sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A CHUVA CHEGANDO...



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Foi assim que ela chegou ontem à tarde, registrei aqui da janela, e tudo indica que tem mais hoje. Foi muita água...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

FOTOGRAFIA




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Fotografia (Tom Jobim)

Eu, você, nós dois... Aqui neste terraço à beira-mar, o sol já vai caindo e o seu olhar, parece acompanhar a cor do mar, você tem que ir embora, a tarde cai, em cores se desfaz, escureceu, o sol caiu no mar, e aquela luz, lá em baixo se acendeu...Você e eu.
Eu, você, nós dois, sozinhos neste bar, à meia-luz, e uma grande lua saiu do mar, parece que este bar já vai fechar, e há sempre uma canção, para contar, aquela velha história, de um desejo, que todas as canções, têm pra contar, e veio aquele beijo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

FOTOGRAFIAS















Se as imagens me sensibilizam, faço delas uma fotografia, registrando vistas, ações, realidades. Às vezes, tento contar uma história do que me dizem, fazer uma poesia, dar um significado, mas o olhar do outro poderá interpretá-la de outra forma, então a imagem por si só pode fluir mais livremente no imaginário de cada um, ser mais abrangente que qualquer texto.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

SOBRE CINTILAÇÕES...


ao poeta Paulo Andress

Poetas fazem aniversário, mas não têm idade. Celebra-se a data em que surgiram, porque celebrar o extraordinário devolve aos dias aparentemente simples, supostamente repetitivos, a memória de sua força de inventar, por descuido esquecida.
Poetas surgem. Um dia surgem e sabe-se, então: a vida não se bastou, a vida quis em si mesma ousar fazer (de novo) o nunca antes feito. Quando a vida fica triste, quando a vida fica exausta do que tem, do que é e quer mais, gesta poetas e garante, neles, seu indispensável excesso, sua necessária exceção.
Poetas surgem. Um dia surgem imersos num mar de palavras desordenadas, inundados pelas águas do tudo saber sem nada saber, perturbados pela visão dos vinte mundos ali, onde o mapa assinala apenas um lugarejo.
Poetas surgem. Um dia surgem. Conhecem nada de si, de sua destinação, de sua tarefa. Chegam sempre antes de ver, vêem sempre antes de chegar e espalham sentidos nos signos como quem marca a própria trajetória num labirinto que nega ter saídas.
Mas poetas fazem aniversário, embora não tenham idade. E nestas celebrações, a cada celebração disso, que neles foi surgimento, descobrem a profundidade escondida nos seus vôos, porque o céu é tão-somente um abismo invertido.
E nestas celebrações, a cada celebração disso, que neles foi surgimento, adivinham a eternidade escondida nas suas datas, porque o tempo é tão-somente um brinquedo de conjugar verbos.
Por isso poetas não têm idade: poetas não nascem, poetas não morrem. Poetas são cintilações. Surgem. Brilham. Iluminam. E estão fadados, mesmo não querendo, a permanecer para sempre
nos mundos todos que desvelaram, produziram, testemunhando aos incrédulos que – sim! – o infinito existe e mora neles, poetas.
E os poetas, onde moram? Eles moram, com a vida, no absoluto.

Texto em http://www.informarte.net/entrelinhas/57_cintila.htm

A NAMORADA NO PORTÃO




Imagens e momentos que cintilam no tempo.








Ela me esperava no portão
De longe eu via seu sorriso
Que me enchia de alegria

Beijos e abraços
Doces palavras, carinhos
Brilho no olhar

Sair a passear
Mãos dadas, felizes
Sem rumo, sem pressa

Ir ao cinema
Tomar um sorvete
Na pracinha namorar

Amar e ser amado
Sentir em cada momento
A vida do tamanho do mundo. (ney)

sábado, 24 de janeiro de 2009

OLÁ !


Pois é... aqui estou eu virtualmente, digo, nós, com nossas imagens de tela. Não a tela de pintura, velha conhecida nossa, que sempre foi uma forma de arte, de se perpetuar a imagem e contar a história de nossa existência humana, em quadros na parede da sala, dos gabinetes, museus, com ricas molduras, inclusive o auto-retrato.
Com a fotografia, nossas imagens se eternizaram nos álbuns de família, em fotos presas por lindas cantoneiras, e protegidos por papéis tipo vegetal que nos garantia a vida, a cor, só ficando ligeiramente amareladas, tipo sépia, mas até charmosas, dando idéia de tempo, experiência de vida, altivez. Podia acontecer uma umidade, um cheirinho de mofo, principalmente se ficassem lá esquecidas por muito tempo. Bastava um ambiente arejado e logo voltavam ao normal, passando de mão em mão, através de gerações, relembrando histórias de vida.
Mas agora os tempos são outros, nas telas dos monitores somos imagens digitais nítidas, cheias de brilho, cores. E vivos ou mortos, nossos movimentos e falas são preservados pelos vídeos.
Dizem-nos “virtuais”, porque somos um pouco eletricidade, eletrônica, teclado, mouse, sistemas, mas na verdade nossas palavras tecladas expressam sentimentos reais, tanto quanto seriam nos livros, nas cartas, telegramas, ou mesmo quando ditas no real, olhos nos olhos, certo?
E digo mais, comparando com as cartas, somos até mais reais, porque “on line”, falamos o que estamos pensando naquele momento, e as cartas quando chegavam já poderiam não corresponder aos sentimentos nelas expressos. Mas de qualquer forma, eram também bem-vindas, ficavam em nossas memórias, em caixas nos armários, poderiam ser lidas e relidas, e muitas guardavam mesmo seus perfumes.
Então, o que vale mesmo são os bons sentimentos, as verdades, as trocas de idéias, as prosas, amores e paixões, sonhos e realidades, o interagir com o universo a nossa volta. (ney).

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

DIAS DE CHUVA E DE SOL




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Chuva e sol
Água e luz
Vida e poesia. (ney)