sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

UMA BELA VIAGEM


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Bela canção, interpretação, letra e música, poesia, uma voz calma, uma viagem romântica... VEJA NO ENDEREÇO:


http://www.paixaoeromance.com/70decada/viagem/h_viagem2.htm

CENA DO FILME "AMARGO PESADELO" - 1972

Trata-se de uma cena antológica e emocionante do filme Amargo Pesadelo (1972), em que há um duelo de banjo e violão, entre um forasteiro e um menino autista do posto de combustÍvel.

De todas as pessoas que aparecem no filme, o único que não é ator é o menino. Ele é um autista, que o diretor teve a felicidade de encaixar na cena do filme.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

MODERNIDADE E TV



Assim começou a TV no Brasil, anos 50, essa imagem do logotipo da TV TUPI (uma indiazinha de cocar). Éramos bem pobres, mas meu pai ganhou um dinheirinho na loteria, e fizemos partes desses primeiros a ter TV em casa.
E lembro do programa da Mara Rúbia (Boate Martini), da Virginia Lane (Espetáculos Tonelux), ALÔ DOÇURA, com Jonh Herbert e Eva Wilma, REPÓRTER ESSO (Gontijo Teodoro) etc. A história toda está em: http://www.tudosobretv.com.br/histortv/historbr.htm#

INÍCIO DA MODERNIDADE


As imagens não eram tão boas, coloridas, digitais, e tinham os chuviscos, o vertical passando, às vezes tinha que dar um tapinha para ela funcionar, as válvulas esquentavam, mas a programação não sei não... acho que era bem melhor, não tinha tanta gente matando tanta gente, conspirações familiares, acabaram os "mocinhos", agora quem faz sucesso são os vilões. Assim nem adianta o telão com som stereo, só tem mortes com efeitos especiais.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

BOLEROS, SAMBAS, CASAS DE DANÇA...



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Os “anos dourados” marcaram o início de grandes mudanças sociais, o rock, a juventude transviada, hippies, woodstock, Beatles, Bossa Nova. Até então eram as estruturas bem conservadoras, as mulheres recatadas, sempre em desvantagens nos comportamentos machistas, ditados pelos pais, irmãos e os próprios namorados, os namoros até as 22 horas, e vivíamos na sociedade os bailes de formatura, debutantes, grandes orquestras, carnaval de clube, de rua. Já os rapazes eram mesmo persuadidos a serem também da noite, dos salões de sinuca, bilhar, dos cabarés, “boites”, casas de dança. Aos 14 queríamos ter 18 anos e ir para a boemia, eram tempos diferentes, a violência não passava do famoso “batedor de carteira”, uma eventual briga onde alguém poderia ter um canivete e todos saíam correndo, e a polícia chegava e levava o cidadão em cana.
Querendo ou não, hipocrisias ou preconceitos à parte, foi uma época que nos marcou. E sem ser um boêmio, um malandro, um bom em sinuca ou bilhar, ou dança de salão, eu estava simplesmente lá vivendo meus momentos.E foram no Rio e em SAMPA, mas em São Paulo eu morava sozinho, no centro, e vivia nas ruas, nas noites, um pouco dessas casas de dança, samba, boites, táxi danças e outras, mas também os teatros, cinemas, restaurantes. Noites iluminadas, ruas cheias de gente, muitas de outras cidades, estados, países, imensidão cosmopolita, pessoas buscam seus espaços, realizações, integração, vivem alegrias, saudades, encontros e desencontros, e cada um se entende do seu jeito, e o recente filme CHEGA DE SAUDADE contou um pouco dessas histórias de casas de danças. Ouvindo os grandes boleros sinto saudades (besame mucho, solamente una vez, El dia que me quieras)... talvez pensem os filhos, netos, que já nascemos idosos, caretas, mas vivemos nossas épocas:

Boleros, dois pra lá, dois pra cá
Magia, devaneio, imagens do passado
Longe de casa, nas ruas da cidade
Saudade, mocidade

As escadas de madeira, corrimão
Dando acesso ao grande salão
Rosto colado, braços em abraços
Corpos juntos na melodia

Ritmo embriagante
Música envolvente
Perfume, ruge, batom, flor no cabelo
Sensações, olhares insinuantes

Pensamento delirante
Confuso, talvez buscando longe a namorada
Dançando com outra a saudade
Paixão passageira, ausência, solidão, traição

Momentos, instantes,
Iludem as distâncias
E nunca se sabe
Onde podem ir

Matar a saudade
Aplacar o calor
Serenar a alma
Enganar o coração. (ney).

Lembro do Salão Azul e Santa Cruz, no centro de Niterói (sinuca e bilhar), danças no Harmonia; no Rio a Lapa, Pça.Tiradentes, Estudantina, Rua Alice; em Sampa a Rio Branco, Duque de Caxias, Ipiranga, Major Sertório, Bilhar da São João, Brig. Luiz Antonio.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

VIVER E COMPARTILHAR A EXPERIÊNCIA DO TEMPO

No outono da vida é normal pensar que, inevitavelmente, estamos transitando por uma última etapa desse caminhar, pois essa é a realidade. Mas apesar da idade, esse é o momento de se viver com sabedoria tudo que aprendemos, as coisas simples e verdadeiras, valorizar o que conquistamos, deixar de lado os ressentimentos, aproveitar intensamente essa dádiva de ter chegado até aqui.
Mas não com egoísmo, como uma verdade única, e sim com novas idéias que possam ser compartilhadas com os mais jovens, de um jeito mais integrado e coerente com o mundo de hoje, sem que se perca a essência de ambos e da vida.
Uma pessoa mais jovem que nos veja vivendo assim nossa terceira idade, com certeza vai ter mais expectativas quanto ao seu futuro, e pode resultar desse entrosamento entre as idades um aprendizado mútuo, unindo novas energias e conhecimentos a experiências já vividas.
Há uns dois anos atrás voltei aos bancos da Universidade Federal para fazer um curso de línguas (inglês), e vivi pessoalmente uma convivência de harmonia entre alunos de 20 aos 60 anos, um servindo de incentivo ao outro, todos acreditando que somos eternos aprendizes e que o conhecimento sempre traz crescimento. Não conclui o curso, queria apenas saber um pouco mais do idioma inglês para facilitar alguns entendimentos e leituras práticas.
Os idosos de hoje viveram uma experiência mais animadora nos ditos “anos dourados”, quando o mundo passava por um momento de grande prosperidade. O mercado de trabalho hoje é extremamente competitivo, há mais inseguranças, os valores se distanciaram de um propósito mais humano, vive-se o imediatismo de resultados ditos práticos e eficientes, e não o valor mais profundo da vida e do seu futuro em harmonia com a natureza, da qual somos partes integrantes e dependentes.
Nesse entendimento de gerações haveremos de encontrar juntos o verdadeiro caminho de luta por um futuro promissor, sustentável e verdadeiro. ney.

sábado, 10 de janeiro de 2009

DEPOIS DO POR DO SOL A CHEGADA DA LUA CHEIA














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Sábado, 11/01/2009, um belo pôr do sol na orla de Niterói... do outro lado ia chegando a lua cheia, espetáculo da natureza num dia agora mais parecido com verão, a chuva deu uma trégua. Crianças brincando na areia, jogo de bola, o calçadão cheio de gente caminhando, olhando o mar, nos barcos gente pescando, passeando, gaivotas voando, os bondinhos do Pão de Açúcar, no topo do Corcovado o Cristo abençoando. E por que ainda tem gente fazendo guerra?