terça-feira, 9 de junho de 2009

A ABELHA



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A abelha para o Ney:
- Seu abelhudo, estou de olho em você, se chegar mais perto com essa câmera vai levar uma ferroada. Estou aqui tirando o néctar da flor e vem você bisbilhotar?
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Nada se assemelha à alma como a abelha. Esta voa de flor para flor, aquela de estrela para estrela. A abelha traz o mel, como a alma traz a luz. Victor Hugo.

IMAGENS DO OUTONO














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A poesia do outono: http://www.orizamartins.com/outono-oriza-e-eu.html

segunda-feira, 8 de junho de 2009

OUTONO NA MONTANHA














Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney). E hoje voltei na montanha, estava um frio gostoso, um céu azul, cores de outono (Teresópolis-RJ)

sábado, 6 de junho de 2009

TERESAS OU TEREZAS





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Uma coisa leva a outra... e sobre essas linguagens de época, assunto que abordei na postagem anterior, acabei por ler mais a respeito e encontrei esse belo trabalho no endereço que segue... http://74.125.47.132/search?q=cache:2NYSZEwZzWoJ:www.seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/article/view/5074/2918+poema+tereza+de+manuel+bandeira&cd=8&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

O moderno reescreve o romântico, diálogo entre Castro Alves e Manuel Bandeira (Dinara de Ávila Foresti). Ali estão dois textos poéticos sobre as TERESAS dos dois poetas. Trascrever aqui as duas poesias deixaria a postagem ENORME, mas estão na íntegra e comentadas no referido endereço.
Por acaso, foi Teresa, chamávamos de Teresinha, a primeira amiga ou possível namorada dos meus tempos de criança. Nasci e morei numa vila da Rua Paissandu, Flamengo, no Rio de Janeiro (foto acima), era um correr de casas geminadas, no final uma escadaria que levava a outras casas junto a uma pedreira. Quase um cortiço, e morávamos eu, o irmão mais velho e meus pais num quarto de uma das casas - "Casa de Cômodos". Teresinha era filha de um português que tinha uma serraria no final da vila, e sempre brincávamos juntos.
E veio nos ANOS DOURADOS a TERESA DA PRAIA, de Billy Blanco e Jobim, muito cantada na época por Lucio Alves e Dick Farney, neste ano por Roberto Carlos e Caetano Veloso (vídeo que segue)... http://www.youtube.com/watch?v=OOwzZ2GHg44

quinta-feira, 4 de junho de 2009

IMAGENS QUE NOS TRANSPORTAM NO TEMPO










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Do alto da escada do belo jardim do solar, calça jeans e celular, um modo de ser destes nossos tempos, fui envolvido pela magia de todo aquele contexto histórico que se vive nas sombras das árvores, na suave brisa, no canto dos pássaros, na rica construção de 1872 (Solar do Jambeiro-Niterói-RJ).
Nesse clima, fiquei imaginando uma bela dama daqueles tempos surgindo numa daquelas janelas, por entre as cortinas enfunadas pelo vento, uma suave música vindo do interior da magnífica residência.
Foi então que lembrei das palavras de José de Alencar em A SENHORA (1875), e ela assim apareceu:
"A gentil menina surgira de sua pensativa languidez, como uma estátua de cera que transmutando-se em jaspe de repente, se erigisse altiva e desdenhosa, desferindo de si os lívidos e fulvos reflexos do mármore polido. Ela caminhou para as janelas, e com petulância nervosa, suspendeu impetuosamente as duas venezianas, que pareciam um peso excessivo para sua mão fina e mimosa. A torrente da luz precipitando-se pela abertura das janelas, encheu o aposento; e a moça adiantou-se até a sacada, para banhar-se nessas cascatas de sol, que lhe borbotavam sobre a régia fronte coroada do diadema de cabelos castanhos e desdobravam-se pelas formosas espáduas como uma túnica de ouro. Embebia-se de luz. Quem a visse nesse momento assim resplandecente, poderia acreditar que sob as pregas do roupão de cambraia estava a ondular voluptuosamente a ninfa das chamas, a lasciva salamandra, em que se transformara de chofre a fada encantada".
Bem, sobre essas exuberâncias de linguagem e imaginação, o próprio José de Alencar faz algumas considerações no início do livro, dizendo-se mais sóbrio em suas escritas, e sem ilusões e entusiasmos. Mas, consciente que as tirando poderia sacrificar a estética e o mais delicado matiz do livro. Veja na íntegra em http://www.bibvirt.futuro.usp.br/content/view/full/1866.