
sábado, 7 de março de 2009
NA FOTO
sexta-feira, 6 de março de 2009
INFÂNCIA LÁ PELOS "ANOS DOURADOS"

Quadro Pipas - Portinari
Pipa, cafifa, estilão, pião, morcego, arraia, linha 10, cerol, cabresto, rabióla, dar dibico, cruzar, cortar, aparar... landola; bola de gude, búlica (marraio, feridô, sou rei); pular corda, amarelinha, pular carniça (pastelão quente, unha de gavião, escrever carta para a namorada); Pular o muro, subir em árvore; futebol de rua (racha, pelada... bola pelo alto não sai, pára a bola que a senhora vai passar); soltar balão (6 folhas, 12, 40 etc. balão pião, tangerina, caixa, com lanterninhas, quadro, fogos); futebol de botão (de galalite, coco, ficha de pôquer, fazer a bainha, passar a gilete, bombril, encerar, folha seca, prepara!); Peteca; jogar taco; jogar malha; brincar de finco; BAFO, bater figurinha; bambolê; iô iô; pião (fieira, camarão, machadinha, rachar); Pique bandeira, bandeirinha, pique esconde; carrinho de rolimã; patinete, velocípede, patins, bicicleta; perna de pau; andar em cima de lata presa com um barbante; puxar lata com areia dentro (arame de eixo e barbante para puxar); guerra de mamona; com as meninas... (boneca, fazer comidinha, anel, pêra/uva/maçã, preencher questionário); bilhar, sinuca; ping pong (cortada, casquinha, queimou).
Dia das crianças o cinema passava, todo ano... O Conde de Monte Cristo (versão bem antiga)... no Cinema Mandaro as cortinas se abriam ao som de Moonlight Serenade (Glenn Miller), e tinha sessão dupla, então levávamos pão com mariola. Aos domingos pela manhã tinha festival Tom e Jerry, seriado Flash Gordon. Se fizesse arte ficava de castigo, e tinha que chegar em casa as dez (22h.). Bons tempos! Lembra ai que ainda tem muita coisa, éramos criativos.
Quando somos crianças queremos ser adultos; quando somos adultos sentimos saudades dos tempos de criança (Ney).
"Quando guri, eu tinha de me calar, à mesa: só as pessoas grandes falavam. Agora, depois de adulto, tenho de ficar calado para as crianças falarem". Mário Quintana.
quinta-feira, 5 de março de 2009
BICICLETAS II

Clique sobre as imagens para ampliá-las. Meus pais pedalando lá em Santos-SP., eu nem estava neste mundo. Hoje eles pedalam lá no céu, eu continuo por aqui, pedalando com os filhos e netos.
E vamos pedalar na linda canção do Toquinho, na voz maravilhosa da Simone... http://www.youtube.com/watch?v=KPv60aBg-h8
quarta-feira, 4 de março de 2009
BICICLETAS

CAIXAS D'ÁGUA

Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)
Já não se fazem caixas d'água como antigamente (rs). Essa é do Campo São Bento, em Niterói-RJ., maior praça pública da cidade, ficou ali como relíquia de um tempo que funcionava como caixa d'água. Uma construção simples mas interessante, a imaginação nos leva a pensar na Torre de Rapunzel, prisioneira da bruxa; num mirante; num farol a beira do mar (dizem que antigamente o mar vinha até ali). A praça é mesmo um lugar de se relaxar, e tem o lago, o chafariz, o quiosque, um belo coreto, o parque das crianças, as mesinhas de jogos da terceira idade, a feira de artesanato nos finais de semana e feriado. Numa imaginação quixotesca poderíamos lembrar dos antigos moinhos inimigos de Don Quixote.
Aliás, achei um texto interessante num blog (ciclistas anônimos), que nos ciclistas enfrentamos o trânsito como se fôssemos Don Quixote. "o ciclista surge neste ambiente inóspito como um tipo de figura quixotesca a duelar a cada esquina, a cada quadra com máquinas metálicas, velozes e mortíferas." Tomando esta linha de pensamento quer me parecer que ela é mais procedente do que tinha pensado. Don Quixote, acompanhado do fiel escudeiro Sancho Panza, tem um ideal e um objetivo mas se defronta, na busca de concretizá-los, com obstáculos difíceis de superar.
Quando enfrenta, pensando se tratarem de cavaleiros inimigos, os moinhos de vento, defronta-se, na realidade, com forças que superam sua pequena capacidade de luta.
Os ciclistas que entram dentro do trânsito e disputam seu espaço com veículos pesados, são como Don Quixote enfrentando os moinhos. O resultado é bem conhecido. Os ferimentos, as fraturas ou até mesmo, o que não é incomum, a morte. Trata-se de um confronto desigual e mortal. Nem sempre o capacete, os equipamentos de segurança, o respeito a regras de trânsito, são garantia integral de sobrevivência. Muitas vezes estas proteções se pulverizam diante da brutalidade que é ser atropelado por veículos que podem ser centenas de vezes mais pesados.
Este é o momento em que, efetivamente, estamos na contramão pois a vida é uma via de mão única. Para superar esta condição de inferioridade só dispomos da nossa organização e da nossa união. Quando entramos na discussão das condições oferecidas para o ciclismo urbano, percebemos que temos dificuldade em manter o foco naquilo que é mais essencial e nas questões primordialmente mais estratégicas.
Como Don Quixote acreditamos que ações algumas das quais em parte ingênuas e isoladas possam modificar um quadro profundamente instalado em nossa sociedade e dentro do qual o automóvel é o soberano intocável. Temos que ir à busca de aliados, um dos quais temos de ter a clareza de nos dar conta, é o transporte coletivo. Poucas vezes vejo colocada esta associação mas ela é central num contexto em que o grande desafio é impedir que os carros particulares ocupem as ruas de forma cada vez mais avassaladora.
Para concluir estas observações, reitero que é o momento de caminharmos das formas quixotescas de tentar abalar o poder do qual os ciclistas estão excluídos, para outras mais estruturadas e, em especial, baseadas em estratégias mais coerentes com os embates que se colocam pela frente.
Nossa! Fui de um assunto a outro, é mesmo minha mania viver pedalando...



