terça-feira, 15 de setembro de 2009

LEVANTANDO VÔO (clique aqui)



















Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)

São esses momentos que parecem já existir dentro de nós, e quando se revelam, nos surpreendem e encantam. Foi o que senti quando cliquei essa imagem, que parecia já existir na minha memória, talvez nos sonhos, ou desejos. Como diz Rubem Alves num dos seus belos textos, fui cativado pela graciosidade e harmonia dos movimentos dessa bela ave, um Atobá que tive a felicidade de fotografar, quando levantava vôo na Praia de Geribá, em Búzios-RJ. Porque foi todo um contexto, as pedras, os barcos, a montanha e a praia ao fundo, num encontro de céu e mar num belo dia azul. Seguindo o texto:
"Platão, quando queria explicar aquilo que não podia ser explicado, inventava um mito. Um dos seus inexplicáveis era a experiência do belo. Por que achamos uma coisa bela? Aí ele inventou que antes de nascer todos nós vivemos num reino espiritual onde se encontram todas as coisas belas do universo. Quando nascemos nos esquecemos delas. Mas não de todo. Elas permanecem adormecidas, tal como na estória da Bela Adormecida, à espera do beijo que as fará acordar. A vida inteira é um esforço para nos lembrar... Vez por outra ganhamos o beijo: vemos uma coisa bela e ficamos encantados. Por vezes, apaixonados. Isso quer dizer que fomos tocados por aquela beleza esquecida que um dia nós vimos. Fernando Pessoa pensava assim também. Aquela sua declaração de amor: “Quando te vi amei-te já muito antes, tornei a encontra-te quando te achei...” Então, a amada já estava dentro da sua alma, à espera... O encontro foi, na realidade, um re-encontro. Essa coisa bela que nos encanta, entretanto, não é a beleza pura que existe naquele reino espiritual. É apenas o seu breve cintilar, seu reflexo nas águas do tempo. O mundo está cheio de cintilações da eternidade. Mas, para se perceber a eternidade que mora neles é preciso que os olhos saibam ver... Você acha estranho que a eternidade seja refletida num pássaro? Não devia. Afinal de contas os poemas sagrados dizem que o Espírito Santo tem a forma de um pássaro."
E para a beleza desse momento, encontrei uma música que nos diz bem desses encantos, a antiga e bela canção Somewhere over the rainbow, que para mim, na voz de Eva Cassidy, se transforma realmente numa viagem e numa das mais belas interpretações: Clique no TÍTULO acima. ney.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DELICADEZA (clique aqui)



















Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney) - Recebi numa mensagem da Ana (teu olhar no meu), adorei o texto e estou postando aqui.

Sei que viver está cada vez mais dificultoso.
Mas talvez por isto mesmo ou talvez devido a esse setembro azulzinho, a essa primavera que vem aí, o fato é que o tema da delicadeza começou a se infiltrar, digamos, delicadamente nesta crônica, varando os tiroteios, os seqüestros, as palavras ásperas e os gestos grosseiros que ocorrem nos cruzamentos da televisão ou do cinema com a própria vida.
VEJA NA ÍNTEGRA O BELO TEXTO DO AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA no blog dele, clicando no TÍTULO acima, ou aqui: http://www.affonsoromano.com.br/blog/index.php?titulo=307

domingo, 13 de setembro de 2009

O CASAMENTO DO ANO (clique aqui)

Muito riso e alegria, vale conferir, sucesso no youtube. Apesar de muitos acessos, está abrindo rápido.

CONTRÁRIOS (para o vídeo clique aqui)



















Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)
Contrários
Só quem já provou a dor... quem sofreu, se amargurou... viu a cruz e a vida em tons reais. Quem no certo procurou... mas no errado se perdeu... precisou saber recomeçar.
Só quem já perdeu na vida... sabe o que é ganhar... porque encontrou na derrota algum motivo para lutar. E assim viu no outono a primavera... descobriu que é no conflito que a vida faz crescer. Que o verso tem reverso... que o direito tem o avesso... que o de graça tem seu preço... que a vida tem contrários. E a saudade é um lugar... que só chega quem amou... e o ódio é uma forma... tão estranha de amar.
Que o perto tem distâncias... e o esquerdo tem direito... que a resposta tem pergunta... e o problema, a solução. E que o amor começa aqui... no contrário que há em mim... e a sombra só existe, quando brilha alguma luz. Só quem soube duvidar... pôde enfim acreditar... viu sem ver e amou sem aprisionar. Quem no pouco se encontrou... aprendeu multiplicar... descobriu o dom de eternizar. Só quem perdoou na vida, sabe o que é amar... porque aprendeu que o amor só é amor. Se já provou alguma dor... e assim viu grandeza na miséria... descobriu que é no limite... que o amor pode nascer. Padre Fabio de Melo.
Para ver o vídeo clique no TÍTULO acima.

sábado, 12 de setembro de 2009

VELHO BARCO ENCALHADO



















Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney).

Depois de navegar por esses mares, sob a luz do sol, da lua e das estrelas, deslizando em águas tranqüilas, enfrentando tempestades, perdi a força, o rumo, o norte, acabei encalhado aqui na areia.
Ah, é assim mesmo... quem sabe passa alguém por aqui e tira uma foto, e me leva para navegar no ciberespaço, na blogosfera, e faz de mim uma imagem com alguma poesia, melhore meu visual no photoshop, talvez conte algumas aventuras, reais ou virtuais, histórias de pescador... (ney)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O AMOR


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Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites, não podemos crescer emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um. Fernando Pessoa

O AMOR ROMÂNTICO



















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O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida. Fernando Pessoa