos da cidade etc. Eu frequentava o CALÇADÃO CULTURAL da Livraria Ideal, e com a ajuda do Mônaco e do Pimentel (que estão nos vídeos que seguem), e outros sempre ligados a história da cidade, resolvi editar um vídeo amador sobre Niterói. Tinha alguns livros, fotos e documentos, vivência das ruas, assisti como ouvinte algumas reuniões do Instituto Histórico de Niterói, consultei e tive muita ajuda da Biblioteca Pública, da Funiarte, da UFF, do Museu Histórico Nacional. Surgiu um concurso Vídeo Memória do Estado do Rio de Janeiro e me animei em participar. Deveria falar em, no mínimo 50 minutos, sobre histórias e cotidianos da cidade. Foi bem amador, sem intenções comerciais, utilizando apenas uma câmera e um vídeo (VHS), mas recebi um diploma de Menção Honrosa da Secretaria Estadual de Cultura, com a entrega dos prêmios na Fundação Museu da Imagem e do Som. O meu trabalho representou Niterói e foi citado no jornal da Cidade (Verbo & Imagem). Muita boa essa convivência, essa atenção de todos, esse aprendizado.
E vieram os novos tempos dos cinemas em shoppings, das vídeos locadoras, e com isso fomos perdendo belas e inesquecíveis salas de cinema. O Cine Arte da UFF veio ocupar esse espaço com muitos filmes de arte, os ditos alternativos, mais focados nos enredos que nos efeitos especiais. Os vídeos que seguem vão dizer melhor:

TOTÓ, PEBOLIM...




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fotos ney (clique para ampliá-las)
Pois é, o novo e o velho, também aqui nesse jogo e conhecido brinquedo divertindo gerações.
Puxa! Que diferença... um tão novinho, o outro bem velho. Maldade!
Ainda bem que sempre encontramos um jeito de dizer melhor, sentir, superar, e arrumamos palavras mágicas: Nós, da terceira idade, ou melhor idade, ou simplesmente terceirona, nos entendemos VETERANOS, SÊNIORES, deixando para trás os significados originais de idosos, anciões. Os mais jovens chamamos de INICIANTES, JUNIORS. E vamos em frente enquanto a partida não termina, com direito a prorrogação etc. (rs)
Eu gostava tanto do futebol TOTÓ que fiz um em madeira, os jogadores eram de ponta de cabo de vassoura. E fazíamos nossos times de futebol de botão, nossas pipas (cafifas), balões, bolas de meia, vivíamos as ruas e a criatividade das brincadeiras. Bons tempos!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

UM OLHAR DIFERENTE



















fotos e phtoshop ney (clique para ampliá-las)
Quem não lembra dos coloridos CALEIDOSCÓPIOS? Um brinquedo que sempre encantou crianças e adultos com suas cores e diferentes imagens.
As imagens registram momentos e estão cada vez mais em foco no mundo das comunicações. Ajudam na construção do conhecimento, mexem com nossos sentimentos, sonhos e realidades.
Nelas podemos ver mais e melhor dentro de tudo, e enxergar algo novo. E podemos também organiza-las numa composição, de modo que uma única imagem possa nos dizer desses nossos diferentes passos, circunstâncias e crescimentos no tempo (fotos anexas). E cada elemento (janelas, portas, corredores, móveis, jardins etc.) a nos lembrar momentos significativos. Assim como num caleidoscópio, juntar pedaços criando e recriando novas e diferentes imagens, que possam ainda mais nos encantar a vida
Por isso, também, coloquei uma outra imagem, pedalando pela orla, e a fiz ainda mais intensa e vibrante no photoshop, deixando fluir o imaginário, para que padrões e conceitos únicos não impeçam um olhar diferente da natureza e tudo a nossa volta. Vale sempre interagir com as imagens, vê-las em diferentes ângulos e situações. Muitos chamam de visão caleidoscópica. (ney)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A TURMA DA MADRUGADA


foto ney (clique para ampliá-la)
Essa turma da madrugada não é aquela da boemia, essa acorda cedo e vai para orla caminhar, pedalar, alongar, e alongando o corpo pode alongar a vida.
A maioria é da terceirona (terceira idade), que não quer só viver o ontem, quer o hoje e o amanhã, até enquanto dure.
E eu vou registrando os momentos para não deixá-los passar despercebidos, e assim vou também vivenciando etapas, no click/click da máquina e nas batidas do coração.