sábado, 14 de março de 2009

A VIDA



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O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. João Guimarães Rosa

É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado. Guimarães Rosa.

Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando." - Guimarães Rosa.

sexta-feira, 13 de março de 2009

CARAMANCHÃO


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Este caramanchão me lembra os idos tempos da juventude. Vínhamos aqui “estudar” e só falávamos de namoro, tanto que um dia as folhas de estudo se desprenderam do fichário e deixamos, rindo muito, que o vento as levassem para o lago. Tinha razão minha mãe de não acreditar muito na inspiração estudiosa do filho, mas depois veio o juízo e cheguei na universidade. Nessas imitações em cimento de troncos e galhos-cipos (foto), podemos ver diversas inscrições de namorados, as setas do cupido atingindo corações. Saudades dos bons tempos de namoro, quando tínhamos toda uma vida pela frente e o mundo era NÓS DOIS. Ah, ela está trabalhando, o aposentado aqui sou eu, dando minhas pedaladas e fotografando. Mas está nos pensamentos, no dia-a-dia, nessa convivência de 49 anos.

Caramanchão em flor: http://www.recanto.poetico.nom.br/rose/caramanchao/caramanchao2.htm

INTERNET

AVISO: Estou com alguns problemas de acesso a internet, principalmente no hotmail. Aqui está OK. ney///

quarta-feira, 11 de março de 2009

CREPÚSCULO





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Crepúsculo, diz o dicionário: Claridade frouxa que precede o clarão do dia e a escuridão da noite, ocaso. Eu não diria "frouxa", mas suave, tênue, tranquila, romântica. Num comentário a um dos meus posts, recebi o belo texto que segue:
"Nasce o sol, e não dura mais que um dia, depois da Luz se segue a noite escura, em tristes sombras morre a formosura, em contínuas tristezas a alegria. Porém, se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, porque não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? ... Começa o mundo enfim pela ignorância, e tem qualquer dos bens por natureza, a firmeza somente na inconstância." - Gregório de Matos.
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"Firmeza na inconstância", que pode parecer contraditório, acabou por me fazer procurar saber mais a respeito do autor, do texto, de quando foi escrito, pois sempre achei que a inconstância tem também um pouco de não querer ser sempre igual, não ter uma verdade absoluta, mas ser capaz de se ajustar às diversas circunstâncias e realidades, até porque a vida é mesmo um mistério, um eterno caminhar, aprender.
O escritor Gregório de Matos Guerra, nascido na Bahia, provavelmente a 20 de dezembro de 1633, firma-se como o primeiro poeta brasileiro. Após os primeiros estudos no Colégio de Jesuítas, vai para Coimbra, onde se gradua em Direito. Apesar de ser conhecido como poeta satírico – daí o apelido "Boca do Inferno" –, Gregório também praticou, e com esmero, a poesia religiosa e a lírica.
Sobre o texto acima... O tema da fugacidade do tempo, da incerteza da vida, é desenvolvido por meio de um jogo de imagens e idéias que se contrapõem, num sistema de oposições: nasce x não dura; luz x noite escura; tristes sombras x formosura; acaba x nascia. O espírito Barroco é cabalmente expresso no célebre dilema do 3º ato de Hamlet, de Shakespeare: "To be or not to be, that is the question". ("Ser ou não ser, eis a questão...")
Temas contraditórios: Há o gosto pela confrontação violenta de temas opostos;
Efemeridade do tempo e carpe diem: O homem barroco tem consciência de que a vida terrena é efêmera, passageira, e por isso, é preciso pensar na salvação espiritual. Mas já que a vida é passageira, sente, ao mesmo tempo, desejo de gozá-la antes que acabe, o que resulta num sentimento contraditório, já que gozar a vida implica pecar, e se há pecado, não há salvação.
"...Gozai, gozai da flor da formosura, antes que o frio da madura idade..." - Conflito espiritual: O homem barroco sente-se dilacerado e angustiado diante da alteração dos valores, dividindo-se entre o mundo espiritual e o mundo material. (Talvez como nos dias de hoje - observação minha).LEIA MAIS do interessante trabalho em: http://netopedia.tripod.com/Literatura/barroco.htm


terça-feira, 10 de março de 2009

AMOR




















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segunda-feira, 9 de março de 2009

MENTIRAS CONSENSUAIS














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MENTIRAS CONSENSUAIS (Martha Medeiros) - Imagens de mentiras tiradas do google.

Existem pessoas felizes e pessoas infelizes, e todas elas se questionam. Umas bebem champanha e outras água da torneira, e se fazem as mesmas indagações.Se existe uma coisa que nos unifica são as dúvidas que trazemos dentro. São pequenas angústias que se manifestam silenciosamente, angústias que não gritam, ou gritam somatizadas em úlceras, insônias e depressões. Angústias diante das mentiras consensuais.O que são mentiras consensuais? São aquelas que todo mundo topou passar adiante como se fosse verdade.Aquelas que ouvimos de nossos pais, eles de nossos avós, e que automaticamente passamos para nossos filhos, colaborando assim para o bom andamento do mundo, para uma sanidade comum.O amor, o sentimento mais nobre e vulcânico que há, tornou-se a maior vítima deste consenso.Mentiras consensuais: o amor não acaba, não se pode amar duas pessoas ao mesmo tempo, quem ama quer filhos, quem ama não sente desejo por outro, amor de uma noite só não é amor, o amor requer vida partilhada, amor entre pessoas do mesmo sexo é antinatural. Tudo mentira.O amor, como todo sentimento, é livre. É arredio a frases feitas, debocha das regras que tentam lhe impor. Esta meia dúzia de coordenadas instituídas como verdades fazem com que muitas pessoas achem que estejam amando errado, quando estão simplesmente amando.Amando pessoas mais jovens ou mais velhas ou do mesmo sexo ou amando pouco ou amando com exagero, amando um homem casado ou uma mulher bandida ou platonicamente, amando e ganhando, todos eles, a alcunha de insanos, como se pudéssemos controlar o sentimento. O amor é dono dele mesmo, somos apenas seu hospedeiro. Há outros consensos geradores de angústia: o mito da maternidade, a necessidade de um Deus, a juventude eterna.Sobem e descem de ônibus milhares de passageiros que parecem iguais entre si, porém há entre eles os que não gostam de crianças, os que nunca rezaram, os que estão muito satisfeitos com suas rugas e gorduras, os que não gostam de festas e viagens, os que odeiam futebol, os que viverão até os cem anos fumando, os que conversam telepaticamente com extraterrestres, os ermitões, enfim, os desajustados de um mundo que só oferece um molde.Todos nós, que estamos quites com as verdades concordadas, guardamos, lá no fundo, algo que nos perturba, que nos convida para o exílio, que revela nossa porção despatriada. É a parte de nós que aceita a existência das mentiras consensuais, entende que é melhor viver de acordo com o estabelecido, mas que, no íntimo, não consegue dizer amém. Martha Medeiros

SHOW DE BOLA

http://www.youtube.com/watch?v=IqTSl4Jme0Y