quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

QUARTA-FEIRA DE CINZAS








Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney)
Uma manhã diferente, a cidade ainda vazia, bem com jeito de quarta-feira de cinzas. Já não se ouviam batucadas, sambas, apenas alguns carros alegóricos sendo levados para as quadras, uma boemia de passo triste caminhado para casa, e o pessoal da limpeza varrendo as ruas e praias. Mas na orla muitos já caminhando ou pedalando. E assim ficou o dia inteiro, comércio fechado, acho que a maioria deixou para voltar no final de semana. Só então vai recomeçar o barulho e a correria da cidade. O carnaval de rua voltou com muita força nas ruas do Rio, cordão do bola preta, banda de Ipanema, ano que vem eu vou para apreciar ou quem sabe sambar.
E nas minhas caminhadas e pedaladas, na orla, na praça, nas ruas, para não perder o costume fui dando minhas clicadas.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

UM DIA AZUL


Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)
O sol lançou seus primeiros raios sobre as montanhas e a cidade do Rio de Janeiro, iluminou a Baía da Guanabara, o mar e o céu se fizeram de azul, as sombras dos coqueiros se projetaram até a beira do mar. Uma bela manhã de verão, e na areia ficou a sombra do momento que ergui os braços e cliquei a bela paisagem. VIVA A NATUREZA!

O CARNAVAL DE CADA UM


Pois é, o carnaval de muitos que não podem mesmo sentir as alegrias das ruas, independente de seus ânimos, pois são prisioneiros de muitas circunstâncias, de sua vida, saúde. Mas do seu sofrimento, recolhimento, ainda são capazes de nos encantar a vida com sua bela poesia, inclusive o texto da postagem anterior:

http://www.jgaraujo.com.br/nomundo/o_carnaval_cada_um.htm

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

CARNAVAL


Ela passou na minha vida vazia de boêmio e sentimental, como passa num ano de tristeza o relâmpago de alegria do carnaval... Seus braços me envolveram como serpentinas frágeis, de papel, e se romperam como as serpentinas que se arrebentam quando o vento sopra e se soltam no céu.... Ela passou na minha vida, assim, tal como passa na monotonia de uma existência banal, a furtiva beleza e a loucura de um dia de carnaval !... Nossa história - o romance desse dia sem ódio, sem despeito, sem rancor, sem ciúme, nem podemos lembrar, teve o destino irreal de toda fantasia e a existência de um jato de lança-perfume atravessando no ar... O nome dela, não sei; ela não sabe o meu, - que importa ? - não faz mal... - Não fôssemos nós dois apenas fantasias, não fosse a nossa história apenas carnaval !... (Poema de JG de Araujo Jorge extraídodo livro " AMO ! " 1a edição 1938 )

POESIA DE CARNAVAL

Carnaval, alegria
Poesia sem rima
Versos no gingado
Com ritmo e samba no pé

Entre no bloco
Com ou sem fantasia
E caia na folia
Purpurina, confete e serpentina

Sem tristezas e paixões
Colombinas tem Pierrots e Arlequins
Nos eternos carnavais

Odaliscas brilham na multidão
Ciganas lêem mãos
Descobrem segredos

Bailarinas, melindrosas, havaianas
Dance, brinque, namore
Viva a inspiração
Não deixe acabar na quarta-feira (ney).

sábado, 21 de fevereiro de 2009

PIERROT, COLOMBINA E ARLEQUIM


Óleo sobre tela de Di Cavalcanti 1922

Pierrot, Colombina e Arlequim, três mascarados que constituem um triângulo amoroso durante a festa.
Arlequim era o rival de Pierrot pelo amor de Colombina e se vestia com um traje feito de retalhos triangulares de várias cores e representa o palhaço, farsante ou tão somente o amante. Pierrot, magro, pálido representante dos sonhos, apaixonado pelo amor, tem como musa Colombina, mulher que representa o desejo de todos os homens. Eles se conhecem em ocasiões separadas e Colombina se enamora pelos dois rapazes... No caso do Arlequim se encantando pela sua ousadia e desejo, e no de Pierrot pelo seu sofrimento e amor platônico (reminiscência de Mayra).
Vale a pena ler na íntegra no link que segue - Menotti Del Picchia.
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As Máscaras

O teu beijo é tão doce, Arlequim...O teu sonho é tão manso, Pierrô... Pudesse eu repartir-me, encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo...e a Pierrô, minha alma! Quando tenho Arlequim, quero Pierrô tristonho, pois um dá-me prazer, o outro dá-me o sonho! Nessa duplicidade o amor todo se encerra: Um me fala do céu...outro fala da terra! Eu amo, porque amar é variar e , em verdade, toda razão do amor está na variedade...Penso que morreria o desejo da gente se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente. Porque a história do amor só pode se escrever assim: Um sonho de Pierrô, e um beijo de Arlequim! Menotti del Picchia.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

FINAIS DE TARDE - IMAGEM E TEXTO



















Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)
Pois é, de um modo geral (à exceção daqueles que têm outros horários de trabalho), todos sentem o final de tarde como um momento de desacelerar, fazer um balanço do dia, refletir sobre o caminhar, descansar, relaxar... das atividades, rotinas, cotidiano. Nessa hora a própria natureza se manifesta de uma forma mais tranquila, nas águas do mar, na brisa fresca que sopra suave, na luz do sol poente.
Na fotografia podemos registrar o belo momento, de forma que cada um possa apreciá-lo com mais calma, que será entendido e sentido por cada um ao seu jeito, de acordo com suas circunstâncias e realidades.
Mas é notável também, e certamente mais difícil, registrá-lo em palavras, num texto que possa descrevê-lo. E ao seu modo, o autor aqui conseguiu de forma brilhante retratar uma cena do seu cotidiano de final de tarde, que ficou bem interessante e realista, bem conhecido de todos nós, seja pelo lado criança, aluno, pai ou avô (ser humano). Somos todos um pouco VOYEUR (no bom sentido), dessas imagens e realidades.