sábado, 20 de março de 2010

CASAS SIMPLES II


Ah, essa casa estava de porta e janelas fechadas na postagem anterior, então lembrei da música do Galvão e Moraes Moreira: “Abre a porta e a janela, e vem ver o sol nascer... Eu sou um pássaro que vivo avoando sem nunca mais parar.”
Que pena! As casas vivem fechadas e gradeadas, com alarmes e câmeras, até seguranças. Ninguém chega na janela, só fica vendo TV, pior que na telinha só tem violência e big bobagens. Crianças sem as ruas, moradores sem vizinhos, nem dá para conversar no portão. E olho vivo na hora de entrar e sair. Um jardim tão bonito e nem dá tempo de apreciar. (ney).

OUTONO


foto ney.
CANÇÃO DE OUTONO

Perdoa-me, folha seca, não posso cuidar de ti. Vim para amar neste mundo, e até do amor me perdi. De que serviu tecer flores pelas areias do chão, se havia gente dormindo sobre o próprio coração? E não pude levantá-la! Choro pelo que não fiz. E pela minha fraqueza é que sou triste e infeliz. Perdoa-me, folha seca! Meus olhos sem força estão velando e rogando áqueles que não se levantarão... Tu és a folha de outono voante pelo jardim. Deixo-te a minha saudade - a melhor parte de mim. Certa de que tudo é vão. Que tudo é menos que o vento, menos que as folhas do chão... Cecília Meireles

sexta-feira, 19 de março de 2010

OUTONO CHEGANDO (clique aqui)



foto ney - Lago Comary - Teresópolis-RJ. Começa amanhã o outono, sábado, 20 de março de 2010. Veja o vídeo no link acima (Título).

quinta-feira, 18 de março de 2010

CASAS SIMPLES




foto ney. Foi uma aventura e tanto esse longo caminhar, que explica um pouco esse blog miscelânea de assuntos, já que foram momentos diversos.
Tudo começou na Rua Paissandu das belas residências e palmeiras, onde passava o Presidente com seus batedores para o Palácio do Governo bem próximo. O Rio era Capital do Brasil, morávamos numa vila de casas bem antigas. Depois fomos para Nilópolis, na época subúrbio do Rio, o ir e vir nos trens da Rede Ferroviária Central do Brasil. “Casas simples com cadeiras na calçada, na fachada escrito em cima que era um lar...” (Gente Humilde – Chico Buarque).
Já em Niterói passamos dos trens para as barcas atravessando a Baía da Guanabara. Bons tempos das ruas, jogo de bola, pipas, anos dourados, bailes de formatura. Depois 1 ano de Exército, a faculdade de Economia, 5 anos em SAMPA, os filhos, netos, a aposentadoria. Desejo que ainda tenha chão. E vamos nós seguindo, amando, aprendendo, trocando, crescendo.

Existe muita magia e poesia nesses cotidianos, o som dos trens nos trilhos, das barcas apitando, as bandas tocando nos coretos das pracinhas, os namoros, encontros e desencontros, tudo isso vai ficando e refletindo nas águas do tempo, e nos dizendo em muitos momentos, compondo a música da vida. (ney)

quarta-feira, 17 de março de 2010

MINHA HISTÓRIA (clique aqui)









MINHA HISTÓRIA - Chico Buarque
(fotos ney)

Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente

Ele assim como veio partiu não se sabe pra onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
Esperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido cada dia mais curto

Quando enfim eu nasci minha mãe embrulhou-me num manto
Me vestiu como se fosse assim uma espécie de santo
Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher
Me ninava cantando cantigas de cabaré

Minha mãe não tardou a lertar toda a vizinhança
A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança
E não sei bem se por ironia ou se por amor
Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor

Minha história é esse nome que ainda hoje carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome Menino Jesus

terça-feira, 16 de março de 2010

ESPIRITUALIDADE


foto ney - Igreja São Francisco Xavier - Niterói-RJ.

A vida é um constante aprender, perceber, constatar, que se torna um conhecimento quando formamos uma idéia clara e definida na consciência. São muitas correrias, circunstâncias, nem sempre podemos refletir, encontrar a melhor harmonia espiritual e física. Além disso, sofremos influências de pessoas próximas e do pensamento universal ao longo do tempo.
Dos preceitos religiosos foi dito que eu deveria acreditar em todos, como dogmas, mesmo que a missa fosse em Latim. Adorar a Deus, meus pais só poderia amar. Mas tudo bem, em se tratando de amor eu não ia complicar. Estudei em colégio católico, mas convivi bem com todos a minha volta. De um modo ou de outro, cheguei numa espiritualidade de paz e amor, sem verdades absolutas. A foto foi só um dos jeitos de dizer desses sentimentos, o que mais conheci, mas devem todos nos libertar e fazer amar. (ney).

segunda-feira, 15 de março de 2010

CHUVA E APAGÃO


Mas este março é mesmo atrapalhado fechando o verão, com tanta água, pau, pedra, resto de toco, caco de vidro, como diz a bela canção do Tom Jobim (Águas de março). Um calor sufocante, melado, o ar parado, trazendo no final do dia as tempestades.
E foram muitos bairros sem luz, lembrando os tempos de antigamente, eu bem que sempre achei esquisita essa palavra PRIVATIZAÇÃO, onde se paga muito por pouco, e nem podemos reclamar, porque não atendem os consumidores. Lucro abusivo não combina com utilidade pública (foram umas 8 horas sem energia, fora o indo e voltando, os piques que detonam os aparelhos domésticos. E nem precisa tanta chuva e vento.