Bem, falar do tempo é coisa antiga, para mim começou eu ainda criança, nem foi preciso alguém falar, quando eu escutava as trovoadas sentia que aquilo era mau tempo, e acontecia de minha mãe estar sempre do meu lado, ou melhor, eu do lado dela.
E ai começaram minhas convivências com os tempos: Era o tempo que fechava quando eu ia a praia, ou passear, viajar, jogar bola, sair com a namorada, usar a roupa nova, pior quando esquecia o guarda-chuva, e que horror quando tinha que usar aquela tal de galocha.
O outro tempo era o da aula que não acabava, o do ônibus que demorava, o das férias que não chegavam, mas que logo acabavam. Depois que comecei a trabalhar era o da sexta-feira que não chegava, ou quando chegava e o outro tempo não ajudava (final de semana com chuva era cruel).
Então foi passando o tempo e eu me dei conta que o tempo era muito rápido, e que eu ficava pensando muito tempo no tempo enquanto ele corria, independente do outro tempo, e ai já tinha passado um tempão.
Então vieram os tempos modernos, apesar de eu ter ficado mais antigo no tempo. As cidades grandes, os edifícios, os carros velozes, os aviões, mas o tempo cada vez mais curto, mal se falando um com outro do tempo no elevador, para não falar que ainda por cima fizemos uma bagunça com o outro tempo. Coitada da natureza!
Pior que tanto um tempo quanto o outro não perdoam. Então o jeito é reorganizar os projetos no tempo enquanto dá tempo, e não se esqueça de se dar um tempo e se entender no tempo. (ney)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
PALMAS PARA O PÔR DO SOL (Ipanema-Rio)
Mas ele merece, que seria da vida sem ele...
http://br.youtube.com/watch?v=N4rZRHrweOM&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=N4rZRHrweOM&feature=related
domingo, 1 de fevereiro de 2009
ALMOÇO EM FAMÍLIA




Clique em PLAY > na imagem acima.
Almoço em família (mulher, filho, nora, neto) e na outra foto os netos por parte da filha, junto ao mar, montanha... na cúpula em vidro fumê uma lâmina d´água corrente, criando uma tênue cachoeira sobre os vidros, dando um efeito especial ao ambiente e ajudando na climatização. O Restaurante Olimpo é mais uma obra do caminho Niemeyer (projetos Oscar Niemeyer), como o MAC e outras, em Niterói. Embaixo a estação hidroviária de Charitas, aerobarcos (catamarâs) ligando Rio/Niterói.
Almoço em família (mulher, filho, nora, neto) e na outra foto os netos por parte da filha, junto ao mar, montanha... na cúpula em vidro fumê uma lâmina d´água corrente, criando uma tênue cachoeira sobre os vidros, dando um efeito especial ao ambiente e ajudando na climatização. O Restaurante Olimpo é mais uma obra do caminho Niemeyer (projetos Oscar Niemeyer), como o MAC e outras, em Niterói. Embaixo a estação hidroviária de Charitas, aerobarcos (catamarâs) ligando Rio/Niterói.
sábado, 31 de janeiro de 2009
UM BRINDE A VIDA
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
CINTILAÇÕES
Cintilações
Talvez não existam amores felizes. Mas, as ilhas mágicas, que sonhámos, serão sempre perfeitas na sua imaterialidade. E nelas contemplaremos fragmentos de uma Atlântida por cumprir, de uma Avalon revelando-se apenas aos amantes temerários, de uma Arcádia onde os pastores absorvem a paz, de um Éden, que foi de todos, e que aguarda o resgate de todas as inocências.
Sentiremos as reverberações do sol sobre o mar em cada manhã e respiraremos a luz da tarde em grandes golfadas e dançaremos em sintonia com a lua, as marés, o vento e os bichos.
E escutaremos as nossas gargalhadas luminosas, entre momices e travessuras, e rodopiaremos nas asas de uma borboleta que sabemos ser um anjo e falaremos com todas as aves.
Até chegarem os dias em que guardamos nos olhos fechados o brilho, que criámos, e escondemos na alma os encantos, que recebemos.
É então que decidimos, por algum tempo, esquecer as cintilações mágicas. Porque tememos perder-nos.
Mais tarde, partiremos de novo para as nossas ilhas.
Alba/Portugal. Do blog a clareira.
Ah, deveras um lindo texto caminhando com sensatez e amadurecimento entre os sonhos e a realidade, deixando fluir a vida com equilíbrio e encantamento. (ney).
Talvez não existam amores felizes. Mas, as ilhas mágicas, que sonhámos, serão sempre perfeitas na sua imaterialidade. E nelas contemplaremos fragmentos de uma Atlântida por cumprir, de uma Avalon revelando-se apenas aos amantes temerários, de uma Arcádia onde os pastores absorvem a paz, de um Éden, que foi de todos, e que aguarda o resgate de todas as inocências.
Sentiremos as reverberações do sol sobre o mar em cada manhã e respiraremos a luz da tarde em grandes golfadas e dançaremos em sintonia com a lua, as marés, o vento e os bichos.
E escutaremos as nossas gargalhadas luminosas, entre momices e travessuras, e rodopiaremos nas asas de uma borboleta que sabemos ser um anjo e falaremos com todas as aves.
Até chegarem os dias em que guardamos nos olhos fechados o brilho, que criámos, e escondemos na alma os encantos, que recebemos.
É então que decidimos, por algum tempo, esquecer as cintilações mágicas. Porque tememos perder-nos.
Mais tarde, partiremos de novo para as nossas ilhas.
Alba/Portugal. Do blog a clareira.
Ah, deveras um lindo texto caminhando com sensatez e amadurecimento entre os sonhos e a realidade, deixando fluir a vida com equilíbrio e encantamento. (ney).
A CHUVA CHEGANDO...
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
FOTOGRAFIA


Clique sobre as imagens para ampliá-las (fotos ney).
Fotografia (Tom Jobim)
Eu, você, nós dois... Aqui neste terraço à beira-mar, o sol já vai caindo e o seu olhar, parece acompanhar a cor do mar, você tem que ir embora, a tarde cai, em cores se desfaz, escureceu, o sol caiu no mar, e aquela luz, lá em baixo se acendeu...Você e eu.
Eu, você, nós dois, sozinhos neste bar, à meia-luz, e uma grande lua saiu do mar, parece que este bar já vai fechar, e há sempre uma canção, para contar, aquela velha história, de um desejo, que todas as canções, têm pra contar, e veio aquele beijo.
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