quarta-feira, 19 de novembro de 2008

TARDE DE CHUVA, CINZENTA E FRIA NA MINHA RUA




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Da minha janela olho a rua
nesta tarde de chuva,
cinzenta e fria
a paisagem molhada,
sombria e sem vida,
sem alegria
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Dançam galhos na ventania
árvores sem flores e pássaros
chuvas de verão na primavera
rajadas de vento cantam nas janelas
que estremecem no trovão
escorre a chuva na vidraça.
ney.

MOMENTOS



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entrelaçados galhos secos cantam minha solidão
umidez me sobe pelo corpo, no frio da saudade
dos idos tempos em que me cobria de paixão
meus passos lentos clamam vigor da mocidade
que lenta foi se afastando, me deixando curvo
alquebrados passos, em direção ao pó do nada
sonhos, somente pedaços ao longo da estrada
WATFA RAMOS

Túnel vegetal... Galhos entrelaçados
Unem-se como mãos a se acariciarem
E a canção que entoam com o vento
Levam até você... meu pensamento
Nem sei quantas vezes
Passamos debaixo desse arvoredo
Hoje, meu coração chora em segredo!!!
MARINEZ STRINGHETA - MARAPOETA

ah! o olhar de ver que fotografa!!!
dois pontos de vista...vindo... a ser...
em primeiro plano
da paisagem desnuda do inverno
a arte viva... e o calor humano
HELENA ARMOND

Site Luna & Amigos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ORQUÍDEA



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E na estufa do Solar do Jambeiro fotografei essa linda orquídea de belas cores, enfeitando ainda mais a beleza do lugar. No endereço abaixo, um evento musical dos muitos que se apresentam nas dependências do solar... http://www.youtube.com/watch?v=uzRLrrvrDW0&eurl=http://orquestradecordas-ocg.blogspot.com/2007/08/ocg-no-solar-do-jambeiro.html

domingo, 16 de novembro de 2008

O MISTÉRIO DAS COUSAS - Fernando Pessoa

O Mistério das Cousas - Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

Há Metafísica bastante em não pensar em nada. O que penso eu do mundo? Sei lá o que penso do mundo! Se eu adoecesse pensaria nisso. Que idéia tenho eu das cousas? Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos? Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma E sobre a criação do Mundo? Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos E não pensar. É correr as cortinas Da minha janela (mas ela não tem cortinas). O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério! O único mistério é haver quem pense no mistério. Quem está ao sol e fecha os olhos, Começa a não saber o que é o sol E a pensar muitas cousas cheias de calor. Mas abre os olhos e vê o sol, E já não pode pensar em nada, Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos De todos os filósofos e de todos os poetas. A luz do sol não sabe o que faz E por isso não erra e é comum e boa. Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores? A de serem verdes e copadas e de terem ramos E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar, A nós, que não sabemos dar por elas. Mas que melhor metafísica que a delas, Que é a de não saber para que vivem Nem saber o que não sabem? "Constituição íntima das cousas"... "Sentido íntimo do Universo" ... Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada. É incrível que se possa pensar em cousas dessas, É como pensar em razões e fins Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão. Pensar no sentido íntimo das cousas É acrescentado, como pensar na saúde Ou levar um copo à água das fontes. O único sentido íntimo das cousas É elas não terem sentido íntimo nenhum. Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, Sem dúvida que viria falar comigo E entraria pela minha porta dentro Dizendo-me, Aqui estou! (Isto é talvez ridículo aos ouvidos De que, por não saber o que é olhar para as cousas, Não compreende quem fala delas Com o modo de falar que reparar para elas ensina.) Mas se Deus é as flores e as árvores E os montes e sol e o luar, Então acredito nele, Então acredito nele a toda a hora, E a minha vida é toda uma oração e uma missa, E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos. Mas se Deus é as árvores e as flores E os montes e o luar e o sol, Para que lhe chamo eu Deus? Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar; Porque, se ele se fez, para eu o ver, Sol e luar e flores e árvores e montes, Se ele me aparece como sendo árvores e montes E luar e sol e flores, É que ele quer que eu o conheça Como árvores e montes e flores e luar e sol. E por isso eu obedeço-lhe, (Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?), Obedeço-lhe a viver, espontaneamente, Como quem abre os olhos e vê, E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes, E amo-o sem pensar nele, E penso-o vendo e ouvindo, E ando com ele a toda a hora.

CASARÕES - O RETORNO












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E falei tanto de casarões que fui hoje no SOLAR DO JAMBEIRO... http://www.solardojambeiro.com.br/



sábado, 15 de novembro de 2008

PASSEIO PELA ORLA NO PÔR-DO-SOL
















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Em nova caminhada pela orla de Icarai e São Francisco (Niterói), fotografei esse belo pôr-do-sol. E numa delas o Cristo do Corcovado aparece sobre as nuvens que sempre ficam retidas pelas montanhas.
"... É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz..." (Fernando Pessoa).

AINDA SOBRE CASARÕES II




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E falando de casarões nas últimas postagens, aproveitei minha caminhada de hoje cedo pela Boa Viagem (orla de Niterói), e fotografei dois deles, que estão nessas fotos. E são muitos outros, mas o mais conhecido de todos e o SOLAR DO JAMBEIRO, que vale a pena dar uma olhadinha no endereço que segue - http://www.solardojambeiro.com.br/
No Solar do Jambeiro já assisti muitos eventos de música, teatro, pinturas, e houve um tempo que era servido café com broa de milho, e criava-se um ambiente bem dos velhos tempos dos casarões, como se fazem também nas velhas fazendas de café do Vale do Paraíba.
"Ai, como morrem as casas!
Como se deixam morrer!
E descascadas e secas,
Ei-las sumindo-se no ar." (Carlos Drummond Andrade).