quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

BEIJOS QUE FICARAM FAMOSOS


O beijo do Hotel de Ville. Esta bela foto, que data de 1950, é considerada como a mais vendida da história. Isto devido à intrigante história com a que foi descrita durante muitos anos: segundo contava-se, esta foto foi tirada fortuitamente por Robert Doisneau enquanto encontrava-se sentado tomando um café. O fotógrafo acionava regularmente sua câmara entre as pessoas que passavam e captou esta imagem de amantes beijando-se com paixão enquanto caminhavam no meio da multidão. Esta foi a história que se conheceu durante muitos anos até 1992, quando dois impostores se fizessem passar pelo casal protagonista desta foto. No entanto o Sr. Doisneau indignado pela falsa declaração, revelaria a história original: a fotografia não tinha sido tirada a esmo, senão que se tratava de dois transeuntes que pediu que posassem para sua lente, lhes enviando uma cópia da foto como agradecimento. 55 anos depois Françoise Bornet (a mulher do beijo) reclamou os direitos de imagem das cópias desta foto e recebeu 200 mil dólares.

O beijo da Time SquareO Beijo de despedida a Guerra foi feita por Victor Jorgensen na Times Square em 14 de Agosto de 1945, onde um soldado da marinha norte-americana beija apaixonadamente uma enfermeira. O que é fora do comum para aquela época é que os dois personagens não eram um casal, eram perfeitos estranhos que haviam acabado de encontrar-se. A fotografia, grande ícone, é considerada uma analogia da excitação e paixão que significa regressar a casa depois de passar uma longa temporada fora, como também a alegria experimentada ao término de uma guerra.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O BARQUINHO



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O BARQUINHO - Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli

Dia de luz... Festa de sol... E o barquinho a deslizar... No macio azul do mar... Tudo é verão... O amor se faz... Num barquinho pelo mar... Que desliza sem parar... Sem intenção nossa canção... Vai saindo desse mar... E o sol beija o barco e luz... Dias tão azuis... Volta do mar... Desmaia o sol... E o barquinho a deslizar... E a vontade de cantar... Céu tão azul... Ilhas do sul...E o barquinho é um coração... Deslizando na canção... Tudo isso é paz... Tudo isso traz... Uma calma de verão e então... O barquinho vai... A tardinha cai... O barquinho vai...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

ORAÇÃO PELA NATUREZA



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A mais bela oração pela natureza

Ó Deus, nós te damos graças por este universo, nosso lar; pela sua vastidão e riqueza, pela exuberância da vida que o enche e da qual somos parte. Nós te louvamos pela abóbada celeste e pelos ventos, grávidos de bênçãos, pelas nuvens que navegam e as constelações, lá no alto. Nós te louvamos pelos oceanos, pelas correntes frescas, pelas montanhas que não se acabam, pelas árvores, pelo capim sob os nossos pés. Nós te louvamos pelos nossos sentidos: poder ver o esplendor da manhã, ouvir as canções dos namorados, sentir o hálito bom das flores da primavera. Dá-nos, rogamos-te, um coração aberto a toda esta alegria e a toda esta beleza, e livra as nossas almas da cegueira que vem da preocupação com as coisas da vida e das sombras das paixões, a ponto de passar sem ver e sem ouvir até mesmo quando a sarça, ao lado do caminho, se incendeia com a glória de Deus. Alarga em nós o senso de comunhão com todas as coisas vivas, nossas irmãs, a quem deste esta terra por lar, juntamente conosco. Lembramo-nos, com vergonha, de que no passado aproveitamos do nosso maior domínio e dele fizemos uso com crueldade sem limites, tanto assim que a voz da terra, que deveria ter subido a ti numa canção, tornou-se um gemido de dor. Que aprendamos que as coisas vivas não vivem só para nós; que elas vivem para si mesmas e para ti, que elas amam a doçura da vida tanto quanto nós, e te servem, no seu lugar, melhor que nós no nosso. Quando chegar o nosso fim, e não mais pudermos fazer uso deste mundo, e tivermos de dar nosso lugar a outros, que não deixemos coisa alguma destruída pela nossa ambição ou deformada pela nossa ignorância. Mas que passemos adiante nossa herança comum mais bela e mais doce, sem que lhe tenha sido tirado nada da sua fertilidade e alegria, e assim nossos corpos possam retornar em paz para o ventre da grande mãe que os nutriu e os nossos espíritos possam gozar da vida perfeita em ti.

Rubem Alves foi o responsável por resgatar o que considera a mais bela série de preces já escrita: as Orações por um mundo melhor, do teólogo Walter Rauschenbusch.

VÔO LIVRE NA MINHA JANELA

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E da minha janela vejo seres humanos voando livre no céu azul em seus parapentis, os pássaros nas árvores na altura da minha janela, as águas do canal correndo para o mar, e aqui na telinha do computador tenho a janela do mundo, e também vôo alto nos pensamentos na música e na poesia, na janela da alma. Tem momentos que passam bem mais próximos, mas não consigo filmar por causa da tela de nylon da janela.
Da próxima vez prometo fazer legendado, vai entender minha péssima dicção, ainda mais com a câmera voltada para o barulho da rua.


O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. Charles Chaplin.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

BORBOLETA



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(foto ney).

No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta

Cecília Meireles

DE BICICLETA NA ORLA

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Passeio da orla de Niterói hoje.