quarta-feira, 27 de maio de 2009

PAISAGEM DE LUAR



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Na nitidez do ar frio, de finas vibrações de cristal, as estrelas crepitam… Há um rendilhamento, uma lavoragem de pedrarias claras, em fios sutis de cintilações palpitantes, na alva estrada esmaltada da Via-Láctea. Uma serenidade de maio adormecido entre frouxéis de verdura cai do veludo do firmamento, torna a noite mais solitária e profunda. O Mar, pontilhado dos astros, faísca, fosforesce e rutila, agitando o dorso Glauco. E, de leve, de manso, um clarão branco, lânguido, lívido vem subindo dos montes, escorrendo fluido nas folhagens, que prateiam-se logo, como se fabuloso artista invisível as prateasse e as polisse. A lua cheia transborda em rio de neve na paisagem, e, no mar, há pouco apenas fagulhante da iriação das estrelas, a lua jorra do alto. Por ele afora, pelo vasto mar espelhado, pequenas embarcações se destacam agora, alígeras, lépidas, à pesca da noite, velas brancas serenas, sob a constelação dos espaços... CRUZ E SOUZA.

VITALIZAÇÃO



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Há uma irradiação larga e opulentíssima nos ares. Esbraseamento do sol do fim da tarde dá fortes verberações quentes à paisagem, que resplandece, e de cuja vegetação estuante de calor parecem rebentar as raízes túmidas de seiva, como veias imensas latejando de sangue oxigenado e vivo. Nessa elaboração enorme da Terra que procria e fecunda, na gestação desses mundos que, como astros, gravitam talvez em cada grão de areia, pululando e vibrando, a Natureza é como uma grande força animada e palpitante, dando entendimento e sentimento à Matéria e fazendo estacar a vida no profundo ocaso da Morte.
E, daí a pouco, a Lua, através das matas do vale, anelante e álgida, surgirá, rasgará d’alto as nuvens do céu, acordando os aromas adormecidos, cristalizada, vagarosa e tristemente, como uma dor que gelou… CRUZ E SOUZA.

terça-feira, 26 de maio de 2009

BELAS MONTANHAS






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E bastam alguns quilômetros estamos fora do trânsito intenso, do ruído das grandes cidades... Do nível do mar às altas montanhas, natureza exuberante, temperaturas amenas, frio mesmo, rios e cachoeiras de águas cristalinas, geladas, correndo pelas pedras, formando poços, gostosas para um mergulho sob o sol quente. No frio a fome aumenta, os restaurantes oferecem bons cardápios, ou boas e variadas opções de comida a peso, estruturas típicas de montanha (cabanas etc.), locais aconchegantes. Viva a natureza que resiste aos nossos estragos. ney/

segunda-feira, 25 de maio de 2009

ESCADAS DE CARACOL


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Escadas de caracol sempre são misteriosas: conturbam... Quando as desce, a gente se desparafusa... Quando a gente as sobe, se parafusa (...)
Pensa, pensa - o quanto antes! Naquelas pobres escadarias de madeira das casas pobres - escurinho dos teus primeiros aconchegos... Pensa em cascatas de risos, escada abaixo, de crianças deixando a escola... Pensa na escada do poema, que tu comigo vens descendo... Mario Quintana.

JANELA


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O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar. Carlos Drummond de Andrade.

Entre muitas outras coisas, tu eras para mim uma janela através da qual podia ver as ruas. Sozinho não o podia fazer. Frans Kafka.

Quando abro a cada manhã a janela do meu quarto, é como se abrisse o mesmo livro numa página nova... Mário Quintana.

A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau. Mark Twain.

Um livro e como uma janela. Quem não o lê, é como alguém que ficou distante da janela e só pode ver uma pequena parte da paisagem. Kahlil Gibran.

NA MONTANHA

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Serra dos Órgãos (Dedo de Deus) - Teresópolis-RJ.

DO MAR PARA A MONTANHA























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Passeio a Teresópolis/Friburgo (Dedo de Deus/Cachoeira dos Frades, Lago Comary etc.). Mais um belo dia azul.