
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
A VELHICE

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http://www.youtube.com/watch?v=lqH3GCKhGnc&feature=PlayList&p=E8EE9E1B9C626CDA&index=18
A velhice(Olavo Bilac)
Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...
O homem, a fera e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres da fome e de fadigas:
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo. Envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,
Na glória de alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
DOMINGO NO PARQUE






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Hoje fui a uma exposição de bromélias realizada dentro do Jardim Botânico-Rio., e comprei algumas. Mas essas fotos foram tiradas no IMENSO espaço de bromélias do Jardim Botânico, uma área muito grande com muitas variedades, inclusive o abacaxi ou ananás comosus, da família das bromeliáceas. Sobre a vitória-régia já falei numa postagem anterior. O pássaro entendo ser o sabiá, que cliquei com uma presa no bico, garantindo sua refeição. O sabiá chega imponente e majestoso anunciando a primavera com seu belo canto, fica durante o verão e se afasta em março.
DOMINGO DANÇANTE
sábado, 6 de dezembro de 2008
NA MADRUGADA

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Solilóquio do Poeta na Madrugada
Não tenho nada importante para dizer nesta madrugada. Geralmente, nas madrugadas é que os sonhos, como os corpos dos mortos vem à tona flutuar. Não tenho nada importante pare dizer nesta madrugada. Sobre a superfície de minha alma, brunida como a face de um lago, voga apenas a felicidade - cisne branco, solitário e pensativo. Desculpem-me: mas importante para o poeta, é esse vinho de palavras - seu vício - com que sente necessidade de embriagar o coração. Não tenho nada importante para dizer. Entretanto eis-me aqui, barco a deriva dando à praia deserta sem amarras sequer para atirar. Seresteiro boêmio - minha máquina de escrever é meu instrumento, música e canto em que me transmudo, muro de lamentações de minhas mágoas, guizo de minhas fantasias. Não tenho nada importante para dizer, mas algo em mim me trouxe até ela - esse impulso que leva o crente ao templo para conversar com Deus, num momento de desamparo ou de gratidão. Bem sei que não é importante que eu me sinta assim, leve e pleno dentro da noite, sem maiores razões para me sentir feliz - feliz porque as coisas dormem, e a paz ao redor é acariciante. E há ainda o meu rádio - companheiro e personagem de tantas vigílias, onde um piano, agora, esta declamando poesia, e a noite - sonho múltiplo e silencioso da vida, a pairar em tudo... Você já experimentou essa sensação de se encontrar consigo mesmo sem testemunhas, como quem esta deitado sobre relvas a olhar o céu distante? - apenas alguns momentos inconseqüentes, passando, que viraram lembranças, e esvoaçam como gazes? E aquela certeza de que ninguém sofre por você, de que nada deve, de que pode gastar perdulariamente o coração, como um jogador, que todos os que ama, ou os que o podem amar, dormem tranqüilos e amanhã será um novo dia, e cada encontro um bom-dia! para todos! Não tenho nada importante para dizer. Só essa vontade de encontrar o coração sem interlocutores, de falar para ninguém, e sem resposta - o espírito como um monge em êxtase a saborear a noite, como uma bebida quente docemente -o pensamento como um budista sentado sobre os joelhos à espera do Nirvana. Meu amor foi dormir. Era isso talvez o que eu queria dizer e não sabia, e isto talvez explique esta vaga euforia em que me sinto flutuar na madrugada. Meu amor foi dormir embalada naquele doce cansaço que lhe teci como uma rede, e eu só, ainda resisto, mais forte, pelo prazer de prolongar os acordes de uma felicidade que canta sozinha, como um bêbedo na madrugada. Coisa boa a gente se sentir assim, o coração embriagado sem ter bebido, em paz com a vida, grato ao momento que passa, (nuvem alta, distante), sem filosofias. Feliz, só isto. Sem precisar sequer entender. Não tenho nada importante para dizer esta madrugada.
Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"Vol. IV - 1a edição 1965 )
ÁRVORE SEM VIDA


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