terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O CARNAVAL DE CADA UM


Pois é, o carnaval de muitos que não podem mesmo sentir as alegrias das ruas, independente de seus ânimos, pois são prisioneiros de muitas circunstâncias, de sua vida, saúde. Mas do seu sofrimento, recolhimento, ainda são capazes de nos encantar a vida com sua bela poesia, inclusive o texto da postagem anterior:

http://www.jgaraujo.com.br/nomundo/o_carnaval_cada_um.htm

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

CARNAVAL


Ela passou na minha vida vazia de boêmio e sentimental, como passa num ano de tristeza o relâmpago de alegria do carnaval... Seus braços me envolveram como serpentinas frágeis, de papel, e se romperam como as serpentinas que se arrebentam quando o vento sopra e se soltam no céu.... Ela passou na minha vida, assim, tal como passa na monotonia de uma existência banal, a furtiva beleza e a loucura de um dia de carnaval !... Nossa história - o romance desse dia sem ódio, sem despeito, sem rancor, sem ciúme, nem podemos lembrar, teve o destino irreal de toda fantasia e a existência de um jato de lança-perfume atravessando no ar... O nome dela, não sei; ela não sabe o meu, - que importa ? - não faz mal... - Não fôssemos nós dois apenas fantasias, não fosse a nossa história apenas carnaval !... (Poema de JG de Araujo Jorge extraídodo livro " AMO ! " 1a edição 1938 )

POESIA DE CARNAVAL

Carnaval, alegria
Poesia sem rima
Versos no gingado
Com ritmo e samba no pé

Entre no bloco
Com ou sem fantasia
E caia na folia
Purpurina, confete e serpentina

Sem tristezas e paixões
Colombinas tem Pierrots e Arlequins
Nos eternos carnavais

Odaliscas brilham na multidão
Ciganas lêem mãos
Descobrem segredos

Bailarinas, melindrosas, havaianas
Dance, brinque, namore
Viva a inspiração
Não deixe acabar na quarta-feira (ney).

sábado, 21 de fevereiro de 2009

PIERROT, COLOMBINA E ARLEQUIM


Óleo sobre tela de Di Cavalcanti 1922

Pierrot, Colombina e Arlequim, três mascarados que constituem um triângulo amoroso durante a festa.
Arlequim era o rival de Pierrot pelo amor de Colombina e se vestia com um traje feito de retalhos triangulares de várias cores e representa o palhaço, farsante ou tão somente o amante. Pierrot, magro, pálido representante dos sonhos, apaixonado pelo amor, tem como musa Colombina, mulher que representa o desejo de todos os homens. Eles se conhecem em ocasiões separadas e Colombina se enamora pelos dois rapazes... No caso do Arlequim se encantando pela sua ousadia e desejo, e no de Pierrot pelo seu sofrimento e amor platônico (reminiscência de Mayra).
Vale a pena ler na íntegra no link que segue - Menotti Del Picchia.
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As Máscaras

O teu beijo é tão doce, Arlequim...O teu sonho é tão manso, Pierrô... Pudesse eu repartir-me, encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo...e a Pierrô, minha alma! Quando tenho Arlequim, quero Pierrô tristonho, pois um dá-me prazer, o outro dá-me o sonho! Nessa duplicidade o amor todo se encerra: Um me fala do céu...outro fala da terra! Eu amo, porque amar é variar e , em verdade, toda razão do amor está na variedade...Penso que morreria o desejo da gente se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente. Porque a história do amor só pode se escrever assim: Um sonho de Pierrô, e um beijo de Arlequim! Menotti del Picchia.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

FINAIS DE TARDE - IMAGEM E TEXTO



















Clique sobre a imagem para ampliá-la (foto ney)
Pois é, de um modo geral (à exceção daqueles que têm outros horários de trabalho), todos sentem o final de tarde como um momento de desacelerar, fazer um balanço do dia, refletir sobre o caminhar, descansar, relaxar... das atividades, rotinas, cotidiano. Nessa hora a própria natureza se manifesta de uma forma mais tranquila, nas águas do mar, na brisa fresca que sopra suave, na luz do sol poente.
Na fotografia podemos registrar o belo momento, de forma que cada um possa apreciá-lo com mais calma, que será entendido e sentido por cada um ao seu jeito, de acordo com suas circunstâncias e realidades.
Mas é notável também, e certamente mais difícil, registrá-lo em palavras, num texto que possa descrevê-lo. E ao seu modo, o autor aqui conseguiu de forma brilhante retratar uma cena do seu cotidiano de final de tarde, que ficou bem interessante e realista, bem conhecido de todos nós, seja pelo lado criança, aluno, pai ou avô (ser humano). Somos todos um pouco VOYEUR (no bom sentido), dessas imagens e realidades.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

MAS É CARNAVAL...



http://www.youtube.com/watch?v=47oVO1CjYIU


Quem é você?Adivinhe, se gosta de mim, hoje os dois mascarados, procuram os seus namorados, perguntando assim: Quem é você, diga logo, que eu quero saber o seu jogo, que eu quero morrer no seu bloco, que eu quero me arder no seu fogo. Eu sou seresteiro, poeta e cantor, o meu tempo inteiro, só zombo do amor, eu tenho um pandeiro, só quero violão, eu nado em dinheiro, não tenho um tostão. Fui porta-estandarte, não sei mais dançar, eu, modéstia à parte, nasci pra sambar, eu sou tão menina, meu tempo passou, eu sou Colombina, eu sou Pierrot. Mas é carnaval, não me diga mais quem é você, amanhã, tudo volta ao normal, deixe a festa acabar, deixe o barco correr, deixe o dia raiar, que hoje eu sou da maneira que você me quer, o que você pedir, eu lhe dou, seja você quem for, seja o que Deus quiser, seja você quem for, seja o que Deus quiser. Noite dos Mascarados - Chico Buarque.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

BÚZIOS











Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney).
QUARTA-FEIRA EM BÚZIOS, um dia mais que azul, mar azul, tranquilo porque fui antes do carnaval chegar... faz de conta que desembarquei do transatlântico e escrevi meu nome na areia, a onda do mar não apagou, e agora ficou na fotografia. Ah, e encontrei com ela, já preparada para o carnaval, misteriosa como sempre, nem dá para ver seu rosto (rs). Eu me senti como um pescador que chega com sua canoa do mar, o barco cheio de peixe, e o lindo ATOBÁ veio olhar. Viva a natureza!